Thursday, April 29, 2010

Faven e Iódice, sobe e desce

O que é um desfile? Uma maneira de mostrar como se vestem roupas ou acessórios. Esta maneira depende do tipo de lugar, da platéia e dos objetivos de quem desfila. Quando as modelos parecem prontas para sair da passarela para a rua, ou quando nos identificamos imediatamente com o que elas vestem, em geral, é um desfile comercial, muito comum nos eventos tradicionais de shoppings. Se olhamos para a apresentação e ficamos na dúvida se aquilo é para ser vestido por gente comum, é sinal que é um show conceitual. Há muitas nuances entre estes dois extremos, e nenhum dos dois está errado.

importante sempre é definir o que se quer atrair, a quem queremos agradar ou interessar. Vamos aos últimos desfiles de hoje.
A Faven veio muito bem, com suas malhas em zigzag estilo Missoni, estampas florais aquareladas em vestidinhos e um em especial, em cáqui, montado em pregas, sem mangas. A tela verde foi usada em vestidos abertos sobre biquínis, são lindas as blusas de rendinhas e entalhes de malha. E bom o final, com saias de retalhinhos de tule e o vestido em camadas de várias matérias, ambos em branco. Complementos, tamancões básicos, em couro natural, com meias curtas brancas. Bom, jovem e usável.
Já a Iódice mostrou looks de shorts jeans com blusas estampadas em azul, vestidos curtos com flores em fundo preto, lenços de oncinha amarrados nos sapatos, pulsos e cinturas. Na ala masculina, calças jeans, camisas sobre camisetas. Já ouviram falar disto tudo, não é? Eu também, que desde 1987 acompanho a Iódice. Estava bonito, o elenco maravilhoso, mas podia ser melhor. Ainda mais porque o próprio Valdemar Iódice veio a Belo Horizonte e entrou com as modelos, para agradecer os aplausos.
Cheguei a pensar que a marca estava no salão de negócios, apenas para vender, sem ligar muito para o marketing. Mas se o dono veio, é porque o evento tem importância para a imagem. Então, o desfile tinha que ter muito mais poder, mais cara de Iódice. Quem manda ser bom? A gente fica exigindo cada vez mais.

Amanhã desfilam: Patricia Motta, estrela no couro, com a coleção Vida, baseada na floresta rústica e no contraste com o moderno minimalismo dos anos 1990. O couro vem mais leve, com avesso trabalhado. Cores: amarelo neon, melancia e menta.
Victor Dzenk com referência nas savanas da África e na música black dos anos 1970. Cinturas marcadas, palas de corselet e mais estampas exclusivas desenvolvidas pela Dalutex. Cores: bege, kraft, caramelo, marom e pimenta.
Ricardo Almeida fecha o ciclo de desfiles do Minas Trend, com batas, ternos desestruturados, tecidos com fibras de bambu, enfim, mais uma visão do grande estilista de roupa masculina elegante.

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