Thursday, November 12, 2009

Que temporada esquisita! Impossível resistir ao comentário, ou comentários.
Primeiro, a Geisy Arruda, quase expulsa por estar de minissaia.
Para quem já se vestia e trabalhava nos anos 70, parece um fato pré-histórico. É verdade que nas redações não podíamos usar calças compridas. Em compensação, havia minissaias, cada vez mais curtas. Até chegarem ao ponto em que eram conhecidas como microssaias, tão curtas que a calcinha era feita do mesmo tecido. À noite, dançávamos no Le Bateau ou no Jirau de microvestidos de veludo preto, com hotpants de cetim ou veludo mais fino. De dia, percorríamos o centro da cidade – sim, a Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro! – com os mivrovestidos e microssaias, e sandálias rústicas, ou de tiras fininhas, da Silvino e Cândido, ou tênis Bamba. Ninguém falava nada, nem atirava pedra, só olhavam, claro.

E todas as mulheres aderiram. Dificilmente uma brasileira de atuais 50 anos não exibiu as pernas pelas ruas das cidades. Sem preconceitos, que naquela época não havia o culto ao corpo malhado como hoje.

Agora, justamente um bando de universitários, gente que supostamente teria uma cabeça moderna, implica com a loura de mini. E a faculdade toma a decisão mais preconceituosa, tenta tirar a garota da instituição. Vai dizer que nesta UniBan as meninas não vão de shorts jeans? É só o que vejo por aqui, perto da PUC.
Ourtro grupo se manifestou, alguns pelados, outros meio-pelados, contra toda esta situação. Radical, mas eficiente.
Quanto à vítima desta confusão, nem discuto se tem bom-gosto, se ficou bem de mini. A moda tem códigos, mas vamos combinar que são códigos que têm muito a ver com a renovação obrigatória dos estoques das marcas. Claro que se neste verão o vermelho fizer sucesso, no próximo fim de ano ele estará completamenter out, a cor será o verde. Ou o pink, seja lá o que for. Outra fonte de códigos é a tal mania do luxo, que no fundo serve para identificar classes econômicas, quem tem mais poder de comunicação sabe das coisas antes. Isto significa revistas estrangeiras, internet banda larga, tempo para ficar no youtube, facebook, etc. Quem tem que acordar às cinco para trabalhar, ou não tem esta atualização toda...ou cria a própria moda e acha um luxo.

Cada um veste o que quer. Há partes do corpo que ainda não são exibíveis em certos lugares e horários. Mas se alguém se atrapalha com pernas de fora em uma sala de aula de nível superior ou no campus – mesmo que a cruzada de pernas seja à la Sharon Stone -, alguma coisa está errada na mentalidade jovem da nossa sociedade.

E o apagão, heim? Me pegou em pleno Outbackm o restaurante no shopping Leblon. Onde os clientes puderam esperar até quase meia-noite, sem pressão para irem embora. Foi solidário, naquela noite cercada de escuridão, sem sinais de trânsito. Ainda bem que, como sempre voltando de uma jornada de trsabalho, estava com notebook e modem Vivo, acompanhamos tudo o que era possível via internet. Pintou até uma hipótese de boicote, por parte de funcionários demitidos de Furnas, que receberam mensagens otimistas nos contra-cheques. Como ninguém mais falou nisso, vamos acreditar no poder de Vulcano. Isto é, nos raios sobre a usina.
Vou comprar uma lanterna.