Sunday, September 27, 2009

Compensando o atraso






Vitrine da Jacobi, em Colônia / Alemanha


Graças a uma eventual falta de conexão, depois do vôo de 11 horas para Paris, atrasei o comentário sobre a primeira noite da semana de moda do Shopping Tijuca. Mas ainda é tempo, já que as vitrines começam a mostrar agora o que foi visto na passarela, em produção do Anderson Vescah.
Antes do desfile, ganhei uma homenagem pelos serviços prestados à moda, imaginem! Raul Barbosa, diretor de marketing do shopping (e da rede, que inclui shoppings no Espirito Santo e em breve no Maranhão), organizou um desfile de marcas-ícones como Osklen, Mara Mac, Santa Ephigênia, e nomes importantes como Carlos Tufvesson (autor do vestido preto da foto) e André Camacho, até a entrega de uma placa igual aos meus caderninhos, com canetinha, em prata, criada pelo Bernardo Palatnik, um talento novo no design de jóias.


div>Outro novo me deu um susto: de repente, ao meu lado, passa um cara de cabelos longos, óculos de aro fino, jeans e casaco de farda. “Nossa, um Simon Azulay!”, pensei. Ou melhor, comecei a pensar, porque logo me apresentaram ao Tomas, exatamente o filho do querido Simon! Igual ao pai, e está criando estampas maravilhosas para a Lix. Adorei ver o Tomas, lindão.



Tomas Azulay e Carla Roberto, no setor vip do shopping Tijuca
Lá estava também a Rosane Goffman, que pretende começar uma campanha. “É pela democratização da moda, para vestir as gordinhas, que não acham nada interessante no comércio. Estou começando, juntamente com a Teresinha Ferreira, que faz acessórios lindos, a procurar parcerias para confeccionar coleções”. Ana Paula, da Xsite e a Giselle, da Enjoy, estavam a postos para conferir seus tempos de passarela. E foram muito bem, mostraram que são marcas em ascensão no panorama da moda do Rio. Melhor, do Brasil, porque a Enjoy já se espalha pelo Brasil. Os sapatos e bolsas da Santa lolla foram acompanhados por belos vestidos drapeados da World Griff, em preto, cinza e bege. Uma mudança marcante para este tipo de marca que sempre apostou mais em modelos bordados, gênero madrinha-de-casamento. No dia seguinte, ou melhor, na noite seguinte, embarque para Paris. Troquei a Air France pela TAM, questão de preço imbativel e um horário mais dentro da falta de tempo. Até seis da tarde ainda não tinha acabado de fazer as malas, e pretendia sair para o aeroporto às sete! De Paris, para Colônia, na Alemanha. Por que Colônia, e não Berlim ou Copenhague, cidades mais hypadas? Porque antes de enfrentar a maratona de desfiles é bom sair do circuito de lançamentos. Pelo menos, era o que eu planejava, só que Colônia é um dos maiores polos comerciais do mundo. Impossível não sacar que a Europa terá um inverno em roxos e violetas, rosados e vermelhos, sem abrir mão do preto e cinza, claro. Resultado: o radar da moda não pára, as saídas noturnas para fotografar vitrines foram retomadas.
Muita cor em detalhes, também na moda masculina, na Pohland (Colônia)

Outros detalhes: muito xadrez, muito tricô, pouca alfaiataria. Jeans escuro, com bigodes, cortes estreitos, amassados quebradiços, lindos.

À direita, jeans escuros e ajustados na New York (Colônia)

Além da moda – isto é, trabalho -, um show oportunista, porém sincero, o Thriller, que conta a história do Michael Jackson através das músicas e coreografias, na Arena de Colônia, em turnê pelo mundo. Muito bom, vale cada centavo dos 70 euros do ingresso. A platéia dança, bate palmas, grita quando o ator faz o moonwalk, o figurino é bom. Principalmente no quadro com peças da Adidas, cada tênis ótimo. Um espetáculo produzido por ingleses, com cantores e dançarinos que se revezam nos quadros. Dois deles trabalharam com o próprio Michael, um californiano dança igual ao mito pop. Mas é bem mais fortinho do que o esguio MJ.
E também sem falar em roupas e sapatos (nossa, nunca vi tanta variedade de botas como na Hohe Strasse), um endereço imperdível é a loja da Lego, onde compram-se as pecinhas a granel ! Como acontece em Londres, nem todos os prédios têm números nas portas. Esta Lego fica em frente ao 55, mais ou menos na Hohe Strasse.
Quem vem para a Europa, e já pensa em mergulhar na H & M, aviso que convém dar antes uma passadinha na C & A. Incrível , não é? Mas a rede holandesa está dando banho na sueca, em matéria de coleção. A fila da caixa ainda é pior, mas os sueteres e calças têm cortes me hores. Bom, pelo menos nesta semana. Nunca se sabe o que vai acontecer nas vitrines do mundo. Que nem o mote da Band News: em 20 minutos tudo pode mudar!