Tuesday, July 06, 2010

Alta Costura e por aqui




Armani Privé
O poder de Giorgio Armani sempre foi o talento para vestir gente influente, famosa ou simplesmente rica. Ele pode se dar ao luxo de criar uma coleção de Alta-costura com roupas para o dia-a-dia. Na Armani Privé vista nesta semana de desfiles em Paris, A modelo Carmen Kass abriu o show de roupas em tom âmbar – evolução do Nude -, casacos com basque, saias estreitas, calças também. Afinal, a origem do estilo Armani é o terno, logo adaptado para o consumo feminino. Ele confirma a volta do broche em peças em madeira, chifre e âmbar e indica grandes botões decorativos como detalhes fortes.
A fotógrafa Marina Sprogis estava lá e afirmou: “estava chiquíssimo!”

Hoje, terça-feira, foi a vez de Karl Lagerfeld para Chanel, no Grand Palais. Se ele já fez desfiles com laço gigante, iceberg, cabana real, neve, nada a estranhar deste vez ter um tremendo leão com uma pérola sob a pata. É sempre um espetáculo, Chanel. Funcionárias da loja da rue Cambon justificaram o bichão dizendo que a Mademoiselle era do signo de leão. Da coleção, há desde os tailleurs reeditados até vestidos curtos bordados com pérolas. Nos acessórios, botinhas de biqueira escura, que cumprem a missão de rejuvenescer a marca.

Só para lembrar: a Neon já botou um leão na passarela, em janeiro, em São Paulo.


Para assistir (sem ser a desfiles)
Estamos em tempo de palestras, cursos e viagens para quem gosta de arte e moda. Vejam algumas opções para este mes:

10 de julho / uma produção do Instituto Rio Moda: a colega Silvana Holzmeister e o brilhante estilista de moda masculina Mario Queiroz fazem o workshop Imagem e Moda no hotel Ipanema Plaza, das 9h00 às 18h30 (info e inscrições pelo (21) 2523-9975)

13 de julho (também dia 20 e 27) / outra do Instituto Rio Moda: workshop de Estratégias, Processos e Pessoas em Indústrias Criativas, com Lisete Almeida. Perfeito para quem trabalha na indústria da moda.

14 de julho / 8h30 / Renata Abranchs apresenta suas impressões do alto-verão e do inverno 2011, com CD da palestra incluído. Preço: R$ 299. Local: Cinema Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo

30 de julho / saída do grupo de no máximo 20 pessoas, liderado pela professora Paula Braga, doutora em Filosofia da Arte pela USP, que vai para Inhotim, passando por museus e obras de arquitetura importantes de Belo Horizonte. Só o Museu de Inhotim já vale a viagem, é um dos mais bonitos que conheço. O grupo parte de avião, de São Paulo (info e reservas com Letícia ou Philippe pelo (11) 2339-0767)

E para quem está sem tempo ou pique para frequentar workshops ou palestras (não sabe o que perde!), há o livro Mulher – guia prático de sobrevivência, da autora Rosângela Gessoni. Ela ensina a mulher a ganhar tempo para equilibrar vida pessoal, doméstica e profissional. Vejam mais em http://mulherevida.wordpress.com.

Friday, May 21, 2010

Premio Rio Moda Hype

Rio Moda Hype (1)
A primeira leva do RMH foi na noite de quarta-feira, abriu com o Martins Paulo. Vamos ver cada um:

Martins Paulo – pela segunda vez o cara do Piauí mostra a habilidade em cortes, recortes, volumes, babados, unindo cores como preto, rosa, limão. Grandes braceletes cobertos de tecido replicam as mesmas cores. O tema era Ficção, inspirado no filme Duna. Valia ser qualquer outra coisa, porque acabou ficando bem parecido com o primeiro desfile. Este era um pouquinho mais girlie, agora há um estilo mais maduro. Continua um prodígio de modelagem, como a saia montada em dobras, a outra, em gomos. Os tons também ficam mais neutros do que no primeiro desfile.
O maior impacto foi a manga em forma de cubo, no vestido amarelo.O Martins é bom no seu nicho, mas podia reduzir a arte em prol de uma roupa mais fácil de usar.

Frame – de São Paulo, esta boa surpresa. Patricia Brito faz o tipo de roupa que não impressiona no cabide. Vestida, ooooh – queremos tudo. Blazers longos sobre saias, calças grandonas, chemises azul-clarinho, mesmo o masculino com bermudas e camisas longas – tudo, até a saruel abotoada, deu resultado na sala de desfiles

N.O.A.H. – de Brasilia, assinada por Natalya Aires, uma Alice meio clubber, com vestidos e saias arredondados, calças em quadriculado preto e branco, saias com suspensórios. Engraçadinho, mas precisa de mais tempo

Social Club – Alisson Rodrigues faz um masculino quase básico, composto por calças e bermudas xadrezes, bermudas cargo estilizadas, paletós interessantes, com bolsões. Uma boa, apesar de simples, a camiseta montada em recortes em rosa, gelo e cinza

Carola Coruja – foi a mais conceitual, porque se apoiou nos poemas de Cora Coralina e nas lavadeiras de rio para apresentar peças em algodão cheias de torcidos e amarrados, tinturadas irregularmente. Poético e original

Akihito Hira: também de Brasília, faz masculino muito bom. Inspirado nos trabalhadores das salinas, criou ternos-bermudas, camisaria com detalhes como pontas amarradas, em vez de colarinho, camisas com cós atravessado no corpo, leggings complementando quase tudo. Akihito faz roupa de qualidade e tem carisma. Foi o maior sucesso quando apareceu para os aplausos, todo japinha, de terno preto e gravatinha borboleta, agradecendo com as mesuras orientais.

A segunda etapa contou com uma platéia variada: benedita da Silva, o Jean, vencedor de um BBB e duas rainhas: a Miss Piauí Gay e a Rainha das Caricatas 2010. Só o PRMH para atrair uma fila A tão especial.

Stefania – uma arquitetura orgânicam representada por vestidos em cristal, pregueados em calças, mangas retas, com recortes. Bela calça pregueada, prata. É o sétimo desfile da marca, uma veterana do PRMH

Clash – prometia mais do que mostrou, talvez por um pouco de medo de não serem entendidos. Renata e Eriberto tinham o Sertão Rock Star como tema, mas a graça se esgotou em uma camiseta com figuras de cordel. Destaque para o meio-bolero escamado.

Wagner Kallieno – este veio do Rio Grande do Norte, e agradou pelo trabalho meticuloso de pregas e dobras, inspirado pelas curvas de Niemeyer. É roupa de grande efeito, que imagino que daria boas capas de revistas nas versões em tecido ouro velho.

Manoel Ozi – mais uma linha masculina, esta bem atrevida. Os modelos de bocas pintadas de verde ou azul vestiram coletes, bermudas e pérolas, sungas verdes ou amarelas com debruns pretos. Destaque para as blusas de malha listradas em preto e branco, com gola caída

Julia Valle – a estilista mineira já podia estar na agenda oficial, de tão belos os looks da coleção Descontinuum. Toda em preto, com sobreposições de texturas diferentes. De uma prega nas costas saem penas pretas; entalhes bordados embelezam vestidos e camisões. Calça curta de poás é uma das poucas peças fora do grupo de saias e vestidos em comprimentos assimétricos e alongados. Excelente, a Julia Valle

Thursday, May 20, 2010

Giulieta, para as gatas
Ótima surpresa, a Giulieta, marca da Rosa Duarte e da Priscilla Barcelos, mabas já veteranas de marcas como a Cavendish, Maria Bonita e Lenny, além de estudantes na F.I.T. de Nova York e a Saint Martin, de Londres. Elas estrearam depois de 9 meses de marca, como se fossem habituês de passarelas. Ainda pegaram o risco de uma chuvarada, porque a manhã estava bastante nublada, caiu um chuvão mais cedo, etc. No final, deu certo, e o desfile foi no anfiteatro do Centro Cultural dos Correios, na rua 1º de Março (o que significa, sair correndo de taxi da Marina, não resistir a entrar no Bradesco em frente para ver o saldo, comprar uma pipoca no meio do caminho e outras digressões). Uma roupa garotinha, curta em geral, com laços em decotes,cinturas e mochilas; corações nas sandálias abotinadas e nos decotes de costas. As estampas de máscaras de gatinhos e bichos da África estão na medida certa. Certa para a história da coleção: Giulieta seria uma princesa que foi fazer um safári junto com o gatinho da marca. Assim, o tema do verão é “quem não tem cão caça com gato”. Cômico, porém bonitinho como moda. Na complementação, fofos chapéus coloridos.
Ah, meu destaque é para um vestido na estampa safári, com comprimento nos joelhos. Super chique

Intervalo / saí correndo do seminário Moda + na Marina, depois de falar sobre as tendências internacionais e ouvir o Ricardo Gonzalez falar sobre a evolução de marcas. Fui para o Centro Cultural dos Correios, mas perdi o desfile da Luciana Galeão, baiana de talento que já fez parte dos Novos Designers. Vou ver a coleção no estande dela / caramba, como é alta a música da Rádio Ibiza. Será que eles usam este volume nas lojas para quem trabalham? Estilo Londres, Colônia, outras plagas de moda do mundo
Teargas vai decolar
A intenção do Marcelo Iabrude, da Teargas, era antecipar um estilo futurista, de viagem espacial. Calças com reforços acolchoados, looks em jeans muito claro ou francamente off-white, coletes. Foi só um ponto de partida, escorado nas imagens de viagens espaciais no fundo da sala. Porque o forte do Marcelo é o jeans quase anatômico, de modelagem perfeita, dentro de padrões diferenciados. Nisto, ele decola fácil, com o macacão feminino tomara-que-caia, de gancho baixo, o macaquinho frente-única sobre hoodie de lurex. Quando já começava a concluir que não tem jeito, a moda masculina é mais básica mesmo, etc, lá vem um cara de calça prata! Outro com camiseta prata com estampa em preto, de mãos nos bolsos, andando rapidinho, como se nem pensasse em gravidade zero.
Marcelo começou no Rio Moda Hype, sempre se destacou pelo jeans impecável, colante, justo, agarrado. Fez um bom desfile técnico neste Senac Rio Fashion Business. Falta pouco para decolar com mais turbinas – um ritmo mais lento, alguma atitude especial por parte do elenco, um styling mais doido. Porque roupa, o Iabrude tem.

Intervalo / enfim, Isabela dos Patins apareceu. Nem pensar festa no Rio sem a presença colorida dela / bela coleção da Uma, no corredor que leva à sala de desfiles. Roberto Davidowicz a postos, mostrando as estampas e cortes distorcidos, a mistura de tecidos tecnológicos, típicos da escolha da Rachel, estilista e mulher do Roberto, com trabalhos artesanais, como as trancinhas feitas nas alças de crepe. A Uma vai pular esta edição da São Paulo Fashion Week. “Troquei o desfile por duas lojas novas. Uma nos Jardins, ao lado do Dom (restaurante famoso, em São Paulo) e outra no Leblon, na Dias Ferreira. A estampa de respingos é uma espécie de coating. Claro, se é Uma tinha que ter uma tecnologia especial. Ah, vale a pena esperar até agosto para ter a sandália-botinha da coleção de verão / dia 2 de junho a dupla De Gang + Cavalo faz desfile inaugurando um novo centro cultural no Rio. Tema: uma menina que sonhando que vive dentro de um prato antigo. Adorei / a Casa dos Criadores acontece entre o Business e o Rio (ambos Fashion), em São Paulo.

Wednesday, May 19, 2010

Bumbum, temperadinha
Um dos mais esperados desfiles da semana trouxe a surpresa: Paulo Zulu, todo sorridente, de sungão – dois sungões, na verdade. Pode não ser mais tão esguio, está mais parrudo, mas sem barriga, e com o encanto de sempre. Engraçado, que ele reage surpreso com o calor da platéia, quando ele entra na sala. Sorri, acena, e segue no desfile. Muito bacana com o pessoa e como profissional.
Como o Cidinho, de quem ninguém mais lembra o sobrenome, virou Cidinho da Bumbum. Gente fina, empenhado em valorizar seus produtos, sem ser inconveniente. Só de saber que a marca existe há mais de 30 anos, foi pioneira em descobrir Ibiza como point de verão, sem perder o link com Ipanema, já é um prodígio. Depois de um desfile com figurantes representando meninos de rua, que subiam na passarela, há algumas décadas, Cidinho saiu de cena pela ousadia, considerada demais, na época.
Voltou agora, dentro dos padrões de timing, styling, estilo, etc. Com cores de especiarias em biquínis com franzido lateral, faixas drapeadas nas costas, sutiãs torcidos, calcinhas com babadinhos atrás, vários tamanhos de biquíni. Além da moda praia, a Bumbum lança roupas pós-praia, como túnicas, camisas, pantalonas. A calça palazzo vermelha encerrou o desfile. Bem comportado, mas dentro do padrão Bumbum. No próximo, Cidinho vai falar mais alto e botar a sua irreverência como acessório do show.

Intervalo / acabou o desfile, montaram um making of. Dudu Garcia falou da trilha, Ricardo dos Anjos dos cabelos, Mario Capioli (desculpe, Mario, se o sobrenome estiver escrito errado) fez o make digital, o stylist Felipe do conceito e o próprio Cidinho contou sobre a criação da coleção. Ponto positivo: a platéia ficou na sala. Temia que fosse uma debandada geral, como acontece no final de cada apresentação / outro blog para conferir: WWW.notoriousmagazine.blogspot.com, do Vanderlan, que está morando em Miami
Cholet, pin-up de Fortaleza
Pela primeira vez a Cholet me impressiona. Desde o começo da apresentação, com o look de shorts verde justo, com cintinho e camisa laranja, até os listrados azuis Cruise Line – aqueles largos, de cadeira de deque de navio de cruzeiro antigo – nas camisas e saias. Ficou um estilo sem artifícios e truques regionais, mas também manteve uma originalidade. Isto é fundamental, quando uma marca pretende sair do ninho regional onde atua para vender sua imagem ou o seu trabalho em outras regiões deste país tão grande e diversificado.
Há um pequeno atraso, em relação às concorrentes, mas fica por conta do visual de cabelos longos e lisos das modelos, quando todos tentam sair deste padrão. É lindo, mas já não traz inovação por aqui. De resto, deu tudo certo, todas as estampas são bonitas – gosto mais das pinceladas florais. E a volta do tecido tipo chambray é bem-vinda nos vestidos de cintura marcada por cinto de corda

Intervalo / brinde fofo, o broche de lacinho da Botswana / Tom Azulay circula nos corredores, vou ver as estampas dele na Lyx / uma coisa, as bolsas da Glorinha Paranaguá. Cada vez que passo por ali, acho mais irresistíveis / do lado, a Rosana Bernardes mostra cestas lindas / até o setor Tech está interessante. Só que de vez em quando a gente se sente cobaia de sons, músicas e perfumes ambientes, desenvolvidos pelas empresas expositoras. Muito bacana a produção de cabides de bambu

Santa Ephigênia reencontra as velhinhas de Copa

Lembram do primeiro desfile da Santa Ephigênia, no Jockey Clube da Gávea, em 1993? Foi um sucesso, porque a inspiração era o jeito de vestir das senhorinhas de Copacabana, quando elas saíam para caminhar no calçadão, iam à feira, saíam para dançar nos clubes do bairro...
Era divertido, e deu a partida para a marca, que na época ainda contava com Marco Maia vivo, alegre e cheio de idéias. Marco se foi, e deixou a herança de estilo para Luciano Canale, companheiro e sócio desde a primeira passarela. Luciano faz agora a revisão desta coleção, com muito mais sofisticação.
No camarim do Espaço Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico, ele detalhou a coleção destacando o papel dos tecidos e das estampas. Principalmente os motivos de flores e pássaros, desenvolvidos através de gravuras da expedição Langsdorff, que estudou e reproduziu a flora brasileira no século 19. “Como não dava tempo de produzir digitalmente, a Ana Paula Guinle, do ateliê Indumentária, pintou à mão”, disse, mostrando o longo que abriria o desfile. Uma perfeição, sabem aquela pintura que nem tem relevo? Parecia porcelana. Outro tecido, o linho, de novo da Braspérola. “Foi comprada por um francês, está sediada em Recife e voltou com linhos pesados”. Mas a graça da Santa Ephigênia sempre tem a ver com os patchworks criativos e luxuosos. Desta vez, os linhos e algodões se combinam com tiras e entalhes de brocados indianos e tecidos de colcha com pespontos. Nas formas, nota-se a evolução da coleção de inverno, com casacos e boleros sobre os vestidos. Se tem bordado? Claro: são argolinhas e rodelas transparentes, fazendo o bordado que Luciano chama de “orvalho”.
Na complementação, duas belezas. Primeiro, a linha de sapatos, um Oxford dourado com solado de espadrille e uma sandália de tiras largas, no brocado da coleção. Segundo, os chapéus Bromélia, em várias cores, do Denis Linhares.
Intervalo / as modelos carregavam sacolas com galhos de eucaliptos, trigo e mimosa. Que sacolas! Nada de ecobags: são feitas com retalhos da coleção, lindinhas / as bolsinhas de croco lembram bolsas de exploradores, referência Langsdorff / no estande da Essenzia, Sonia Braconnot analisa os arranjos de flores que as visitantes fazem. Personalidade, temperamento, tudo visto através das flores / só vai dar flor no verão. E flor Cult, de gravura de Botânica. Estou fingindo que almoço, na Batata Inglesa, do meu lado senta uma menina, provavelmente aluna da PUC (estava no shopping da Gávea), lendo uma apostila. Título: Ecosistemas Brasileiros. Toda ilustrada com...gravuras de flores em preto e branco. É um sinal!

Drosófila, florais do paraíso

Aves do paraíso e flores em fundo claro enfeitaram a coleção da Drosó, em vestidos com pregueados e apanhados laterais, saias de camadas em vários tipos de texturas (rendas, brilhos, estampas). A marca mineira sempre se destacou pela composição dos looks e desta vez mantece a tradição. Uma das peças ótimas destas composições é a camisa saharienne, sobre saia ou vestido pregueado. Outra peça é o bolero de babados. Outra, o cardigã, que tem aparecido com insistência nos desfiles deverão há pelo menos dois anos – desta vez, devem pegar, como abrigo de lugares com ar condicionado forte ou saídas-de-praia, como sugerem os ewstilistas. Voltando à Drosó, notei que é possível ter roupa bonita com franjas. O que para mim sempre lembrou faroewste ou melindrosa barata, deu certo neste desfile, nos vestidos assimétricos, com franjas e alça de um lado só.
Na complementação, destaque para as tiaras.

Intervalo / um programa de moda do Rio Grande do Sul fica mais acessível agora. Cliquem em WWW.overfashion.com e vejam o trabalho do Francisco Chagas, companheiro de eventos há 14 anos / outro trabalho importante, de Felipe Rocha. Ele coordena as marcas dos pólos de Petrópolis, Teresópolis, e outras cidades com produção de moda. Está funcionando, porque cada vez que passo por este corredor, que leva para a sala de desfiles, noto que há bolsas bonitas, vestidos de renascença, camisetas maneiras / no mesmo corredor está a Uma, do Roberto e da Rachel Davidowicz. Tipo de roupa que dá vontade de tirar das bonecas de vitrine que estão no estande, enfileiradas / a Enseada, moda praia de Cabo Frio, também fica mais perto da gente. Vai abrir loja em Icaraí / a rádio Ibiza funciona a todo vapor. Ou melhor, a todos decibéis, bem aqui do lado

Tuesday, May 18, 2010

Lucidez, tradução vestidos

O segredo do sucesso desta marca carioca que ronda o mundo das feiras e salões: vestidos. Nota-se uma intenção de rejuvenescimento para o verão, graças ao encurtamento das saias, decotes tomara-que-caia, as flores e chapeuzinhos. As estampas são florais extravagantes, coloridas, entremeadas de entalhes rebordados ou transparentes; ou em fundo preto, em listrados desencontrados (as mais bonitas) ou em preto e branco (as mais elegantes). As três se aplicam em modelos tomara-que-caia, com pregas unilaterais ou em versões com babadinhos delicados. Há espaço para a alfaiataria, para os blazers listrados em fundo branco e para um ótimo cachê-coeur. O tom rosado é campeão, a história dos novos volumes se resolve nas mangas com aberturas.
O que não é vestido, um macacão longo, estampado, provocou “ooooooh” na platéia. Em resumo, a Lucidez confirma o talento para a roupa que impressiona e agrada. No próximo desfile, tenho certeza que veremos um show com mais atitude. Quando se vê uma marca com potencial, pinta a exigência de um visual sem medo do conceitual.

Destaque: vestido rosa, pregueado de um lado só

Intervalo / decididamente, Bruna Sottili é uma das modelos mais convincentes. Mas não fica bem com vestido curtinho, de saia rodada / engraçado, ver que surge uma segunda geração de modelos. Há uma segunda Betty Lago, uma segunda Gisele Bundchen, uma Carol Trentini. Elas viraram tipos
Despi burlesca
Uma mudança para melhor, dos temas amazônicos e marajoaras, étnicos made in Brazil, para os corseletes amarrados, estruturados, que não perdem o objetivo praiano. Em lycras de quadradinhos multicoloridos, ou lisos, em tons amarelos e verdes, com destaque para os duas peças com direito a cintinho de verniz. A Despina Filios estreou no Rio Moda Hype, engrenou nas exportações graças ao Fashion Business e ao olhar dos compradores estrangeiros. Agora ela pode encarar esta mudança, dos biquínis com babadinhos nas cavas, dos minivestidos que servem de saídas de praia. Uma boa coleção, com um jeito pin-up, que podia até dispensar o final de drapeados pretos com correntes.

Intervalo / nooosssa, está incrível a montagem deste Fashion Business, com o patrocínio máster do Senac Rio! Vivo me perdendo, de tantos corredores no caminho para o salão de desfiles. E que salão! Bem que a Eloysa Simão podia botar todos os desfiles da semana aqui mesmo. Maior conforto, ar condicionado, espaços bonitos / lounge da Afghan bombando, segundo a Esther Feldman. O brinde faz sucesso, uma tatuagem. Mas a coleção também agrada muito / destaque: bijuteria da Camila Klein. Inspiração em moscas, insetinhos de onde Camila tirou o colorido azulado nas madrepérolas Abalone, os banhos de prata ou de ouro contrastando com os tons azuis, esverdeados e roxos. Uma das peça, o colar com pedras Swarovski, vai para a expo Swarovski, em Nova York
Patricia Vieira faz tudo com o couro
Junto com Carlos Miele, Patricia abriu o dia no Jockey Clube da Gávea. Como sempre, obrigatório correr até o camarim para ver e entender a coleção. Caso contrário, escreve-se que viu renda, filó, jeans, e não era nada disso. Tudo é couro! A tal renda é o seguinte: cordões de couro presos em tule, formando desenhos e arabescos. O jeans é estampa digital, sobre o chamois macio, toda cortadinha e puída a mão, navalhada. Tem couro de tear, tricô, ceroulas de chamois. Muita coisa sai de lembranças de gente que está na moda há muito tempo. Como os vestidos perfuradinhos, “lembra que Frankie Amaury faziam?”, ou o shorts com cós largo, “dos nossos tempos de Waimea”, disse, referindo-se a uma das primeiras lojas de surfewear, na rua Gomes Carneiro, nos anos 60/70.
Da viagem a Fez, no Marrocos, Patricia criou os padrões recortados e estampas quadradinhas, parecendo 3D. A forma geral obedece às dicas da irmã, Andrea Dellal e à sobrinha, Alex. Elas indicaram o justo como shape absoluto, indispensável. No mais, como sempre, Patricia faz modelos simples, que valorizam o material. E coloca o chamois como opção tranqüila para o verão, como casaquinho, túnica, poncho, etc, sobre os biquínis.
No final, a estrela Andrea Dellal adentrou o salão de apostas do Jockey, o maior impacto, de longo azul. De cetim? Jérsei? Claro que não: de couro, de alças fininhas. Como diriam os alemães: Klasse!

Intervalo / muito boas as sandálias da Patricia Vieira, com base na forma de tamanco / cabelos soltos ondulados e sombras verdes. É o que se tem visto, até agora. Mesmo na prévia que fizemos para o Jornal do Brasil, a Malu Oliveira, do Crystal Hair, usou sombra azul nos olhos da Daniele Tabas / Angela Carvalho levou seus sapatinhos para o Leblon, no prédio do Galeto, na Dias Ferreira / Patricia Vieira faz uma roupa bem trabalhada, mas quer vender mais. “Me incomoda o preço ser sempre acima dos R$ 1 mil!”. Só temos um comentário: oba / ela é simples e chique ao mesmo tempo. Para ela, jardineira não é macacão, jumper, salopette, estes nomes vulgares. Ela prefere Dungaree, bem western / no Rio, Patricia vende na Valen, no shopping da Gávea
Carlos Miele chegando mais perto
Miele é meio cometa, passa por aqui de vez em quando e some. Ainda bem que temos a loja no shopping Leblon para ver de perto o que ele anda fazendo. Para o Senac Fashion Business ele trouxe 22 looks, um apanhado de peças que já desfilaram em Nova York e outras inéditas, que só vão para NY em setembro, e entram nas lojas do hemisfério norte lá para maio de 2011.
O que ele trouxe e modificou: tirou as mangas de um casaquinho com correntes aplicadas. Mudou a cor, de rosa para verde, na estampa do vestido de chifon de seda, suavizou o drapeado geométrico. Tudo estará à venda nas lojas de Paris, Nova York e nas brasileiras.
Na complementação, as ankle boots do desfile novaiorquino, porque segundo a Bruna, assistente do Miele, “sapato é mais difícil de produzir rapidamente”. Ainda bem. Porque assim vimos de perto as belas ankle boots com recortes, em preto e dourado.
Ao som de Billy Jean e Come as you are, em versões diferentes das originais, de Michael Jackson e Nirvana, passaram os shorts e skinnies com coletes com correntinhas aplicadas, o vestido com estampa 3D, com uma aba enviesada de um lado só. Uma cor, o verde-esmeralda, visto em longos e curtos. O minidrapeado marca o corpo, sinuoso e acentuando cintura, realçando busto. Enfim, feminilidade absoluta.
Deve ter mãos de artesãs da Coopa Roca, cortes de jeans típicos brasileiros, um colorido tropicalista. Só que estes ingredientes se integram no estilo internacional, uma fórmula que Carlos Miele domina neste vai-e-vem de cometa.
Destaque: calça clochard com camisa de chifon em estampa verde

Intervalo / um jeans do Miele custa cerca de R$ 300 / Ana Gequelin, amada do estilista, é musa perfeita, linda / escondida nas araras, sem chance de desfilar, uma camiseta de malha mescla, com detalhes prateados, irresistível / o elenco de modelos parece seguir um padrão de mulherões, nada de menininhas magrinhas e frágeis. Todas têm pernas, altura, atitude. Alguns nomes: Fabiana Semprebom, Talytha Pugliese, Marcelle Bittar, Michelle Provenzi, Camila Mingori, Luana Teifke, Paula Lourenço / ainda neste ano, será inaugurada mais uma loja Carlos Miele, no Fashion Mall / beleza: cabelos em rabo-de-cavalo desmontado / Bruno Astuto animado, falando da nova loja Balmain, em Paris, na François 1er. “É super-clássica, com aquela roupa ultrajovem lá dentro” / Hildegarde Angel também animada com as preciosidades recebidas de Perla Mattinson e Fernanda Colagrossi. Balenciaga de verdade, Dior autêntico, maravilhas para o acervo de um futuro museu da moda / como a velocidade da internet está baixa, posto aqui no Blogspot,porque facilita entrar depois no site

Thursday, April 29, 2010

Faven e Iódice, sobe e desce

O que é um desfile? Uma maneira de mostrar como se vestem roupas ou acessórios. Esta maneira depende do tipo de lugar, da platéia e dos objetivos de quem desfila. Quando as modelos parecem prontas para sair da passarela para a rua, ou quando nos identificamos imediatamente com o que elas vestem, em geral, é um desfile comercial, muito comum nos eventos tradicionais de shoppings. Se olhamos para a apresentação e ficamos na dúvida se aquilo é para ser vestido por gente comum, é sinal que é um show conceitual. Há muitas nuances entre estes dois extremos, e nenhum dos dois está errado.

importante sempre é definir o que se quer atrair, a quem queremos agradar ou interessar. Vamos aos últimos desfiles de hoje.
A Faven veio muito bem, com suas malhas em zigzag estilo Missoni, estampas florais aquareladas em vestidinhos e um em especial, em cáqui, montado em pregas, sem mangas. A tela verde foi usada em vestidos abertos sobre biquínis, são lindas as blusas de rendinhas e entalhes de malha. E bom o final, com saias de retalhinhos de tule e o vestido em camadas de várias matérias, ambos em branco. Complementos, tamancões básicos, em couro natural, com meias curtas brancas. Bom, jovem e usável.
Já a Iódice mostrou looks de shorts jeans com blusas estampadas em azul, vestidos curtos com flores em fundo preto, lenços de oncinha amarrados nos sapatos, pulsos e cinturas. Na ala masculina, calças jeans, camisas sobre camisetas. Já ouviram falar disto tudo, não é? Eu também, que desde 1987 acompanho a Iódice. Estava bonito, o elenco maravilhoso, mas podia ser melhor. Ainda mais porque o próprio Valdemar Iódice veio a Belo Horizonte e entrou com as modelos, para agradecer os aplausos.
Cheguei a pensar que a marca estava no salão de negócios, apenas para vender, sem ligar muito para o marketing. Mas se o dono veio, é porque o evento tem importância para a imagem. Então, o desfile tinha que ter muito mais poder, mais cara de Iódice. Quem manda ser bom? A gente fica exigindo cada vez mais.

Amanhã desfilam: Patricia Motta, estrela no couro, com a coleção Vida, baseada na floresta rústica e no contraste com o moderno minimalismo dos anos 1990. O couro vem mais leve, com avesso trabalhado. Cores: amarelo neon, melancia e menta.
Victor Dzenk com referência nas savanas da África e na música black dos anos 1970. Cinturas marcadas, palas de corselet e mais estampas exclusivas desenvolvidas pela Dalutex. Cores: bege, kraft, caramelo, marom e pimenta.
Ricardo Almeida fecha o ciclo de desfiles do Minas Trend, com batas, ternos desestruturados, tecidos com fibras de bambu, enfim, mais uma visão do grande estilista de roupa masculina elegante.

Que dupla, Alessa e Marcellu!

Enfim, uma dupla que divertiu e propôs boas idéias. Alessandra Migani até que estava contida, apresentou vestidos de seda, malha fluida e crepe, daqueles que tem-que-ter no guarda-roupa de quem vive viajando, gosta de roupa que não amassa, com um toque sexy, sem ser micro nem colada no corpo. A estampa da vez se baseia no universo dos brilhantes e das pedras preciosas, que são grandes ou pequenas como continhas nos desenhos. As modelagens se ajustam por franzidos, pregueados ou faixas. Quase tudo marca a cintura, com exceção de um modelo mais solto, de mangas curtas - Alessa sabe que há mulheres que preferem roupas mais versáteis, que vestem todas as idades. Na complementação, as pulseiras recheadas de dourado do Sobral cobriram os braços. Mas os sapatos de verniz da Dilly deram um trabalhinho para as modelos, as mais novinhas pareciam tensas pelo salto fininho e alto.
O mineiro Marcellu Ferraz, conhecido por 10 anos de desfiles em São Paulo, estreou na terra natal homenageando o circuito das águas de Minas. O musculoso elenco passou a estampa de mapa em azul sobre branco em leggings, bermudas, camisas; o tecido de tela em macaquinhos, macacões e blusão, ternos em azul manchado. Uma ousadia: a sunga de ilhoses! Os básicos: pólo certinha no corpo, bermudas e calção branco. Destaque: a camisa de tecido amassadinho, com pala nervurada. A turma toda, de cabelos com mechas coloridas de azul ou rosa e correntes com pedras em forma de gotas.
Depois de tantos tanquinhos e peitorais, quem foi a figura mais bonita no desfile? O próprio Marcellu Ferraz, de camisa e jeans branco!

Intervalo / Caxambu, Lambari, Baependi, Cambuquira, São Lourenço. Cidades homenageadas pelo Marcellu. E eu, que não conheço nenhuma? / Alessa faz sucesso quando aparece no final, agradecendo os aplausos com reverências até o chão. E pula, e dança, com seus sapatinhos vermelhos. Pensam que falta seriedade na moça? Pois saibam que suas modas estão em vitrines de 30 países, e não foi só ela que contou - ouvi este comentário vindo dos diretores do salão do prêt-à-porter de Paris

A hora das teen

Dois desfiles dedicados às garotas. Primeiro, a filha da Patachou, a Chouchou, espécie de versão mineira da Maria Bonita Extra. O verão propõe lacinhos na cintura e na cabeça, corações na estampa e nos pendentes dos colares, cerejas nas estampas. Acaba aí a semelhança entre as marcas, porque a Chouchou tem mais malícia, fez um look de pin-ups encarapitadas em sandálias anabelonas coloridas que jogavam beijos e acenavam para a platéia.Uma graça, a estampa de mosntrinhos toy arte em preto e branco.
Depois, a Squadro, que misturou malhas mesclas, visual de moleton, chinés multicoloridas em saias, blusas de decotes em U profundo, que exibiam sutiãs de bojinho. Nos tecidos planos, muito amarelo-limão em saias, bermudas de cós virado e shorts. O acessório principal, mais importante do que as ankle boots de tela e salto anabela, é o capuz. De malha, com cadarço para fechar, completou vários looks. Bom para dias em que o cabelo não está lá essas coisas.

Intervalo / as Patricias, duas colegas de platéia gaúchas, festejam os cinco anos de empresa, consultorias e coberturas no dia 25 de maio, em Porto Alegre, no espaço Iberê Camargo. Parabéns, amigas

Preview urbano

Sem papelzinho com identificação dos modelos, daí a falta de nomes. Este foi mais um coletivo, focado no jeito jeans/brilho/salto alto. Não é exatamente urbano, pelo menos no Rio de Janeiro, durante o dia. Para a noite, pega bem. Porque tudo o que poderia cair no poço de um clássico ou senhorial, ganha um upgrade de juventude com o legging. Legging preto continuará a ser base de todas as sobreposições. Ué, mas no verão de 40 graus também? Sim, pelo menos na passarela.
Um elenco com Marcelle Bittar, Michelle Provenzi, Bruna Sotilli desfilou as jaquetas e túnicas com brilhos metálicos, o macacão preto sobre camiseta listrada de preto e branco, as mangas volumosas e 3/4, as variantes de skinny pretas. Nos acessórios, destaque para a ankle boot (ou uma ankle sandal?) de telinha preta. Para vestir já, a túnica de malha fluida preta, com aplicações acobreadas nos ombros, sobre legging preto 7/8. Tipo tenho-um-agito-e-não-sei-o-que-vestir.

Intervalo / nunca vi os desfiles de Londres. Mas em Milão, Paris e Nova York, ainda não ouvi avisos de segurança como nas salas de eventos brasileiros. No Minas Trend, há uma superação: os avisos pedem que não se fume, não fotografe nem filme dentro das salas. Bizarro

Chicletes com Guaraná surpreende

Preconceito faz parte da cabeça de quem escreve e analisa qualquer assunto ou tema. Antes do desfile, sobrou tempo para dar uma volta no salão de negócios do Minas Trend. Bateu um desânimo, porque a coleção da Chicletes com Guaraná pareceu bastante singela no estande. Mas vamos lá, tem que ver para crer.
Pois foi uma boa surpresa. Bárbara Maciel e Louise Christine mostraram uma bela série de vestidos montados em pregas, repuxados e moulages complicadas, em cores fortes como o amarelo ou sóbrias como o navy, muito rosa-pitanga, estampa de guaraná, a planta. Mesmo com alguns exageros conceituais, volumes que só vestem bem as bem magras e jovens, foi uma boa apresentação. Apesar de incomodar um pouco a presença de índios alinhados no meio da passarela, por causa da referência à lenda indígena do guaraná. Fica sempre meio fora do lugar, o grupo de cocar, pinturas tribais, batendo pés em danças próprias. Bom, é um trabalho para eles, feito de forma digna.

Em seguida, viriam os sapatos da Paula Bahia. Devem ser bonitos, coloridos, variados. Digo "devem", porque como as modelos levavam os pares nas mãos, como se saísem descalças de uma festa de verão, só a platéia do lado esquerdo da sala viu as sandálias. As meninas paravam próximas dos fotógrafos, e voltaram rapidamente, como se quisessem voltar logo para casa. Deviam estar cansadas da festa...

Intervalo / gosto de algumas expressões que viram moda. "Volumes estratégicos" é ótima / no salão, destaque para os sapatos da Tathiana Gorentzvaig, com saltos de madrepérola, cobertos de pedras ou trançados como pied-de-poule. Bateu o Estudio TMLS, em originalidade

Wednesday, April 28, 2010

O lado caleidoscópio do verão

Õ coletivo ou preview que falou das cores fortes foi bem resolvido. Começou pela originalidade da estampa com folhas de bananeira da Katmos, em vestidos tomara-que-caia e macacões, continuou com o amarelão das blusa montada em recortes da Chicletes com Guaraná (que nome, céus) e destacou miudezas como o colar pintadinho da Heliana Lages, a sandália anabela da Claudia Mourão, o lastex nas costas do vestido com estampa de folhagens da Território Nacional,o salto com anéis da TMLS (ô marca maravilhosa). Revelou a beleza da Ananda, moda com estampas originais, lindas. E as bolsinhas da Isla, especialmente uma com formato de coração. Outro detalhe incrível, o cinto de pedras e gravações do Rogério Lima num look de blusa da Chicletes e biquini Cila.
Foi bonito o final, com as modelos divididas em lotes de cinco ou seis, em vez da tradicional fila indiana.
E a Reserva Natural se deu muito melhor neste coletivo, com seu macacão estampado meio onça, meio manchas

Corrida contra o atraso

Atraso, quando o evento é contínuo, um desfile atrás do outro, não faz diferença. Já que estamos por aqui, com lugar sentado, vamos em frente.
Acaba de se comprovar que há diferenças fortes entre as marcas que desfilam solo. A Reserva Natural, por exemplo. A coleção pode ser tudo de bom para ser vestida na vida real. Vestidos tipo chemise, listradinhos, longos em tom rosa, bermudas com coletes elaborados, sandálias de salto médio, coloridinhas. Só que isto não sustenta um desfile dentro de um conjunto que se pretenda conceitual. Nem o ventilador a toda, lá na frente, animou o desfile.
Em seguida, veio a Frutos do Mar. Pelo menos, começou com uma graça, o cenário de fardos de palha, feno, seja lá o que for, bem country, com uma rapaziada musculosa sentada. Só como fundo de cena, já que a Frutos é feminina. Marcelle Bittar abriu o elenco, que vestiu calças largas, bermudas e bustiês, vestidos de cintura baixa e estampa de cerejinhas. Maiôs de ombro-só, brancos, enfim, um conjunto variado, que precisaria de alguma coerência. Mas teve sua graça. E uma mochila de palha e crochê lindona.

E aí, vem a Cavalera. Quando já estava achando que tinha que ser assim mesmo, meio sem pé nem cabeça, meio variado, a Cavalera lembra que um desfile deve ter uma história, uma coerência. Aquela que a gente nota, nem que seja na hora em que as modelos voltam, todas juntas, no final.
O que foi a coleção: camisetas, bermudas, calças jeans. Só que em estampas de florais em fundo preto, com técnica de dobras, que provoca falhas no desenho. Bonito e moderno, tanto na linha masculina como na feminina. Outra estampa, lembra obras de Escher, modernizada pelos bonequinhos avatares em escadarias em preto e branco. Uma camiseta e a polo, super-simples, têm o encanto de listras finas em verde-claro, rosa, azul e laranja em fundo navy.
No jeans, continua o lavado claro, com spots quase brancos. Feminino, skinny; masculino, vale até o ganchão baixo. Aliás, baixas são também as cinturas de muitos vestidinhos neste primeiro dia de Minas Trend Preview

Coletivo resort

17h50
ESta é uma invenção do Carlos Pazetto, que dirige e conceitua os desfiles do MInas Trend Preview. Desfile coletivo agora se chama Preview, e estamos combinados. O nome em ingles não ameniza a dificuldade de montar um conjunto harmonioso, mas este primeiro preview, com tema Resort, valeu pela presença da Isabel Goulart puxando o elenco (perdão, casting), pelos modelos em couro da supermega craque Patricia Motta - vestido de couro roxo, regatas longas, shorts e até uma polo, sem pretensões, altamente cobiçáveis. Outro destaque, a Plural, com o vestido de estampa de rabiscos, meio Miró,meio Calder.E os sapatos da TMLS.
17h58

Intervalo / você sabia? O Brasil é o terceiro maior fabricante de calçados do mundo. Vou descobrir se os dois primeiros são China e Espanha, ou China e Taiwan, ou China e.../queria ver uma palestra sobre gestão de design no lounge da Inpar. Como não achei o lounge nos 12 mil metros quadrados do Minas Trend, aproveitei o intervalo para trocar o horário da passagem de volta, no balcão da Gol.

Cila, oceânica

16h25
Tetê Vasconcelos é a designer da marca, que pensou em associar o seu verão à personagem Cila da Odisséia, de Homero.Uma ninfa que se transforma em criatura do mar, e vem evocando cavernas, grutas, estampas com nomes bonitos - Orchidée Bleu e Rose en Bouton. Mas gostei mais da expressão "cores imperfeitas", que são os tons de mármore, argila, calcária, canela e nostalgia (esta se refere aum rosa seco). Em resumo, são asmodernas cores desgastadas e envelhecidas.
É uma moda praia ousada, porque sobe a cintura dos biquínis. Cintura mesmo, nem o umbigo aparece.Os modelos têm amarrados, faixas que se cruzam e cruzam, sem parar nas costas e vão contornando o corpo pela frente.Talytha Pugliese lindona, aquele passo avançado, de saia longa com abertura nas costas. Bonita, a Cila, sabe fazer uma moda praia conceitual.
16h35

Intervalo / bonita homenagem antes dos desfiles, mostrando lances de shows do Alexandre McQueen. Dá tristeza, rever o que empolgou tanto ao vivo: o jogo de damas, o telão de led com os sapatos de salto-siri,e outros que não se viu, mas também foram marcantes, como o pied-de-poule com bocas borradas vermelhas / na Radio Fila A, corre o boato que o Fashion Business terá 15 desfiles avulsos / Mauren Motta conta dos produtos da Mix-Use, linha gaúcha de tinturas, colorações, produtos anti-queda, outros que são finalizadores, profissionais. Fiquei curiosa. Mauren é pioneira em comunicação via internet - twitter e facebook são seus segundos lares

Minas Trend: Mary Design

Fico impressionada com o talento da Mary, criadora de acessórios - são bijuterias? são jóias? são artes plásticas? Desta vez, explorou o próprio acervo de memórias, intitulou a coleção Gabinete das curiosidades. O nome vem do que os antigos exploradores do mundo, na época em que as distâncias eram desconhecidas. Eles saíam viajando e traziam plantas, bichos, temperos, lembranças de terras distantes. "Assim é a coleção, um apanhado de memórias. Um cachinho de cabelo dentro de um estojo, como pendente; um barquinho de papel que meu marido, então ainda namorado, me deu; uma chave, que é o que guarda as coleções pessoais". Resultado destas lembranças, mais um lote de colares torcidos, retramados, retrabalhados, cobrindo os longos pescoços das modelos, pulseiras fartas. Na passarela, perde-se muito dos detalhes que vi tão bem descritos no camarim pela autora. É o problema de desfiles de bijuterias, peças tão delicadas quanto as lembranças do Gabinete de Curiosidades.
Tem que ver de perto, a Mary Design, mas também tem que haver o desfile, sempre do maior bom gosto.

Intervalo / mais uma maquiagem linda do Ricardo dos Anjos. A novidade é a sobrancelha com glitter. E ele não se recusa a contar que existe produto nacional para este efeito, que ainda por cima não derrete com o nosso calorão. "É da Contém 1 g, em todas as cores", revelou / muito frias as salas de desfiles.

Saturday, April 24, 2010

Novo glamour



Já foi, aquele glamour holywoodiano, de vestidos brilhantes, decotes profundos e vulgares, cabelos vulcânicos e volumosos. A cantora Roberta Sá encarna o novo glamour, limpo, quase geométrico, de cabelos colados na cabeça, vestido minimalista, na campanha que lança as deslumbrantes bolsas da coleção da Arezzo para o inverno. Um look arquitetato pelo Giovanni Bianco, responsável pelo visual e branding da Arezzo, com resultado totalmente demais, como cantaria a Roberta Sá

Friday, April 23, 2010

Minas Trend Preview abre o verão

Enquanto parece que o verão não acaba nunca por aqui, já vamos ver o que será moda no verão 2010/11. A roda de eventos nacionais começa pela sexta edição do Minas Trend Preview, que se realiza de terça-feira, 28 de abril a 1º de maio em Belo Horizonte. Além da mudança de direção, já que Eloysa Simão saiu e ficaram Ronaldo Fraga e a B/Ferraz, do grupo ABC, há outras novidades.
Carlos Pazzetto lidera a direção de estilo, Ricardo dos Anjos (beleza) e Felipe Veloso (stylist) cuidam dos desfiles. A instalação, mais uma vez na Lagoa dos Ingleses, distante uma meia hora de BH, conta agora com duas salas de desfiles, onde serão vistas 24 coleções e seis desfiles de prévia. Estilistas convidados devem participar de cada edição, daqui para a frente – para dar uma idéia, Ricardo Almeida, que há anos está ausente das passarelas paulistanas, leva sua moda masculina para Belo Horizonte.

O forte do evento mineiro, a ala de acessórios, mantém a parceria com expositores e um seminário patrocinado pelo Sindicalçados e os Sindibolsas, com palestrantes como o próprio Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Rose Andrade e Dorotéia Pires, da faculdade de Londrina.

A abertura
A curadoria assinada por Ronaldo Fraga, escolheu como mote a Água. “Selecionamos um tema que define, sem sombra de dúvidas, os questionamentos em relação ao nosso futuro. E a água é vital para sobrevivência humana. É um elemento mágico, sedutor e transformador”, declara. Mais uma vez o estilista assina a abertura, na noite do dia 27 de abril, no Museu de Artes e Ofício, em Belo Horizonte.

Agenda do 6ª Minas Trend Preview

28 de abril de 2010 - quarta-feira

10h00 Abertura do Salão de Negócios
Local: Alphaville

13h00 Palestra: Perfil Moda – Inspirações/Tendências Verão
Palestrante: Alba Lima

15h30 Desfiles Cila e Mary Design
Local: Sala de Desfiles 1 - Alphaville

16h00 Palestra: Gestão do Design – Modelos e instrumentos
Palestrante: Cabrito Cautela, da Escola Politécnica de Milão

16h25 Desfile Preview – Tema Resort
Local: Sala de Desfiles 2 - Alphaville

17h00 Desfiles Ninfa de Gaia e Reserva Natural
Local: Sala de Desfiles 1 – Alphaville

17h55 Desfiles Fruto do Mar e Chicletes com Guaraná
Local: Sala de Desfiles 2 - Alphaville

18h50 Desfile Preview – Tema Kaleidoscope
Local: Sala de Desfiles 1 – Alphaville

19h25 Desfiles Rogério Lima e Graça Ottoni
Local: Sala de Desfiles 2 – Alphaville

20h00 Encerramento Salão de Negócios
Local: Alphaville

29 de abril de 2010 - quinta-feira

09h00 Seminário Nacional da Indústria do Calçado
Palestrantes: Ronaldo Fraga, Walter Rodrigues, Rose Andrade e Dorotéia Pires

10h00 – Abertura do Salão de Negócios
Local: Alphaville

15h30 Desfiles Cavalera e Paula Bahia
Local: Sala de Desfiles 1 – Alphaville

16h25 Desfile Preview – Tema Urban
Local: Sala de Desfiles 2 - Alphaville

17h00 Desfiles Chou Chou e Squadro
Local: Sala de Desfiles 1 – Alphaville

17h55 Desfiles Alessa e Marcelu Ferraz
Local: Sala de Desfiles 2 – Alphaville

18h50 Desfile Preview – Tema Vector
Local: Sala de Desfiles 1 - Alphaville

19h25 Desfiles Faven e Iódice Denin
Local: Sala de Desfiles 2 – Alphaville

20h00 Encerramento Salão de Negócios
Local: Alphaville

30 de abril de 2010 - sexta-feira

10h00 Abertura do Salão de Negócios
Local: Alphaville

15h30 Desfiles Claudia Marisguia e Apartamento 03
Local: Sala de Desfiles 1 – Alphaville

16h25 Desfile Preview – Tema Moon Dark
Local: Sala de Desfiles 2 – Alphaville

17h00 Desfiles Vivaz e Patachou
Local: Sala de Desfiles 1 – Alphaville

17h55 Desfiles Victor Dzenk, Claudia Mourão e Patricia Motta
Local: Sala de Desfiles 2 – Alphaville

19h10 Desfile Preview – Tema Luxury
Local: Sala de Desfiles 1 - Alphaville

19h45 Desfile Ricardo Almeida
Local: Sala de Desfiles 2 – Alphaville

20h00 Encerramento Salão de Negócios
Local: Alphaville

01 de maio de 2010 - sábado

10h00 Abertura do Salão de Negócios
Local: Alphaville

17h00 Encerramento do Salão de Negócios
Local: Alphaville

Intervalo / Por que Trend Preview? Trend é tendência, e uma vez que já é coleção, deixa de ser tendência para ser proposta. E em que Preview é melhor do que Prévia? Sei que o ingles virou a língua da moda, mas insisto nestas questões. Por que não Prévias Minas Verão? Fica a dúvida / o evento costuma ser muito bom. Apesar da distância que obriga a uma pequena viagem de Belo Horizonte até Alphaville, na Lagoa dos Ingleses. Mas se viajamos 11 horas para ver desfiles na Europa, faz parte / a parte de acessórios é imperdível

Sunday, April 18, 2010

Começo de semana...


Esta semana temos feriados (dias 21 e 23), vários lançamentos, e uma camiseta muito especial, em homenagem a São Jorge. Quem assina é o Beto Neves, da Complexo B, que faz aniversário no dia do santo e sempre inclui na coleção a imagem do santo, a lança e o dragão

Beto Neves 2580-9497





A Uma, grife da Raquel e do Roberto Dawidowicz, veio de São Paulo para a Dias Ferreira, e abre o inverno com camisetas assinadas pelo Geová Rodriguez, estilista baseado em Nova York, nascido em Natal / Rio Grande do Norte. No restante da coleção, o tema é rock, moto e um estilo bastante urbano e confortável.

A Uma tem uma proposta masculina bastante viável, antenada mas sem exageros fashion


Uma (Rio de Janeiro) 21 3495-0118

Rua Dias Ferreira, 45 B


Geova 208 Ave. B

New York, NY 10009

Próximo 12th St.

00 xx 1 212-473-9092


O Atelier Clementina, da Fabiana Pomposelli, lança o inverno com o tema Giardino dei Sogni

Atelier Clementina

21 3205-1035

Rua Lopes Quintas, 147 / Jardim Botânico


Mais uma multimarcas: a Cupcake, loja temporária que vai até junho, está montada com novidades – leggings vinílicos, jaquetas, minissaias, laços e babados – no Rio de Janeiro, também no Jardim Botânico


Cupcake 21 3114-6321

Rua Corcovado, 166


Intervalo / Alexandre Herchcovitch diz a que veio. A prova? Basta dar uma espiada na vitrine lateral da primeira loja do estilista no Fashion Mall: o casaco longo de lã em preto, de inspiração folk, com aplicações de pedrarias e cristais, custa R$ 8.890. Pode ser dividido em até cinco vezes no cartão / fechou a Nativa no shopping da Gávea, que pena / Werner lança amanhã a oitava edição da revista Werner News / acaba uma, começa outra. É a vez da Véu e Grinalda entrar em produção /


(com Marcelo Isaack)

Saturday, April 10, 2010

Tem que ver




Friedenreich Hundertwasser: quem é? Nem estilista, nem modelo: foi artista plástico e arquiteto austríacos dos mais visionários. Conhecido pela preocupação com o meio ambiente e uma arquitetura mais humanizada, Hundertwasser estrela a exposição Das Recht auf Schöpfung (direito à criação) e Das Recht auf Träume (direito aos sonhos), que abre a partir de domingo, dia 11 de abril no novo espaço cultural do Baukurs, no Rio de Janeiro. Tem que dar uma boa olhada para conferir a maestria no uso das cores e na forma de unir arquitetura e natureza.

Friedenreich Hundertwasser (15/12/1928 – 19/02/2000)
Curadoria: Baukurs Cultural
Onde: rua Goethe, 15 – Botafogo / tel (21) 2530-4847
Quando: de 11 de abril a 10 de julho
Horário: de segunda a sexta de 10 às 21h, sábados, das 12 às 18h
Quanto: grátis

Tuesday, February 16, 2010

Visão do carro




Isto é que é desfile! Isto é que é platéia! Como comentou a Mariana Mack, modelo da 40 graus, “tenho certeza que nunca desfilei nem vou desfilar para uma platéia tão grande!” Moda e samba se reuniram no desfile da Porto da Pedra, na noite de segunda-feira, na Sapucaí, Rio de Janeiro. Foi bonito? Foi rico? Nem vou responder, porque de onde eu estava, tudo foi lindo, animadíssimo, organizadíssimo: tive o privilégio de participar da Escola de São Gonçalo, sentadinha como integrante de fila A no último carro, onde desfilavam as modelos. Vamos por partes:


A chegada: surpresa – a Sapucaí tem estacionamento, farto e a R$ 20, preço fixo, muito menor do que um taxi. Estaciona-se e segue-se a horda de gente vestida de vermelho e branco, as cores da escola, pela Presidente Vargas. Ao longo da avenida e do mangue, estão enfileirados os carros das escolas que desfilam em posições pares (a segunda, a quarta, etc). As ímpares ficam do outro lado do Sambódromo, junto ao prédio conhecido como balança-mas-não-cai. Os fantasiados mais importantes chegam de calção e regata, porque as roupas cheias de babados estão em sacões plásticos, de lixo. É muito contraste, não é? Para entrar na concentração, há uma grade, onde integrantes da escola liberam a entrada dos participantes. Sem filas, nem bagunça. Lembrei tanto da entrada de certos desfiles de moda...e olhem que são 4 mil pessoas!

Aos poucos, surgem os conhecidos. Beto Neves, o responsável pelos convites ao povo da moda, que ajudou o carnavalesco Paulo Menezes a reunir estilistas, modelos e editoras. Willed, assessor e consultor, de leque vermelho
– a Porto é vermelha e branca, como meu querido Salgueiro. Giovani Frasson, da Vogue, Jacimar, da Luminosidade, Alessa, vestida de mulata, impagável. Ronaldo Fraga, de camiseta listrada e calça branca, sapato de bico fino branco, lindão este novo malandro. Lenny, toda de prata do ingles Matthew Wiliamson.
Carlos Tufvesson, pronto para se acabar, Jum Nakao. E Beto Neves pra lá e pra cá, comendando seu grupo.

Os repórteres procuram os estilistas para entrevistar. Aí é que nos damos conta de como são desconhedcidos da maioria. Nenhum repórter sabia como era o Ronaldo, o Victor. Mas a gente ajuda os colegas, claro. Até por vício profissional.


A subida: como subir no carro? Duas opções: de escada de pintor ou de cadeira. Bota o pé na cadeira, senta na beira do carro e gira, fica em pé. Uma certa acrobacia, mas pelo menos não foi o elevador do Carvalhão. Nossa, é uma caixa que enche de gente e é levada por um guindaste, que é o próprio Carvalhão. Destaque aparece, mas sofre.

O lugar das editoras fila A é em cadeiras forradas de preto, como nos eventos. Só que são presas no piso – adivinhem por que? O carro estremece todo, estrebucha para todos os lados. Se as cadeiras não são fixas, ia ser um tal de gente rolando para a pista, de salto alto e tudo.


A saída: impossível não se emocionar com o foguetório que anuncia a saída da concentração para a pista branca, onde a escola é assistida por quem pagou e por quem julga. Todos cantam o belo samba, um dos mais bonitos da temporada, que associa a moda à arte e à felicidade. Todos mesmo, incluindo os modelos. Tadinhas, elas têm a missão de desfilar nas minipassarelas nas laterais do caro. Sergio Mattos deu as ordens: “é desfile, nada de dançar e cantar!” Cada passarelinha tinha 3 modelos para revezar, cada um que saía, depois de fazer cara de nada, como exige a moda, caía no samba e cantava, dentro do carro. Um detalhe à parte. Estavam lindas, com roupas de impacto. Um longo do Tufvesson, todo em tiras pretas semidescosturadas era de aplaudir de pé. Os arranjos de cabeça, riquíssimos. Os saltos, altões. Foi um casting super-profissional. A lindeza, além de natural, era realçada por craques como Farache (que se divertiu fazendo do spray uma alegoria), Claudio Belizario, que trocou os camarins de Milão e Paris pela Porto da Pedra, Anderson Vescah, o stylist, fantasiado de pirata, todo de paetês em preto e branco. Do lado de fora, Marcelo Hicho conta que está desenvolvendo modelos de grinaldas e semijóias para noivas. Depois eu mostro. Que turma competente. E vamos nós, sacolejando!


A avenida: não tem jeito, pode ser sambódromo, passarela do samba, que todos continuam chamando de avenida. Vamos chacoalhando, atrás do belo carro em homenagem a Chanel e aos estilistas internacionais, um padrão meio Tiffany’s, de vitrais em preto e verde. Quando faz a curva, para entrar na avenida, lá está o Joãosinho 30, olhando tudo, de cadeira de rodas.
Caramba, como as arquibancadas são próximas e altas. É olho no olho, mesmo. De repente, o carro para: o salto alto do boneco representando o Clodovil trancou na grade da entrada. Um portodapedrense segurou, ajeitou, o motorista do carro desviou um pouquinho, e passamos. Tudo isso, em pânico, todos cantando sem parar.

Dentro do carro, a maior animação. Nunca pensei que o meu caderninho de anotações (do Gilson Martins) fosse virar uma espécie de tamborim. Heloisa Marra, Marcia Disitzer, Liliana Rodrigues, das que estavam do lado esquerdo, ao meu lado, mostravam que existe samba até sentado. Na frente, a modelo Marcia Britto homenageava Alexander McQueen, com túnica de cetim amarelo. Gregorio Faganello, Mauro Taubman (como ele gostava de carnaval), Simon Azulay, Dener, Clodovil eram alguns dos nomes em neon na fachada do carro.

O ritmo aumenta, vamos rápido, e a platéia acena. Vi gente de outras escolas aplaudindo, bacana. E puf, acaba. Hum, não tem escada de pintor nem cadeira de plástico. Descer como? Ora, nos braços de um fortão da LIESA. Na hora, pensei que deveria ter feito um spa antes do carnaval, mas me senti uma pluma carregada pelo atlético.

Rápido, rápido, sair dali, porque daqui a pouco chegam os carros de outra escola. Sair para onde? Por que não acreditei que havia estacionamento? A info é seguir para a estação Estácio. Léguas de caminhada, junto com Jum Nakao, que pretendia pegar o metrô também e seguir para o Calipso, em Copacabana. Outra boa surpresa: metrô vazio, com ar condicionado. Policiamento e pessoal da Liesa por todo o caminho. Nenhum cheiro de xixi em lugar nenhum.

Na saída na estação General Osório, uma foto daquelas típicas do Evandro Teixeira, o pessoal emplumado da Magueira entrando pelas escadarias, colorindo a estação de rosa. Fiz o flagra, modestamente. Depois, muito photoshop.

E a fome? E a sede? Beleza, uma loja de sucos estava a postos, com aqueles salgadões que parecem caviar depois de tanta festa. Um suco de laranja honesto e fim.

Transcrevo agora os dois lindos refrões da Porto da Pedra, que podem servir de título para muitas pautas deste ano

Eu sei que a arte caminhou

Modéstia a parte encontrou

Na moda a luz da emoção

Em cada estilo, uma expressão

Porto da Pedra eu sou

Eu sou o amor desta cidade

Pro samba que você me convidou

Eu vou vestir felicidade

Intervalo / hoje terça-feira, já saiu o bloco A Rocha, na Gávea. Sem xixi, sem gente bêbada abusada, esguichos de água, fantasias engracadas – garotas de taxi, de noiva, de Minnie, um trio segurando uma cordinha, com a placa área Vip, caras de fraldão, etc / saio desabalada, quando já estão na fente do meu prédio. Daí, a demora em postar a Porto da Pedra / nem é bom comentar, mas o carnaval do Rio está organizado, sem perder a graça.

Friday, February 12, 2010

Prévia do Ronaldo Fraga


foto Eduardo Alonso

Este aqualouco de roupa listrada, imitado pelo filhote de pernas compridas, é o Ronaldo Fraga, em plena sexta-feira, no Arpoador. Na Segunda-feira, o estilista mineiro lidera uma ala da Porto da Pedra. Marilia Pera desfila de tailleur Chanel, Victor Dzenk será destaque em carro com colunas gregas, e o Beto Neves se encarrega de reunir o povo da moda para desfilar na Sapucaí, no enredo "Com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?"
Que foto linda, não? Que cor de céu é esta, uma das mágicas do Alonso. Que nada, é o céu de fim de tarde neste verão tórrido do Rio

Ficamos sem McQueen


17 / 03 / 1969 + 11 / 02 /2010
foto Marina Sprogis
Morreu ontem um dos gênios da moda internacional. Alexander McQueen, garoto-prodígio nos anos 1990, filho de um motorista de táxi, foi encontrado morto em Londres.
Como todo grande estilista e criador, McQueen deixa um legado de coleções e desfiles que serão lembrados por quem acompanhou as mudanças na indústria do luxo no final do século 20.
Foi justamente durante a crise da moda parisiense, quando as maisons e grifes mais tradicionais estavam sendo assumidas por grupos empresariais, como o PPR (Pinaud Printemps Redoute) e o poderoso LVMH (Louis Vuitton Möet Hennessy), que o recém-formado na escola Saint Martin, aprendiz de alfaiataria, impressionou as platéias de desfiles com temas como Highland Rape (estupro nas Highlands) ou Góticos. Com pouco mais de 20 anos foi contratado, como substituto de Hubert de Givenchy, depois de uma experiência com John Galliano, na grife comprada por Bernard Arnault, presidente da LVMH. A sociedade francesa se indignou com a chegada do jovem inglês, de estilo rebelde, que aparecia para os aplausos de jeans e camiseta, ao contrário do mestre Givenchy, figurinista de Audrey Hepburn, que usava impecáveis guarda-pós brancos de ateliê.
Mas o talento inegável de McQueen reviveu a grife que estava em decadência. Fez desfiles espetaculares, com direito a lagos e pontes japonesas e estampas de cerejeiras, trilhas com diálogos de seriados de TV, coleções com roupas de couro, gênero dominatrix, e um dos mais bonitos, visto no Cirque d’Hiver com iluminacão precária para lembrar a floresta amazônica e maquilagem com faixa vermelha nos olhos, como pintura indígena.
A marca Givenchy saiu do fundo do poço, pelo menos em prestígio. A clientela antiga podia não comprar as idéias modernas do garotão careca, mas o nome voltou a ter mística de moda.
O estilo – os temas eram polêmicos, e a maneira de mostrar as roupas também. Sapatos de saltos esculpidos, extravagantes; cabelos ou adereços em forma de chifres e corpetes em forma de armadura eram frequentes nas apresentações. Mas o conteúdo tinha a classe da roupa tradicional, da boa alfaiataria inglesa: calças em risca de giz, paletós perfeitos, drapeados gregos nos vestidos.
Em 2.000 o grupo Gucci, integrante do PPR, propôs a formação da grife Alexander McQueen, o que deu oportunidade ao estilista de sair da Givenchy. O sucesso continuou, com apresentações ainda mais sensacionais, como a passarela substituída por um tabuleiro de xadrez gigante, com as modelos interpretando as peças do jogo, ou o último, em setembro, com telão de led e sapatos de salto caranguejo. O garoto-prodígio, bad boy da moda européia, se transformou em estilista reconhecido, com premios do Council of Fashion Designers of America e o Commander of the British Empire. Foi um dos destaques da geração anos 1990, ao lado de Marc Jacobs, John Galliano e Stella McCartney, os dois últimos, colegas de estudos na Saint Martin, a mais famosa escola de moda do mundo.

Saturday, February 06, 2010

Porto da Pedra vai ser um desfile


Carro Sapucaí Fashion Week


Dinossaurinho do carro Petrock



Carro do Victor Dzenk


O Carnaval mais fashion do Rio vem de São Gonçalo, município do outro lado da baía, além Niterói. Nada a estranhar, já que São Gonçalo já foi sede da Leader Magazine, tem várias pequenas indústrias de confecções, um bom shopping. E é a região da Porto da Pedra, escola que conta com o carnavalesco Paulo Menezes na criação do enredo “Com que roupa eu vou ao samba que você me convidou” e mais o Beto Neves, da Complexo B como consultor nos assuntos de moda.
No galpão da Cidade do Samba anotei vários detalhes que nossa turma vai identificar ou ficar sabendo que fazem parte da história dos nossos estilistas:

No carro Sapucaí Fashion Week serão montadas cenas de camarins, com modelos trocando de roupa em plena evolução, cabeleireiros – o Max Weber – agitando os secadores, modelos desfilando roupas de 50 estilistas e marcas brasileiras em passarelas vermelhas que saem para fora do carro, Anderson Vescah fazendo o stylist. No alto, os nomes de vários estilistas em neon, como Mauro Taubman, Gregorio Faganello, para lembrar grandes criadores nacionais, ao lado de uma figura do Clodovil recortado de uma foto célebre dele, de salto alto. Embaixo, uma fila A, bem compenetrada, anotando tudo – espero estar lá, mas acho que vou recusar os óculos escuros, típicos de um grupo de editoras. E aí, como vou ver tudo o que acontece no grande desfile que é uma Escola de Samba?
Na cobertura Vip deste carro 50 integrantes participarão de uma festa, com Lenny Niemeyer no comando.

O Beto Neves propos a ala dos compositores, com a figura do Novo Malandro.

Uma exposição de Christian Lacroix, vista pelo Paulo no Museu das Artes Decorativas de Paris, inspirou alegorias em forma de sutiãs gigantes, que sairão pendurados no carro em homenagem a Chanel. Marilia Pera será o destaque, de tailleur. A platéia vai sentir no ar o perfume de Chanel número 5

Victor Dzenk vem à frente do carro do estilo Rococó, com uma Maria Antonieta gigante cercada por colunas gregas e vários modelos da coleção recém-desfilada no Fashion Rio pelo Victor.

No carro Barroco, que lembra Luiz XIV, o rei Sol, as colunas são revestidas por páginas de revistas de moda, o alto terá uma fonte com chafariz e a designer Rosa Leal vestida com fantasias de topázios imperiais

À frente de tanta moda, vem o carro com o tigre, símbolo da Porto da Pedra. Um tigre modernão, de piercing e aparelho nos dentes, que lidera a ala de Pedrock, com integrantes de minissaias, bolsinhas e cdelulares em pele fake, mais os bonecos dos dinossauros com jeito de Flintstones.

Como todo final de desfile tradicional é dedicado às noivas, uma das últimas alas vai surpreender e divertir com 100 homens vestidos de noiva, de salto 20. Mais diversão é garantida pela ala Quero ser Naomi.

A Porto da Pedra é vermelha e branca, e será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval

Tuesday, January 26, 2010



Agora que o site iesarodrigues.com.br está todo bonitão, volto ao blog para outro tipo de post. Sabem, estilo rápido, com minhas fotos tabajara style, quase só legenda? Comentei no twitter como o Sartorialist, blog considerado uma das 100 fontes mais influentes do mundo da moda, veio ao Brasil, assistiu a um monte de desfiles, viu gente pelos cais da praça Mauá e só postou umas poucas imagens, a maioria de praia masculina.
Olhei, pensei e não cheguei a nenhuma conclusão. Que raio de influência é esta? Olhei de novo, e vi, nas fotos de sungas, quase 200 comentários.
Então, tá, né?
Também vou postar meus momentos favoritos.

Começo com uma imagem sempre marcante dos desfiles nacionais: o Oskar Metsavhat no final do desfile da Osklen. Lá fica ele, como uma estátua, conferindo a saída dos modelos. O que ele pode estar pensando? Para mim, ele gosta do que vê. Ele gosta do trabalho de moda.
Eu também, só que sem esta coragem de me plantar ali, na frente da platéia.

Saturday, January 09, 2010

Esta é a imagem-ícone da sexta-feira, primeira noite do Fashion Rio: Rodrigo Santoro de atitude punk no desfile da Auslander.
Na camiseta, "there´s no life without blackberry"
Vejam mais em

foto Ines Rozario
Pessoal, bom dia! Ou boa noite? Ou boa madrugada? O caso é que acabei de chegar do Fashion Rio e notei a quantidade de acessos aqui no blog. Se vocês estão querendo noticias do Fashion Rio, cliquem em , que tem foto e textos de hoje. Não está dando tempo de atualizar tudo!
Para quem não tem noção, o convite diz - por exemplo - 20 horas. O que significa que o desfile começa no mínimo às 20h30, tempo para a platéia chegar e sentar em seus lugares. O desfile dura cerca de 10 minutos. Acaba, então, lá pelas 20h50. O próximo está marcado para as 21 h.
Tem que sair rapido da sala, correr para a sala de imprensa, escrever para o on-line e disparar para a sala do próximo desfile. Quer dizer: 10 minutos, estourando, contando o tempo de abrir o navegador, o e-mail, enviar. Com netbook, dá para ir adiantando algum texto pendente durante a espera do desfile. Dá na verdade para um parágrafo, entre cumprimentos, entrevistas, feliz ano novo, querida, há quanto tempo!
Juro que vou tentar ser mais the flash ainda, mas por enquanto, vão lá no iesarodrigues.com.br.

Tuesday, January 05, 2010

Recado para os visitantes Fashion

E vamos nós, para mais uma temporada de lançamentos! Desta vez, é dupla, aqui no Rio. Porque ao mesmo tempo acontece o Fashion Rio, nos armazéns do cais do porto e o Fashion Business, na Marina da Glória. Aparentemente perto, mas com bastante trânsito no meio. Vai ser um tal de taxi pra lá e pra cá, porque de ônibus é meio complicado, tem que sair do Aterro, pegar o bus na praia do Flamengo, etc.

Para quem vem de fora, tenho algumas sugestões
Em matéria de paisagem: a praça de alimentação do Botafogo Praia Shopping (popularmente conhecido como Escada Shopping), dá para ver a enseada de Botafogo, Pão de Açúcar, Cristo Redentor.
A saída do túnel Rebouças, na Lagoa. Nem os nativos cansam de ver
A praia da Reserva na Barra. Evitem o fim de semana, muito engarrafado

Um restaurante: a Casa do Filé, no Humaitá, ao lado da Cobal de Botafogo
A mousse de chocolate da Chaika (em Ipanema). O mil folhas da Chez Anne (shopping da Gávea)
o folheado de morango do Gula Gula
o café da manhã do hotel Marriott (avenida Atlântica)
Ou o café da manhã da Casa da Tata (Gávea, na rua Manoel Ferreira). Tem um bolo de laranja...

Evitem o metrô, anda confuso
E as barcas, com atrasos (apesar de ser um passeio bacana)

Cafezinho bom? Na Kopenhagen ou...no aeroporto Santos Dumont, na ala velha.

E por favor, nada de dar pinta de turista pela cidade. Ir à Colombo de bermuda e havaianas, visitar museus de kanga. NInguém anda assim no Rio. Havaianas não substituem sandálias, a não ser quando se tem problemas de machucados nos pés.

Usem filtro solar. Tragam chapinha, secador, escova, porque a umidade local encrespa até cabelo de índia. Aliás, aproveitem para fazer uma escova inteligente, perfumada, extra-brilho por aqui. O pessoal é bom. Fazem escova como ninguém no mundo.

Saturday, January 02, 2010

Dúvidas de calças




O ano começa com as ruas lotadas no Leblon, depois dos shoppings e lojas superlotadas no Natal e nas vésperas do Ano Novo. Foi bonito de ver, as vitrines todas brancas no Rio de Janeiro. E todo mundo comprando nem que fosse uma regatinha branca. Impressionante, como a C & A evoluiu, mostrou uma ótima seleção de brancos – resultado: dia 30 não havia mais uma camisetinha para os retardatários, nem na seção masculina. Quer dizer, os lindões também aderiram à moda-esperança do Ano Novo. Que foi incrível, em Copacabana, com aquela multidão de lanternas, isqueiros e celulares ligados, iluminando a praia. Os fogos são meras atrações, o melhor de tudo é a platéia. Dois milhões é muita gente.

Assim como nas festas de Copacabana, o consumidor é a grande qualidade da nossa moda. A adepta da moda decide o que vai usar das propostas e das referências. Cada novidade demora uns 3 anos para “pegar”, é o normal nas grandes mudanças.
Agora ninguém mais pensa em calça de cós baixíssimo, a atenção vai para a modelagem das pernas e o gancho. As escolhas são estas:

Skinny: ainda imbatível, porque emagrece e é sexy. Veste bem todas as idades. Fica bem com camisetas, túnicas, batas, minivestidos.
Fica mal com body, bustiê.
Vai ser moda até o próximo inverno, quando será usada com botas de cano longo

Boyfriend: não pegou furiosamente, porque a maioria não quer saber dos rasgões, do corte largo e desleixado e da barra virada. Mas é engraçadinha, principalmente para as jovens e magras
Fica bem com camisas, camisetas estreitas, e paletós grandões (quando esfriar)
Fica mal com bustiês e túnicas
Também vale até o inverno, em jeans claro ou médio

Saruel: demorou, mas convenceu, pelo conforto. Ainda tem um ar sofisticado, apesar de ter se democratizado e estar em todas as lojas
Em malha, fica bem com quase tudo. Até com bustiê, peça perigosa porque beira a vulgaridade. Só evitem o salto alto

Gancho baixo (ou dohti): limita-se a quem curte muito moda e sabe a atitude para andar com os fundilhos baixos. Em jeans, a melhor versão.
Fica bem com sei lá o que. Camiseta, camisa, depende do reflexo no espelho. Fica mal com saltão, croc, blusas de babados

Pantalona: é moda de verão, também para quem não resiste a uma peça diferente, que ninguém usa. Talvez com modelagem de alfaiataria agrade a mulheres altas, como Claudia Raia, que pode usar qualquer tipo de calça.

Flare: descende das bocas-de-sino, mas muitos mais estreitinha nas coxas. Até hoje, só vi a Tidsy / Astridinha Monteiro de Carvalho usando bem uma flare da Bo.bo. É modelagem para pernas finas e longas.
Fica bem com saltos altos, camisetas justas, jaquetinhas, paletós grandes. Mais bonita em jeans escuro
Mas é onda que vem, porque a novidade acaba sempre vencendo a resistência. Basta ver que a Flare faz parte da coleção jeans do Carlos Miele (foto acima)

Estas são as opções de calças, que farão a diferença na moda deste ano. Vão pensando nas suas escolhas daqui a pouco. Por enquanto, bom mesmo é sair de shorts e bermuda boyfriend. Isto é, a bermuda de tecido escolhida na seção de roupa masculina da Renner, Taco, Richards, Armadillo...não tem melhor, combinam com tudo, desde havaianas até escarpin peep-toe, se quisermos dar um de pin-up século 21.