Wednesday, September 30, 2009





Moon Young Hee /dobras e pregas

Tudo curto, complicado à primeira vista, quase sempre em preto e branco. O desfile desta coreana passa a primeira impressão de puro conceito, pouco usável. Acho que depois de acostumar com os volumes repolhudos e o acúmulo de tecidos, dá para imaginar o uso com bases estreitas. Dificilmente, na vida real, alguém sairia de pernas nuas e sapatilhas de dança. É um estudo de modelagens, moulages, dobras e pregueados, misturando listrados e lisos.

A anotar: a variedade de alças torcidas, as lapelas assimétricas e as mangas circulares.



Ficha técnica/ cabelos: Bruno Silvane e Jed Root / makeup: Deedee Dorze, da Calliste / elenco: Dorishka Langhofer

Meias Wolford e sapatilhas Repetto



Gustavo Lins / quimono declinado



A base é um retângulo, como na vestimenta japonesa. A partir daí, Gustavo torce, retorce, torna reversível ou retornável os vestidos e blusas de malha bambu. Um belo trabalho de modelagem, de uma simplicidade elaborada com toque de mestre. Jeans prateado, tecido de papel japones, sapatos com saltos de porcelana alemã. Em 20 anos de moda em Paris, fica a impressão que aos poucos o único brasileiro credenciado para a alta-costura atualmente, vai avançando, construindo um bom nome profissional.

Ele não desfila na semana de prêt-à-porter, só na alta-costura. Recebe imprensa no show-room na rue Vieille du Temple, no Marais.


Ficha técnica: Gustavo trabalha com equipe de sete pessoas, que transitam do técnico ao artístico como ele.



A modelo das fotos foi a Paloma Dreher, gaúcha de Porto Alegre, 22 anos, desde os 16 morando em Londres. Vai duas vezes por ano ao Brasil, para ver a família. Mas se diverte com os muitos amigos que fez pelo mundo.
Fotos Ines Rozario

Sunday, September 27, 2009

Compensando o atraso






Vitrine da Jacobi, em Colônia / Alemanha


Graças a uma eventual falta de conexão, depois do vôo de 11 horas para Paris, atrasei o comentário sobre a primeira noite da semana de moda do Shopping Tijuca. Mas ainda é tempo, já que as vitrines começam a mostrar agora o que foi visto na passarela, em produção do Anderson Vescah.
Antes do desfile, ganhei uma homenagem pelos serviços prestados à moda, imaginem! Raul Barbosa, diretor de marketing do shopping (e da rede, que inclui shoppings no Espirito Santo e em breve no Maranhão), organizou um desfile de marcas-ícones como Osklen, Mara Mac, Santa Ephigênia, e nomes importantes como Carlos Tufvesson (autor do vestido preto da foto) e André Camacho, até a entrega de uma placa igual aos meus caderninhos, com canetinha, em prata, criada pelo Bernardo Palatnik, um talento novo no design de jóias.


div>Outro novo me deu um susto: de repente, ao meu lado, passa um cara de cabelos longos, óculos de aro fino, jeans e casaco de farda. “Nossa, um Simon Azulay!”, pensei. Ou melhor, comecei a pensar, porque logo me apresentaram ao Tomas, exatamente o filho do querido Simon! Igual ao pai, e está criando estampas maravilhosas para a Lix. Adorei ver o Tomas, lindão.



Tomas Azulay e Carla Roberto, no setor vip do shopping Tijuca
Lá estava também a Rosane Goffman, que pretende começar uma campanha. “É pela democratização da moda, para vestir as gordinhas, que não acham nada interessante no comércio. Estou começando, juntamente com a Teresinha Ferreira, que faz acessórios lindos, a procurar parcerias para confeccionar coleções”. Ana Paula, da Xsite e a Giselle, da Enjoy, estavam a postos para conferir seus tempos de passarela. E foram muito bem, mostraram que são marcas em ascensão no panorama da moda do Rio. Melhor, do Brasil, porque a Enjoy já se espalha pelo Brasil. Os sapatos e bolsas da Santa lolla foram acompanhados por belos vestidos drapeados da World Griff, em preto, cinza e bege. Uma mudança marcante para este tipo de marca que sempre apostou mais em modelos bordados, gênero madrinha-de-casamento. No dia seguinte, ou melhor, na noite seguinte, embarque para Paris. Troquei a Air France pela TAM, questão de preço imbativel e um horário mais dentro da falta de tempo. Até seis da tarde ainda não tinha acabado de fazer as malas, e pretendia sair para o aeroporto às sete! De Paris, para Colônia, na Alemanha. Por que Colônia, e não Berlim ou Copenhague, cidades mais hypadas? Porque antes de enfrentar a maratona de desfiles é bom sair do circuito de lançamentos. Pelo menos, era o que eu planejava, só que Colônia é um dos maiores polos comerciais do mundo. Impossível não sacar que a Europa terá um inverno em roxos e violetas, rosados e vermelhos, sem abrir mão do preto e cinza, claro. Resultado: o radar da moda não pára, as saídas noturnas para fotografar vitrines foram retomadas.
Muita cor em detalhes, também na moda masculina, na Pohland (Colônia)

Outros detalhes: muito xadrez, muito tricô, pouca alfaiataria. Jeans escuro, com bigodes, cortes estreitos, amassados quebradiços, lindos.

À direita, jeans escuros e ajustados na New York (Colônia)

Além da moda – isto é, trabalho -, um show oportunista, porém sincero, o Thriller, que conta a história do Michael Jackson através das músicas e coreografias, na Arena de Colônia, em turnê pelo mundo. Muito bom, vale cada centavo dos 70 euros do ingresso. A platéia dança, bate palmas, grita quando o ator faz o moonwalk, o figurino é bom. Principalmente no quadro com peças da Adidas, cada tênis ótimo. Um espetáculo produzido por ingleses, com cantores e dançarinos que se revezam nos quadros. Dois deles trabalharam com o próprio Michael, um californiano dança igual ao mito pop. Mas é bem mais fortinho do que o esguio MJ.
E também sem falar em roupas e sapatos (nossa, nunca vi tanta variedade de botas como na Hohe Strasse), um endereço imperdível é a loja da Lego, onde compram-se as pecinhas a granel ! Como acontece em Londres, nem todos os prédios têm números nas portas. Esta Lego fica em frente ao 55, mais ou menos na Hohe Strasse.
Quem vem para a Europa, e já pensa em mergulhar na H & M, aviso que convém dar antes uma passadinha na C & A. Incrível , não é? Mas a rede holandesa está dando banho na sueca, em matéria de coleção. A fila da caixa ainda é pior, mas os sueteres e calças têm cortes me hores. Bom, pelo menos nesta semana. Nunca se sabe o que vai acontecer nas vitrines do mundo. Que nem o mote da Band News: em 20 minutos tudo pode mudar!

Thursday, September 17, 2009

Dia de feira!




Uma boa referência, esta das feiras-livres! Aquele monte de barracas vendendo frutas, flore e peixes é a cara do Rio. A moda que rendeu também tem um sabor especial.

Na Maria Bonita, a equipe da Daniela Jensen fez bonito com o uso de tecidos tramados, iguais aos das sacolas de compras, em preto e branco ou coloridas. São produtos feitos nos teares das moças da Cooperativa de Tecelagem Manual Nós da Trama, com fios de ráfia e linho. Uma peça leva até dois dias para ser produzida. Tem vestidos, bermudas, calças. E bolsas, naturalmente.











A Farm também passou pela feira, juntou com estampas de chita, camisetas com o Zé Carioca, um mix divertido coerente com o look book que veio junto com uma sacola cheia de bananas, tangerinas, temperos, uma delícia de idéia.


E estas gracinhas de rasteiras da Imporium, com frutas nas tiras? Com um preço de fim de feira, ótimo: R$ 49,90.

Aí, freguesa! Só não vale pendurar melancia no pescoço!

Vejam mais em http://cinderelapunk.blogspot.com


E em www.farmrio.com.br/adoro


O que é feira no Rio: tem duas rotinas que funcionam sei lá como aqui nesta cidade doida. A primeira é a inversão de mão no trânsito nas praias da zona sul, de segunda sexta-feira, das 7 às 10 da manhã, para facilitar a ida para o Centro da cidade. A segunda, é a feira-livre. Um caos organizado, que começa a ser montado lá pelas 3 de manhã, tem de tudo, desde peixes de todos os tamanhos até biscoitinhos a granel, flores, coador de pano para café, bacias, roupas, e claro, frutas e verduras, batatas, peneiras, tudo. Às 15h a mesma rua está limpa e lavada. Com um certo cheiro de peixe, mas limpa.

Cada bairro tem seu dia de feira, sempre no mesmo trecho de rua.



Outra feira: esta é chic, de alto-verão

Até dia 18, sexta-feira, as coleções de alto-verão estão em lançamento em vários hotéis na zona sul do Rio.

O Hotel Ipanema Plaza é uma espécie de base do evento. Quem está lá: Victor Dzenk, Claudia Simões, Maria Filó, Enjoy.

No Ipanema Tower (rua Prudente de Moraes 1008- Nível P): Cavendish;

Hotel Everest Rio (rua Prudente de Moraes 1117 – Salão Leme): Mary Zaide;

Pestana Atlântica Hotel (Av. Atlântica 2964 – Salão São Pedro da Aldeia): Mara Mac

A Osklen está na rua Prudente de Moraes 1102

Friday, September 11, 2009



Olha aí, um outro bazar. O Top Fashion está gigante, no Jockey Clube da Gávea. Este outro é o Bazax, de uma multimarcas off, de marcas cult. Até dia 26 de setembro, com sorte (sempre tem os bodes com tamanhos, estoques, afinal, trata-se de bazar), pode-se encontrar vestidos, botas e jeans por R$ 70 (a partir de) e camisetas, shorts e bermudas desde R$ 40.
As marcas cult são, por exemplo: Carina Duek, Coven, Francesac Giobbi, Juliana Jabor, lunetterie, Muggia, Neon, Paula Ferber, Patricia Vieira, Pl Bis, Tessuti, Têca, Valen, Via Flores, Virzi.
Bazax: rua Redentor, 150 ap. 102 / tel. (21) 3624-1005

Thursday, September 10, 2009

Vitoria Moda Show, daqui


Um evento bem acabado, pronto para divulgar a moda feita no Espirito Santo. Daqui, nota-se que o estado tem tudo para se firmar como um bom polo lançador de estilo. Até agora, a moda capixaba era tímida, sem muita certeza se pode competir com o barulho feito pelo Rio e São Paulo. Pode, desde que assuma isto. Esta segunda edição do Vitoria Moda Show demonstra que há indústria e produção, fatores quase em extinção nas cidades-líderes brasileiras. Já é um ponto de vantagem. É necessário tratar da outra ponta, a divulgação, a comunicação. Outro ponto, já que o evento funciona muito bem.
Quanto ao meio, à moda propriamente dita, a partir do momento em que se comparar com o que é feito no país - e no mundo, por que não? -, haverá uma identidade mais adaptada às exigências de estilo. Roupas menos decorativas, catálogos menos pretensiosos, resultados mais simples e objetivos, aproveitando o talento dos criadores locais, dentro das previsões e tendências.
Pelo que vi em dois dias, já tem gente cumprindo estes caminhos, apesar de ainda meio escondida. Estamos aqui, para revelar.


Por partes:
Negócios - uma versão do Fashion Business, projeto originalmente criado pela Eloysa Simão para o Fashion Rio, que virou exemplo para todo o país. No equivalente de Vitoria, nota-se a quantidade de jeans nas marcas. Colatina é um polo industrial do setor. O que entra no verão, é o black jeans lavado quase até o branco, ou o azul escuro, sem ser muito raw, pouco confortável. Calças justas, skinny ou largas, soltas, de barra estreita. Algumas um pouco enfeitadas demais, com excesso de detalhes. Destaque para a Konyk, com o corte certo masculino, a Presidium, com os quase-brancos, os largos e estreitos da All Jarreau. Um espaço fofo, o da Surreal, com relógios estilo Salvador Dali. Uma marca de nome engraçado, a Aff! Boas as camisetas de malha da Amabilis, com mangas pregueadas.

Design - Fetiche foi o tema desenvolvido pelos alunos da UVV, Universidade de Vila Velha. Meias com referência na obra de Pollock, bonecas com roupinhas sexy, mais um maiô da Luiza Bonadiman. Uma primeira mostra, com resultados promissores de uma nova geração de designers locais. Só falta a ala de objetos que explorem a verdadeira função do design: a funcionalidade.






Desfiles - camarins e organização por conta da equipe comandada por Silvinha de Souza e Ana Andreazza, da Fashion, garantiram a tranquilidade dos desfiles, ainda que um pouco atrasados pela cerimônia de abertura ou por um probleminha elétrico.
No primeiro dia, o destaque foi para a Fiorucci. A Fiorucci? Sim, a marca italiana volta ao mercado, graças ao Edvaldo Vieira, dono da Lei Básica, que comprou os direitos de produção da Fiorucci para coleções de roupas. Com um desfile coerente com o espírito irreverente famoso da marca que no Brasil já pertenceu a Glorinha Kalil, a Fiorucci, mesmo que fosse a única competente do evento, já justificaria a vinda a Vitória.




A Amabilis também tem seu encanto, apesar do desfile um pouco longo. A idéia de mostrar uma dupla de modelos com maiôs conceituais - um deles com laço, o outro com botões, definiu os caminhos da coleção, dividida entre a alfaiataria e os vestidos de cote mais leve, com estampa tracejada na diagonal.

E a Cobra d´Água, potência local em matéria de masculino surfista. Bermudas, camisetas, calças casuais formaram a coleção feita para homens e meninos. É roupa masculina, sem invenções e ambiguidades que assustam os consumidores. Esta marca já avançou muito em comunicação, tem visibilidade fora de Vitória.

O Vitoria Moda Show pode deixar orgulhosos seus patrocinadores e organizadores, tem o apoio e o prestígio do governo, prefeitos dos principais polos de moda (Colatina, Vila Velha e Gloria). Pessoalmente, lembro da colega repórter Betty Feliz contando da curadoria que prestaria ao evento, e fico feliz de ver o resultado. Betty sabe o que deve ser feito, pela experiência de frequentar muitos eventos pelo país. Sem falar que é assídua em Liverpool, nos festivais de Beatles que acontecem por lá

Tuesday, September 08, 2009

Vitoria Moda Show vem com desfiles, palestras e design

De 9 a 11 de setembro (isto é, quarta, quinta e sexta-feira) é a vez de Vitória mostrar sua moda, no Vitoria Moda Show. Nesta segunda edição, além dos desfiles, palestras e espaço de negócios, o Centro de Convenções recebe um salão do Design. E ainda comemora a redução da alíquota do ICMS, de 7% para 5%, o que deve beneficiar cerca de mil e quinhetas empresas do setor de vestuário do Espírito Santo.
O espaço Business vai reunir 35 expositores prontos para os encontros com compradores e as oficinas temáticas.
Vão mostrar suas coleções: Ilicito, Ponto Fixo, Exatta, Donna Linda, Amabilis, AFF Jeans, Bebê a Cores, Ioli, Cherne, Surreal, Rotta Club, Sinal Verde, All Jarreau, Ravely, Cobra D’agua, Presidium, Missbella, Lei Básica, Fiest, Konyk, Vidativa e Presságio.

Agenda das palestras
9 de setembro
14h30 às 16 horas – Design de moda: linguagem essencial - Ellen Leite - Núcleo de Moda ABIT
10 de setembro
14 às 15h30 - Tendências Inverno 2010 – Iesa Rodrigues
16 às 17h30 – A costura do invisível – Jum Nakao
11 de setembro
14 às 15h30 - Figurino de Moda na TV – Marília Carneiro
16 às 17h30 - O Brasil no Mercado Mundial de Moda – Alfredo Carvalho

Oficinas
10 de setembro
09 às 11 horas – Processo de criação como fundamento ao processo criativo – Rebeca Duarte
14 às 17 horas - A moda e o homem contemporâneo - Lula Rodrigues

11 de setembro
9 às 12 horas – A poesia do design - Mary Figueiredo
14 às 17 horas – Vitrine atual: criatividade e inovação. A estética com estratégia - Luis Travassos

Mas a grande atração sempre fica por conta dos desfiles. Sílvia de Souza assina a direção geral. Ela já está na capital capixaba desde domingo, dando os aprontos finais nas apresentações.

9 de setembro
17h30 – Fiorucci
19 horas – 1º Coletivo - Sebrae
20h30 – Cobra D’água

10 de setembro
17h30 – UVV
19 horas – Konyk
20h30 – Missbella

11 de setembro
17h30 – 2º Coletivo - Sebrae
19 horas – All Jarreau
20h30 – Lei Básica

O VMS tem o Patrocínio do Governo do Estado – Secretaria de Desenvolvimento (Sedes), Sesi, Senai, Sebrae, UVV, Prefeitura Municipal de Vitória, através da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), Prefeitura Municipal de Colatina, Prefeitura Municipal de Vila Velha.
Apoios: Texbrasil, Abit e Apex
Um Projeto: Premium Marketing Promocional, liderado pela jornalista Beth Feliz


Intervalo / que semana animada, esta! Hoje, terça-feira, O Boticário lançou a maquilagem de verão no Jockey Clube, no Rio / vai ser oficialmente lançado o Rio à Porter, versão de rodada de negócios que deve se realizar junto com o Fashion Rio / em janeiro também teremos a estréia do salão Premiere Vision no Brasil / e no domingo, abre a Hermès em São Paulo / e a fila do Bradesco na Gávea quase saía pela rua Marques de São Vicente. O pessoal gastou tudo no feriado!

Friday, September 04, 2009

Heroísmo masculino

livro mario queiroz
Outro livro para o acervo de quem curte moda: O Herói desmascarado – a imagem do homem na mídia”, assinado pelo estilista Mario Queiroz. Mario, um dos mais eficientes profissionais da moda masculina brasileira, fez este estudo dos editoriais da revista inglesa Arena Homme Plus, como trabalho de mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC – SP.

Segundo as fotos dos ensaios da revista, Mario estuda o heroísmo do homem contemporâneo, que enfrenta as cobranças do dia-a-dia. Desde o militar até o chefe de família, todos estão comentados e retratados na revista e no texto do livro.

Para quem não conhece, Mario Queiroz saiu de Niterói para lançar coleções em São Paulo, com a marca exclusivamente masculina. O detalhe é que seus desfiles mostram roupas inovadoras, em tecidos diferentes, vestidos por um elenco de primeira, e tudo é viável como moda. E moda masculina, assunto sempre difícil, porque contentar os senhores também é tarefa heróica.

Mario Queiroz é professor na Universidade Anhembi Morumbi, assina coleções de jóias masculinas para a Rommanel, tricôs para a Zanatta e underwear com, a marca catarinense Just for Man. Quase um Karl Lagerfeld da moda brasileira.

Das coleções, destaco as linhas de paletós em tecidos tramados que lembram os tweeds, os casacos para os viajantes, as camisas-túnicas, as calças estreitas ou as mais conservadoras. Tudo com acessórios também interessantes.

O “Herói desmascarado” não é leitura fácil e fagueira. Colocaria na estante de pesquisas e consultas, o que dá ao trabalho um cunho de reflexão sobre um momento de moda e comportamento do homem, com a autoridade de quem cria roupas com base em muito estudo.

“O Herói Desmascarado – a imagem do Homem na Moda” tem 151 páginas e custa R$ 35. Uma edição da Estação das Letras e Cores (11) 4191-8183.