Friday, November 27, 2009

Unhas de verão 2010


Da esq. para a dir: Atrevida, Batida de Coco, Puro Glamour, Coral Chic. O Noite Quente já se foi. uma alminha de vampira abduziu


Um dia, há algum tempo, unhas brancas eram o máximo da cafonice. O cor-de-rosa então, nem nos coloridos anos 1980 podia decorar as mãos.
Como as expressões “há algum tempo” ou “um dia”, ou mesmo “antigamente” viraram passaportes para a modernidade, rosa e branco são perfeitamente aceitáveis atualmente. Mais ainda: são cobiçados!
Quem não procura na cestinha da manicure “O” rosa certo? E quem, se sentindo encasacada com um esmalte vermelho-escuro, não quer se sentir mais leve e fresca, com um bom branco fosco? Ainda tem a turma dos vampiros e crepúsculos, que vibra com os roxos e violetas.
Enfim, tudo o que não era, agora é o máximo em matéria de esmaltes.
Vi estas cores exóticas – preto, cobre, gelo ou verde-claro – primeiro nas coleções da Chanel e da Vuitton. Mas dificilmente as propostas da Colorama são superadas. A série de verão Verniz & cor tem o laranja Garota Verão; o coral rosado Atrevida; o rosa aberto Rosa Chiclete e o lindo Coral Chic.
Na série Cremosos, vem o Puro Glamour, estrela do verão; o branco Batida de Coco e o roxo Noite Quente.

E agora, o melhor: cada vidrinho custa em torno dos R$ 2,15 (preço sugerido pela Colorama). Poucaas felicidades custam tão baratinho, não é? Vão dizer que um esmaltinho novo não ameniza um dia cheio de engarrafamentos,, chuvaradas e outras chatices urbanas? Passa na farmácia, leva um coral e sai contentinha. Pode ser até que não dê tempo de passar nas unhas, mas só a visão do vidrinho colorido na bancada do banheiro já é uma esperança

E mais > que calor é este? Por mais que saibamos que estamos no verão, ninguém resiste a uma reclamação e uma bufada. Dá preguiça de fazer escova no salão, passar chapinha em casa, e ronda uma tensão muito moderna: a de faltar luz e ficar sem ar condicionado! Quem vive voando, pensa duas vezes em pegar uma Ponte Aérea naquele horário das chuvaradas paulistanas. Aliás, qual é mesmo o horário? Já vi temporal de raios e trovões às nove da manhã, e um baita sol ao meio-dia.
Para a moda, vale o vestido de algodão, soltinho, estampado. Por onde anda? Só se encontra microvestido, que as meninas usam com legging preto, em tecidos mistos e decotes sem pé nem cabeça. Legging neste calor, ninguém merece.

Thursday, November 19, 2009

Volto a Belém pela terceira vez, para assistir ao evento organizado pela Felicia Assmar Maia. É a 10ª edição do EPAMA (Encontro Parense de Moda e Artesanato) e a 3ª com a participação de grifes da região, formando a Amazonia Fashion Week. Pessoalmente acho dispensável este nome, mas há sempre a vontade de se integrar no bloco das semanas de moda do Rio e São Paulo, quiçá do mundo. Aí, o ingles vira obrigatório.
<
O que parece ser diferente na moda propriamente dita. Em relação ao que vi nas primeiras edições, nota-se uma evolução nas coleções, provavelmente derivada de uma maior segurança por parte das participantes. Ouvir de visitantes como eu que estavam no caminho certo, que usar materiais da região e tecidos finos não era cafona nem brega, deve ter ajudado a manter o rumo. Belém é um dos estados mais ricos em matérias-primas do mundo. Tem desde o encanto natural das tramas feitas a partir de folhas e fibras até o luxo das pedras preciosas, ouro, caulim e outras riquezas exploradas da terra.

A semana na cidade – uma das mais elegantes do país, com restaurantes bonitos e de comida ótima – inclui multimarcas, coleções de alunos das primeiras turmas dos cursos de moda e design e os modelos criados pelas integrantes da Costa Amazônia, as bravas criadoras de vestidos longos, curtos e festivos, em tecidos como gazar e crepe. Até aí, nada demais. Não fossem os vestidos decorados com tramas de tururi, a casca da palmeira ubuçu, que vira cinto, gola, bolsa, carteira e sandálias. Ou com sementes da terra, e mais incríveis ainda, as escamas de peixe.
A Costa Amazônia é a espinha dorsal da moda de Belém. Desde 2004, quando vi estas coleções pela primeira vez, o grupo ganhou confiança e ousadia. Fazendo desde moda infantil com jeito de criança até moda praia com grafismos marajoaras e flores de escama de peixe, além dos longos, o grupo tem bom-humor e solidariedade. O bom-humor aparece na substituição do elenco de modelos profissionais pelas amigas e clientes. E elas retribuem desfilando na maior desinibição, dançam na passarela, cumprem o papel de exibir as coleções. Ou param no meio do caminho, e esperam a estilista fazer um acréscimo de uma saia longa, um bolero, uma flor, detalhes que dão versatilidade à roupa.
A solidariedade se concretiza na viagem que voluntárias do grupo fazem semanalmente até Barcarena, município que abriga tanto uma mineradora de caulim como uma comunidade de pescadores. A Costa Amazônia leva técnicas de costura, bordado e artesanato às mulheres que vivem nas palafitas da ilha São João, na Vila do Conde e formam mais um grupo que se empenha em aprender e produzir peças diversas. Como 300 bolsas de praia, feitas em menos de um mês, que servirão de presentes de Natal para uma grande empresa, a Imerys, mineradora de caulim, que fornece pigmentos para papéis.

Destaques
O local do evento é um caso à parte. O Hangar é um centro de convenções construído a partir de um hangar antigo, próximo ao aeroporto. Ocupado por menos da metade pela passarela, camarins e lounges de patrocínio, é um dos melhores espaços disponíveis para eventos que já vi. Poderia receber um desfile Chanel, Dior, uma semana inteira de moda.

[caption id="attachment_873" align="alignleft" width="200" caption="Aline de vestido de gazar de Elys Cunha"][/caption]


Elys Cunha usou Carmen Miranda como referência. Turbantes feitos de tururi complementaram os vestidos debruados de flores feitas de folhas de cacau esqueletizadas, com fivelas de escamas de peixe e golas de patchwork de tururi tinturadas.

Ana Miranda enfrentou um rápido apagão das luzes, mas não perdeu o pique da apresentação com as roupas versáteis, com sobressaias de rendas e babados avulsos nos decotes.

[caption id="attachment_871" align="alignleft" width="200" caption="Longo em camadas (Joana Silva)"][/caption]

Joana Silva pensou no arco-íris e mostrou tules e flores aplicadas em vestidos com tiras franzidas e pompons de tule, quase sempre com a cintura marcada. O colorido culmina no modelo com corselet de renda e a saia dourada, o pote de riquezas do arco-íris.
Nem as Havaianas escapam da criatividade local. A Estilo customizou as sandálias com tiras de cristais Swarovski e até com solados de salto alto!
As jóias são parte importante da moda paraense. Marcas como a Zeus, a Art Bijoux e Amazônia Kamã impressionam pela beleza.
Os maiôs da Agua Brasil têm como referência os desenhos de Marajó. E trazem uma boa novidade, o trabalho de uma jovem estudante de Design, Larissa, uma das finalistas do concurso da Lycra, com final na próxima terça-feira no Rio de Janeiro.Ela é sangue novo, descendente das Costas Amazônias.
Grazi Martinelli também é novinha no ramo, mostrou moda masculina e feminina. Calças bufantes para eles e elas foram mostradas com desenvoltura.

Tudo isso, e mais a incansável recepção aos visitantes, se deve à garra, empenho e amor à moda da Felicia Assmar Maia.
Intervalo / Um restaurante aberto até tarde em Belém? Bonito e com pratos deliciosos? É o Roxy, na esquina de Senador Lemos e Almirante Wandelkolk / acontece a Amazonia Fashion Week na mesma semana de inauguração de um super-shopping, primo do shopping Leblonm o Boulevard, na esquina de Visconde de Souza Franco e Aristides Lobo / tem-que-ver em Belém: o mangal das Garças, a casa das 11 janelas, o museu de Arte Sacra, os armazéns de Docas / de 28 de novembro a 6 de dezembro acontece o oitavo Marcado de Moda, no polo de Jóias São José Liberto. São 45 marcas, sendo 17 novinhas, com propostas de presentes e comprinhas de moda / depois conto o segundo dia, que mostrou outras ótimas coleções e um elenco que promete estourar nos demais eventos nacionais

 



Saturday, November 14, 2009

Programa deste fim de semana

Hoje é o último dia da expo Melissa Eu, lá em Santa Teresa (Rio de Janeiro). São 30 anos de sandálias, sapatos e produtos feitos no plástico injetado da Grendene. O cilco de palestras já foi, mas a expo continua lá, bonitinha. Mas é só até amanhã, domingo!
Melissa eu!: rua Aprazível, 19 / Santa Teresa (Rio de Janeiro)

Thursday, November 12, 2009

Que temporada esquisita! Impossível resistir ao comentário, ou comentários.
Primeiro, a Geisy Arruda, quase expulsa por estar de minissaia.
Para quem já se vestia e trabalhava nos anos 70, parece um fato pré-histórico. É verdade que nas redações não podíamos usar calças compridas. Em compensação, havia minissaias, cada vez mais curtas. Até chegarem ao ponto em que eram conhecidas como microssaias, tão curtas que a calcinha era feita do mesmo tecido. À noite, dançávamos no Le Bateau ou no Jirau de microvestidos de veludo preto, com hotpants de cetim ou veludo mais fino. De dia, percorríamos o centro da cidade – sim, a Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro! – com os mivrovestidos e microssaias, e sandálias rústicas, ou de tiras fininhas, da Silvino e Cândido, ou tênis Bamba. Ninguém falava nada, nem atirava pedra, só olhavam, claro.

E todas as mulheres aderiram. Dificilmente uma brasileira de atuais 50 anos não exibiu as pernas pelas ruas das cidades. Sem preconceitos, que naquela época não havia o culto ao corpo malhado como hoje.

Agora, justamente um bando de universitários, gente que supostamente teria uma cabeça moderna, implica com a loura de mini. E a faculdade toma a decisão mais preconceituosa, tenta tirar a garota da instituição. Vai dizer que nesta UniBan as meninas não vão de shorts jeans? É só o que vejo por aqui, perto da PUC.
Ourtro grupo se manifestou, alguns pelados, outros meio-pelados, contra toda esta situação. Radical, mas eficiente.
Quanto à vítima desta confusão, nem discuto se tem bom-gosto, se ficou bem de mini. A moda tem códigos, mas vamos combinar que são códigos que têm muito a ver com a renovação obrigatória dos estoques das marcas. Claro que se neste verão o vermelho fizer sucesso, no próximo fim de ano ele estará completamenter out, a cor será o verde. Ou o pink, seja lá o que for. Outra fonte de códigos é a tal mania do luxo, que no fundo serve para identificar classes econômicas, quem tem mais poder de comunicação sabe das coisas antes. Isto significa revistas estrangeiras, internet banda larga, tempo para ficar no youtube, facebook, etc. Quem tem que acordar às cinco para trabalhar, ou não tem esta atualização toda...ou cria a própria moda e acha um luxo.

Cada um veste o que quer. Há partes do corpo que ainda não são exibíveis em certos lugares e horários. Mas se alguém se atrapalha com pernas de fora em uma sala de aula de nível superior ou no campus – mesmo que a cruzada de pernas seja à la Sharon Stone -, alguma coisa está errada na mentalidade jovem da nossa sociedade.

E o apagão, heim? Me pegou em pleno Outbackm o restaurante no shopping Leblon. Onde os clientes puderam esperar até quase meia-noite, sem pressão para irem embora. Foi solidário, naquela noite cercada de escuridão, sem sinais de trânsito. Ainda bem que, como sempre voltando de uma jornada de trsabalho, estava com notebook e modem Vivo, acompanhamos tudo o que era possível via internet. Pintou até uma hipótese de boicote, por parte de funcionários demitidos de Furnas, que receberam mensagens otimistas nos contra-cheques. Como ninguém mais falou nisso, vamos acreditar no poder de Vulcano. Isto é, nos raios sobre a usina.
Vou comprar uma lanterna.

Monday, November 09, 2009

Quanto custa?

Um refil 2010 de agenda para Redfax ou Filofax, na Papel Craft: R$ 69

Um refil 2010 de agenda para Filofax, na Karstadt de Colônia (Alemanha): 5,99 euros (cerca de R$ 18, fazendo o euro a R$ 3)

Saturday, November 07, 2009

Mais moda para menininhas




Os adultos sem-filhos se revoltam, acham um absurdo, deturpação da infância. Quem tem filhotas entre 4 a 9 anos sabe que elas gostariam de ser iguais à Suri, filha do Tom Cruise. Aquela pituchinha que anda de saltinho alto e tem closet de grifes.
Fazer o que, gentê? Moda é cultura, começa desde cedo. Como os profissionais da área sabem de tudo, andam lançando gracinhas irresistíveis para as pequenas fashionistas.


Agora é a Isabela Capeto, que lança a coleção infantil na C & A (foto no alto, do catálogo). A partir do dia 19 de novembro as peças estarão em 48 lojas da rede. Mas quem não aguenta esperar para ver e comprar pode clicar em www.cea.com.br e sair comprando na pré-venda. Tem que ser rápido, porque o número de peças será limitado. Esta pré-venda, que deve alcançar regiões onde a coleção não estará nas lojas, começa na segunda, dia 9 de novembro.

Solange Meneghel é pioneira nesta lance. No começo, a O Bicho Comeu era um tanto dependente da imagem da Xuxa, irmã famosa da Solange. Agora, a marca anda sozinha, reinventando o estilo de boots coloridas, saiotes em jeans e bolsinhas cheias de adereços divertidos. A produção cresceu, graças ao reconhecimento no atacado, fábricas de vários estados fornecem as coleções.
Os primeiros desfiles da Bicho eram apoteóticos, ainda nas Semanas de Estilo de Rio. Atualmente, a equipe vai com tudo para desfilar em Angola, a convite do melhor shopping de lá. Alexandre Schnabl dirige, conceitua e monta o show.

A Farm tem a Fábula, muito colorida, com lojas nos Rios Design (Leblon e Barra). O Ronaldo Fraga faz a Filhotes, fofice que vende na loja de Belo Horizonte e na Dona Coisinha, no São Conrado Fashion Mall, no Rio.


Esta é para o inverno 2010: a mineira Graça Ottoni também lança a linha Gracinha, para meninas de 2 a 10 anos. Muita coisa sai da GO, a linha teen. Destaque para as saias de tule preto, os casacos com lacinhos, os modelos em patchwork. Vai demorar para entrar nas lojas, mas vale a pena esperar pela Gracinha.













Finalmente, quem está de viagem marcada para países onde tem lojas da Gap, por favor, aproveite para acrescentar ao guarda-roupa da minifashionista uma roupa com o nome da Stella McCartney na etiqueta. A estilista inglesa, filha do beatle Paul, mãe de 3 (ou 4, nem sei mais, de tanta criança), assina roupinhas de inverno para a meninada adepta da Gap Kids.

Thursday, November 05, 2009

Minas traz estrelas e Cicarelli


foto Ines Rozario
Daniela Cicareli abriu o desfile coletivo das 11h, no Minas Trend Preview. Sim, ela mesma, sumidas das passarelas,dos noticiários escandalosos ou das revistas de celebridades, mais próxima das cameras de TV. Vamos reconhecer, ainda bonitona, e levou bem o look de pregas-tomas horizontais em preto e ouro da Printing e o franjado rosa, volumoso, da Vivaz. Não é para qualquer uma...
Mas há mais tops aqui em BH. Carol Francischini - que fora do trabalho gosta de vestidos longos de malha -, Jessica Pauleto, Gracie Wink, Jordana, Angelica Sulzbach, Lucy Horn, Renata Kuerten, Isabel Hickman. Um time da pesada. Ou melhor, de pesadas elas não tem nada, são peso-pluma e altura-girafa, como devem ser as modelos.
Os desfiles coletivos no MTP são eficientes, com lista de entradas pela ordem e nomes das modelos, com respectivas marcas que vestem. Parece óbvio? Nada disso, poucas coleções contam com esta organização. E há sempre uma coerência nos estilos.

O destaque deste foi o poncho. Dois, ótimos, da Patricia Motta e da Nutrisport. E mais na linha festa, o bolero bordado com pedras da Benvenuta.

Wednesday, November 04, 2009

IMG_3481

Ronaldo Fraga é conhecido como um estilista mineiro extremamente criativo e original. Como realizador da noite de abertura do Minas Trend Preview, pode ser considerado um dos mais talentosos diretores de evento do mundo. A festa que acaba de acontecer em Belo Horizonte reuniu celebridades como Mariana Ximenes, Camila Pitanga, Elke Maravilha, Zeca Camargo, Fafá de Belém, Luana Piovani, Raí. Este grupo seleto e os convidados da cidade confraternizaram em coquetel do bufê Bouquet Garni, regado a Chandon Brut, no ambiente com cenografia reproduzindo ícones do artesanato de Minas. Como os vestidos-luminárias feitos de latas de produtos populares, como manteiga e doce de leite. Ou a parede coberta de fuxicos gigantes brancos, que eram coloridos pelas luzes.

IMG_3553

Depois das 22 horas, foi o desfile, na passarela em desníveis, com pombinhos de madeira branca. Deste momento em diante, foi a vez do stylist Daniel Ueda dar uma aula de moda. Não era uma coleção determinada, e sim, várias marcas. Mas a coerência foi total, começando pelos pretos, com xalinhos e peles jogadas nos ombros, casaquetos de paetês, vestidos escamados, quase todos com botas de salto alto, tipo boot. Em seguida, vieram os cinzas, com algumas calças xadrezes, daquelas que dão vontade de pular na passarela e tirar da modelo, para sair usando. E as onças em preto e branco, em leggings e vestidos, acrescidos de saias de franjas em tie-dye. E os maiôs e biquinis sobre collants e meias – por incrível que pareçam ficou bom!

IMG_3579

Mesmo a ala dos adamascados, que poderia encaretar o conjunto, ganhou um upgrade cool, com os abotinados e a ausência de meias. Que casacos lindos! Pena que em desfiles deste tipo as marcas não são reveladas. Mas muito me engano ou os longos com estampas digitais são do...Victor Dzenk, claro! As maravilhas não acabavam , desde os braceletes de rosas de cetim preto até os casacos de incríveis tressês. Ou o trench adamascado, tipo euquero.

IMG_3613

Foi um belo trabalho, digno de abrir um evento do porte do Minas Trend. Com um lado espetaculoso, sem deixar cair o conceito de moda. Um forte candidato a melhor desfile do ano.

No final, a volta ao sotaque mineiro. A banda Primeiro de Maio, dirigida pelo maestro Leonardo Raimundo e com produção musical de Paulo Sergio Thomaz, arrematou a noite, tocando marchas militares e A Banda, do Chico Buarque.

Ficha

Minas Trend Preview é evento promovido pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais)

Concepção geral: Ronaldo Fraga

Projeto cenográfico: Clarissa Neves e Paulo Waisberg

Styling e edição: Daniel Ueda

Beleza: Cida Nogueira

Trilha: Ronaldo Gino

Intervalo / no Rio, Lenny Niemeyer, nossa maior festeira, assina hoje, quarta-feira, seu livro Delícia receber, da editora Fontanar, na livraria Travessa do shopping Leblon. Das 19h30 até as 22h / a revista online Essencial Lingerie, da colega Marcia Leusin, está na Home do site oficial do salão da lingerie da França / saltos vertiginosos foram escolhas das convidadas locais. Tem que ter forma física, para aguentar em pé, durante o coquetel, até a hora do desfile /

fotos Ines Rozario

Monday, November 02, 2009

Ronda de ashoppings

SE quando viajo, invento um ensaio dentro dos jardins do hotel, nos feriados vou aos shoppings de caderninho na bolsa e não resisto às vitrines. Estas foram propostas ótimas que vi no Rio Sul e no shopping Leblon (que no domingo tinha fila até para pagar o estacionamento. Lotaaaado!)




Uma das melhores boyfriends que vi por aqui. Em jeans leve, com pala e pregas, muitos botões, boca estreitinha. Um pouco oriental, também. Por R$ 79,90, na Renner.


Um desafio ao equilíbrio, mas lindona, a sandália de tiras elásticas da Zara. Em azul, pink, por R$ 219. Ou preta (esta última, com salto mais grosso e preço de R$ 159).




Sapatilha de tirinhas com laço na frente, um fofice em rosa na Via Mia (R$ 109). Acompanha vestidos estampados curtinhos e idades abaixo dos 30 (e olhe lá, acho que 20, no máximo)



Um toque de cor no look? Na Victor Hugo estas bolsas-trapézio em couro amarelo, vermelho ou verde. Acompanham jeans skinny ou um look preto







Bom para as festas e casamentos da temporada: vestido em tecido amassadinho, com gola embabadada, na MOI, evolução da clássica Mademoiselle. Mais uma sandália de salto fino e alto, uma carteira metálica, de preferência coberta de cristais, para compensar a cor neutra do vestido / R$ 398


Intervalo / depois das vitrines, assisti ao filme Coco antes de Chanel. Bonito e fiel ao que se sabe da história da Mademoiselle mais famosa da moda. Não é qualquer personalidade de moda que merece um filme biográfico. Mas esta obra poderia desencadear alguns outros. Gostaria de ver algo sobre Paul Poiret, Pierre Cardin, Paco Rabanne, relembrar os anos 80 com os desfiles de Claude Montana e os primeiros japoneses em Paris. De Saint-Laurent, me basta a entrevista, a última que deu, maravilhosa.