Wednesday, October 07, 2009

Marithê e François Girbaud


Moda para um mundo doido


Ainda não comentei a apresentação desta dupla, que foi uma das primeiras a falar em design de moda, e a se preocupar com peças utilitárias. Tipo, roupa para andar de bicicleta, ou feita em tecido menos poluente, ou como visão futurista de estilo. Isto tem uns 20 e tantos anos, em plenos anos 80. Agora, é uma marca mais, digamos, objetiva como negócio, aposta em venda mesmo. O que não impede que tenham uma corte de seguidores. A platéia se veste com calças esquisitas, casacos bizarros, ainda dentro do espírito design original da dupla.

Mas eles são bons, apesar de um certo espírito hippie persistir. Desta vez, foram de uma generosidade rara na moda, abriram espaço para a apresentação de outra dupla de estilistas, Lefranc-Ferrant, que mostraram suas idéias antes da coleção dos Girbaud. E foi muito bom, uma surpresa - eu, pelo menos não conhecia a marca. São vestidos femininos, glamurosos, com decotes bonitos e comprimentos sóbrios. Uma das boas propostas da semana.
Quanto aos Girbaud, também fizeram bonito, com um conceito divertido bem desenvolvido. São roupas para um mundo que está ficando doido, segundo eles. O que significou calças com recortes e truques de modelagens, camisas que quase viram vestidos e outras, com amarrados nas costas - isto mesmo, inspiradas nas camisas-de-força! Foi um bom fim de tarde, ainda que no distante galpão do outro lado do rio, em frente a Bercy. É o tal Halle Freyssinet, que recebeu vários desfiles importantes nesta semana.

Intervalo / o bom deste lugar fora-de-mão é chegar cedo e comprar comida para os gatos na Truffaut, loja de plantas e bichos na esquina / o vexame é entrar no desfile com uma sacolinha de compras. Não estou nem aí, meus gatos adoram os quitutes de lá / por que botam fumaça de gelo seco nos desfiles? As fotos ficam nubladas, quase impublicáveis



Na rua (ou melhor, no Halle Freyssinet)