Friday, July 31, 2009

Rei do conceitual adere ao jeans







Quem resiste a um bom contrato de trabalho? Nem o Hussein Chalayan, um dos estilistas mais intelectuais e conceituais da moda contemporânea. Nesta semana, ele lançou a primeira capsule collection, pequena linha de jeans feita para a J Brand, uma das marcas favoritas das Kates Mosses da vida. Não foi um festão cheio de celebridades, foi mais um jantar íntimo, no Hotel Griffou, em Nova York.
Para quem não sabe, o Hotel Griffou (21 West 9th St, no Village / New York) não tem quartos nem lobby, porque se trata de mais um restaurante recém-inaugurado em Manhattan, frequentado por people como Jennifer lopez e leonardo diCaprio. A noite foi organizada por Sally Singer, da editoria de moda da Vogue América e Julie Gilhart, vice-presidente da Barney’s.

Voltando ao Hussein, oriundo de família turca, da ilha de Chipre, que já apresentou modelos cobertas com roupas que ficaram enterradas um tempo, ou com trajes que começavam como chapéus e viravam longos luminosos, graças aos quais é conhecido como líder da moda de vanguarda. Por duas vezes ganhou o título de designer britânico do ano e atualmente é diretor de criação da ala fashion da Puma.
Chalayan é famoso pelo uso de novos materiais e tecnologias, pela modelagem e pelos conceitos racionais de moda

A coleção
Os jeans são leggings, de tão colados nas pernas. São três temas básicos: o Beau, estilo Boyfriend, de corte mais reto; o Legging, longa e skinny, com detalhe lateral na barra e o Circuit, de calça mais curta, estreita, em um índigo tão lavado, que o jeans é quase irreconhecível

Conclusões
O objetivo de todo estilista, é ser profissional, ganhar dinheiro com sua arte. A evolução normal inclui chamar a atenção por um trabalho diferente, conceitual, depois traduzir suas novas idéias para um estilo mais comercial, que vai ser pendurado nos cabides das consumidoras

Esta associação de um criador famoso e uma marca cobiçada indica que a skinny continua muito forte. Porque veste bem, rejuvenesce e afina. Tão fácil de compor um look quanto o legging, uma das peças mais democráticas da moda contemporânea. Sabendo complementar, todo mundo fica bem



Convidadas usando o novo jeans de Hussein Chalayan, com tops de chiffon e seda e saltos altos. Vamos combinar, que é o jeito carioca de usar jeans skinny, faz tempo



Hussein Chalayan, Susie Crippen (da J Brand) e Kanye West, astro do hip hop





A típica foto de evento comercial, com o Chalayan junto da Julie Gilhart (vice-presidente da Barney’s), Susie Crippen (da J Brand), Sally Singer (da Vogue Americas, com vestido de cetim turquesa da coleção deste verão) e Jeff Rudes (também da J Brand)



O novo glamour do povo do hip hop, em Kanye West e Amber Rose, no jantar do Hote
l Griffou





Thursday, July 30, 2009

Bela Baixada

Muito bom saber de algumas notícias meio alternativas. Pelo menos eu, adoro saber de onde vêm os produtos, onde ficam as fábricas, se posso visitar, para ver o making of. Vale tudo, desde a oficina de consertos de bolsas da Vuitton, em Asnières até produção de moda praia em Cabo Frio. A última novidade é que existe um pólo de beleza em São João de Meriti, aqui mesmo, na Baixada Fluminense. Boa notícia em vários sentidos, porque são marcas poderosas, de distribuição nacional, cerca de uma dezena que se concentram na região.
Como fiquei sabendo? Claro que tinha que vir alguém de fora para revelar: a Nouvelle, original da Itália, com ramificações em Paris e Nova York, trouxe a tecnologia para o Brasil, e se instalou em São João de Meriti. Adaptou a linha aos nossos gostos e necessidades capilares - ou vocês acham que as francesas, com aqueles cabelos ralinhos, precisam de moderador de volume ou disciplinador de cachos? - e está lançando produtos para várias faixas de preços, o que também é muito bom.
Por enquanto, a Nouvelle está nas farmácias e drogarias. Em breve, vai para as lojas de departamentos.
Mas não é sempre assim? Um amigo holandes conhece Foz do Iguaçu, Manaus, Parintins; uma francesa nos conta maravilhas de Canoa Quebrada e outras vizinhanças do Nordeste. Sem falar em Natal, Maceió, onde os viajantes estrangeiros vão tanto, que motivam inaugurações de resorts chiquerrimos. Tem que vir alguém de fora para nos contar, de tão pouco que conhecemos deste país grandão.
A Nouvelle chegou e contou que a Baixada virou centro de beleza.

Sunday, July 26, 2009

A vez da Colombia


Modelo de Trista, marca mexicana que trocou a passarela de Madri por Medellin


Depois de Hong Kong, é a vez da Colombia mostrar o seu valor...de moda. Estes eventos funcionam como um aquecimento para o circuito lançador que inclui Nova York, Milão, Londres e Paris. E também para revelar gente nova, capaz de assumir postos de criação nos grandes centros de marcas.
A Colombiamoda 2009, produzida pela InexModa, combina salão de moda, decoração (home collection) e semana de desfiles, e se realiza nesta semana até dia 30, em Medellín, a uma hora de vôo de Bogotá.

A importância do evento é grande, por duas razões básicas:
Primeiro, porque compete com as semanas brasileiras do Rio e São Paulo, pelo posto de maior evento de moda da América Latina. Para ganhar, a Colombiamoda tem que comprovar que aposta em moda conceitual e tendências, não apenas no sucesso comercial ou no volume de expositores – cerca de 450 nesta edição. A diferença é mínima, mas existe. Apesar de mesmo Paris, cidade considerada a número 1 em conceito de moda, andar combinando nos mesmos espaços (no subsolo do Museu do Louvre), a feira Tranoï e os desfiles.
Segundo, porque Colombiamoda compete também, cada vez mais perto, com a SIMM, de Madri. Pela segunda vez o grupo LAF (Latin America Fashion), um dos pontos fortes da feira espanhola, desfila em Medellin. A turminha de vanguarda se bandeou para a Colombia.


O argentino Pablo Ramirez também vai desfilar no Colombiamoda

Quem desfila
Neste LAF serão vistas as coleções de: Pablo Ramirez, mestre de estilo elegante e inovador (Argentina), Julia e Renata (México); Trista, outra marca excelente, colorida, que capricha nos looks – atenção aos sapatos, bijus, cintos (México); Lina Cantillo (Colombia); Camilo Alvarez (Colombia); Andrea Llosa (Peru); Nicole Jimenez (República Dominicana); Carlos Campos (Guatemala); Martin Churba (Argentina) e Maria Cornejo (Chile) – estes dois ainda não haviam confirmado a participação.

Estilo de Julia e Renata, ainda no evento de Madri

Estilistas nacionais também vão ocupar as passarelas nos 25 desfiles previstos para os três dias, com o mineiro Ronaldo Fraga como convidado especial.
Vamos ver o que a Colombia preparou para nos surpreender e demonstrar que está no páreo para ser o maior evento da América Latina.

Wednesday, July 22, 2009

leitura de moda




Estou lendo: “Por dentro da moda – definições e experiências”, da Dinah Bueno Pezzolo, que saiu pela editora Senac São Paulo e conta histórias da moda desde a invenção da máquina de costura, que ajudou a disseminar este nosso fenômeno favorito, até o dia-a-dia de uma cobertura internacional.
Dinah foi uma das companheiras de semanas de moda, batalhando para entrar nos desfiles superlotados nos anos 90, enfrentando mal-entendidos no credenciamento – como a repórter free-lancer que recebia os convites internacionais no seu lugar. Fiquei solidária ao ler que ela também ficou do lado de fora de um desfile do Kenzo, de entrada infernal, mesmo para quem tinha convite com lugar marcado. Nem fiquei sabendo na hora, tal era a confusão. Algumas vezes voltamos no mesmo vôo, nos cumprimentamos e ficou por aí o papo, porque as duas estavam arrasadas de cansaço depois de uma destas semanas doidas.

Um dos capítulos do livro é dedicado a uma autoentrevista, em que Dinah responde a perguntas freqüentes. Um exemplo:
Como deve acontecer a formação do jornalista de moda?

R.: Jornalistas interessados em atuar em moda deverão cursar uma boa faculdade específica. Hoje existem mais de 30 delas e cerca de 250 cursos de nível superior voltados a esta áera. Mas diploma não é tudo. É preciso ter em mente que o mercado é restrito e extremamente competitivo, portanto é natural que os mais capacitados se destaquem. Além de gostar de moda, é importante cultivar o hábito da leitura e da pesquisa. Infelizmente existem poucas publicações nessa área em português.

Ok, concordo, apesar de atualmente o diploma de comunicação estar em vias de ser dispensado. E apenas um curso de moda não ajuda ninguém a escrever direito.
Em compensação, discordo desta resposta:


O que podemos dizer sobre a moda brasileira nos últimos anos?

No Brasil, ainda não existe uma cultura de moda. Não temos tradição se comparados aos países europeus, por exemplo (a França em especial). O primeiro passo para tratar a moda com seriedade se deu em julho de 1996, com a primeira edição da semana de moda, o Morumbi Fashion, com desfiles de 50 minutos e nenhuma estrutura. Hoje, sob o nome de São Paulo Fashion Week (SPFW), o evento é realizado no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, com a presença da imprensa brasileira e representantes estrangeiros. O SPFW organizou o mercado de trabalho e hoje faz parte do calendário mundial. O Brasil caminha a passos largos, mas ainda há muito a trilhar.
De 1996 a 2008 são apenas 12 anos, isso não significa nada no mundo da moda. Antes, não havia seriedade na moda brasileira, tampouco interesse do público. Tudo era cópia, e as diferenças entre as estações do ano européias era um agravante.

Bem, colega Dinah: e o Fashion Rio, que no princípio se chamava Semana de Estilo Leslie, que começou em 1992? Era exatamente o mesmo formato de São Paulo, que só começou em 96, quatro anos mais tarde. A estrutura paulistana era pouca, mas existia com bastante dignidade. E 12 anos podem significar muito, no mundo da moda. Basta ver o sucesso alucinado da rede sueca H & M, que depois que entrou na fast fashion (a marca existe há umas quatro décadas), virou referência de consumo.

Enfim, são opiniões próprias e respeitáveis. O livro “Por dentro da moda” é uma visão de uma editora que escreve, fotografa e desenha – a maioria das fotos e ilustrações do livro é da Dinah. Obra obrigatória na estante de quem pretende seguir a carreira de jornalista de moda

Thursday, July 16, 2009

Nova praia da Rosa Chá



A Rosa Chá lança a primeira coleção depois que Amir Slama deixou a marca, vendida há dois anos para o grupo Marisol. Sem nomear estilista, a informação traz Elza Soares como inspiração. Diversas fases da carreira e da vida da cantora aparecem nos modelos de maiôs, biquinis e sungas.
É difícil traduzir vidas e obras em moda, coisa que acaba aparecendo mais nos stylings dos desfiles. Uma peruca e uma maquilagem de olhos puxados resolveria a questão. Em todo caso, a Rosa Chá inclui tecidos bem brasileiros, como a chita e a renda guipure, cambraias amassadas. E um amuleto, o alfinete de segurança, que deu sorte para a Elza desde as primeiras apresentações como caloura. Temas mais fáceis de identificar são: futebol, espiritualidade e carnaval.

Na modelagem e no estilo, as calcinhas são mais baixas e retas. Peças lisas têm forros estampados. Na cartela, destaque para verdes, laranja, roxo, amarelo-lima, bege-mulata, branco e azul-carbono.
Como ninguém escapa dos anos 1980, franzidos e drapeados lembram coleções de Gianni Versace, com a justificativa da referência nos anos de punk-rock da cantora. Mais as estampas de rosas, iguais às tatuagens da Elza. E os poás irregulares, fortes como tendências atuais.

Qual a conclusão? O que está na moda? Amarelo-limão (ou lima), poás e círculos, franzidos e drapeados, estampas de rosas, anos 80. A conclusão só pode ser que Elza Soares, além de incrível cantora, é formadora de opinião, sinalizadora de tendências ou trend-setter, como vocês preferirem.

Vamos ver de perto o que a Rosa Chá fez com esta fonte bem brasileira. No Rio, a marca tem lojas no Fashion Mall e no Barrashopping, ainda um pouco tímidas como conceito. Se uma marca pretende ter poder de nome, não pode se restringir a uma fama batalhada pelo seu fundador, ao sucesso nas semanas de moda e ponto. Tem que adequar a produção, ter uma logística de entregas impecável e chegar ao varejo, isto é, pelo menos nas suas lojas (nem sempre é possível interferir nas multimarcas) com o mesmo pique de ambiente, vendedoras, atendimento em geral.


Uma loja que é jóia
Antonio Bernardo, nosso designer-mor de jóias, dono das vitrines mais bonitas do setor, amplia o conceito da sua rede. O próximo endereço, que inaugura no Shopping Leblon, tem o projeto de Dado Castelo Branco, e abre para produtos tão sofisticados quanto as jóias. Prefiro deixar como surpresa os novos ítens, mas adianto que teremos velas perfumadas no estoque.

Sunday, July 12, 2009

Gustavo lins mostrou cores





Quase no mesmo horário desfilava Giorgio Armani, o que esvaziou a apresentação da coleção do Gustavo lins. Mas como sempre há quem vá e documente, temos fotos do que foi uma das seleções mais leves e coloridas do nosso estilista mineiro, que faz parte da agenda da alta-costura parisiense.
Antes de embarcar de volta a Paris, durante uma passagem pelo Brasil, ele antecipou que se inspiraria no quimono. "Apesar de, em certos momentos, ser difícil identificar a referência. Mas ela estará lá, na minha cabeça", comentou.

Com ou sem quimonos, continua a modelagem arquitetônica (afinal, Gustavo é arquiteto de formação), a alfaiataria desenvolvida e o pé no minimalismo. Sem bordados ou excessos, nem uma pluminha sequer, só o rigor das formas e cores de impacto. O vermelho tem o brilho dos tecidos de alta qualidade exigida pelo trabalho de alta costura.

fotos Marina Sprogis

Thursday, July 09, 2009

Jean-Paul Gaultier foi ao cinema


foto Marina Sprogis

Os tempos não estão para muita originalidade e conceitos só para passarela. Até na alta-costura nota-se uma abordagem da moda mais realista. Nem Gaultier, que nos acostumou a apreciar longos fantasiosos, com torre Eiffel bordada, saiu do sério nesta semana. Ele tratou de dar a versão Couture aos seus estilos mais emblemáticos – trench coat, smokings, espartilhos, jardineiras e os ternos andróginos -, e adaptou tudo em uma homenagem ao cinema. Uma questão de styling, dentro da identidade do criador.
A música de abertura dos filmes da MGM, quando o leão aparece rugindo na tela, deu a partida, segundo Marina Sprogis, que estava fotografando. A modelo de trench preto, cabelos desfiados e altos, era a própria Brigitte Bardot. A de franjinha nos cabelos escuros, era uma Louise Brooks. De macaquinho acolchoado, Barbarella; a loura, uma Marilyn Monroe. Uma mistura de personagens e atrizes, ricamente vestidas, mas com roupas de visual quase básico, não fossem os suntuosos casacos de pele e os eventuais paetês dourados. Há também referências a filmes como Querelle - na camiseta de marinheira bordada com pantalona - ou Nasce uma estrela, - com o smoking bordado sobre pernas de fora, como usou Judy Garland no filme.
No colorido, Gaultier manteve a fidelidade ao seu currículo: marrom, cáqui, preto dão bases para pratas e dourados.
De enfant-terrible, famoso por temas favoritos (trench, ternos, androginia, marinheiros, espartilhos) nos anos 1980, Jean-Paul Gaultier incrementou seu estilo em 30 anos de trabalho. Primeiro, ganhou em técnicas de costura, depois de aceito como criador de alta costura pela Câmara Sindical parisiense. Depois, aprimorou o instinto comercial, assinando as requintadas coleções Hermès. Atualmente, JPG domina como poucos o design em couros de todos os tipos e quebra a seriedade das peles e bordados com um toque bem-humorado e o senso de espetáculo na passarela.

Tuesday, July 07, 2009

Dior, muito íntimo



fotos Marina Sprogis

Desfilou hoje, segunda-feira, a coleção de alta-costura Dior. Em clima de Maison mesmo, das antigas, dentro da butique da Avenue Montaigne, pertinho da platéia. Mas oh – que distância dos requintes de outrora! A base da coleção é a lingerie, o sutiã, as rendinhas, os tons de pele. Junto com cores incríveis, com o tom de orquídea, azulões maravilhosos. Na verdade, segundo quem estava lá e admirou de perto, podia ser confundido com um teatro meio bordel. Ou quem sabe, com uma intenção de mostrar uma intimidade que normalmente fica escondida por baixo das roupas assinadas. São propostas sempre dignas de atenção, principalmente se acontecem durante a semana da alta-costura e têm a assinatura do John Galliano.
Nesta semana, o mineiro Gustavo Lins mostra mais uma versão da inspiração nos quimonos. “Nem sempre será reconhecida visualmente, mas eles estarão presentes”, contou o Gustavo durante sua estada no Brasil para os eventos do verão 09/10



Galliano, louro e lindo, de terno e foulard nos agradecimentos

Sunday, July 05, 2009

Festival francês

Celebrando o Ano da França no Brasil, o Sheraton Rio promove um festival com serviço à la carte em três etapas. O cardápio é assinado pelos chefs executivos Rogerio Siqueira do Sheraton Rio e o visitante Alexandre Hughes Valaurie, do Sheraton Buenos Aires.

Entre as sugestões de entrada se destacam: salmão em três texturas, marinado, tártaro, em seguida peixe, cordeiro, pato, vitela ou o filé mignon em crosta de ervas servido com batata au gratin. De sobremesa, é o ravioli de abacaxi e manga com caramelo de mel e rum.

O evento com música ao vivo vai de 8 a 11 de julho (19h30 à meia-noite), no restaurante Mirador.
Preço individual: R$ 89, incluindo 1/2 garrafa de vinho, refrigerante e água.

Dia da Pizza: 10 de julho

Para degustar pizza assada em forno à lenha no Dia da Pizza, ou em qualquer outro dia ou noite, a dica é The Pizza Place, junto a Casa da Cachaça, no Sheraton Rio. Entre outros atrativos, abertos ao público funcionam no hotel o Casarão - Bar, Restaurante e Steakhouse e o Bar Trampolim, na ampla área exterma de lazer com lounge descortinando fabulosa vista panorâmica. Vale conferir!
Reservar é um must.

Sheraton Rio Hotel & Resort
Av. Niemeyer, 121, próximo ao Mirante do Leblon, RJ / Tel.: (21) 2274 1122.


Quem escreve: Anita Bernstein

Thursday, July 02, 2009

Hong Kong sai na frente




Para quem ainda pensa que a China é apenas um grande produtor para a moda européia e americana, aviso: eles não estão brincando. Em menos de 10 anos, ouviremos falar de marcas chinesas. Já há escolas de moda, muitos alunos saem de lá para cursos em Paris e londres, e alguns sinais de afirmação já se notam, a partir de agora.
O primeiro e mais importante, é dar a partida nas coleções de verão. Antes de Nova York, Milão e Paris, Hong Kong mostra as novidades agora, de 6 a 9 de julho. Olhando a agenda, não se descobre nenhum nome ou grife reconhecíveis.
Mas diariamente, nos quatro dias do evento, estão programadas palestras de tendências. Lá estarão as equipes do WGSN, Peclers e Carlin, o que aproxima os criadores locais do que o mundo espera que aconteça na moda daqui a um ou dois anos.
Nos desfiles, a programação inclui a apresentação de estilistas coreanos, e o que se chama Cross Vision, a nova missão dos designers de Hong Kong.
E o mais significativo: um encontro para falar de branding de marcas, a cargo da Associação de Designers de Hong Kong. Sem falar no interesse pela Fast Fashion, que se for bem entendida pelos produtores chineses, vai ser um arraso!



As fotos são de eventos passados, servem como amostra do estilo local.

É um evento que se realiza há mais de 40 anos e ganha nova importância, na medida em que abre possibilidades futuras para a moda. Nomes e pesquisas novas sempre são bem-vindas.
Só há uma pequena dificuldade a ser contornada: a distância. Juntamente com a diferença de fuso horário (atualmente, são 11 horas a mais), as muitas horas de vôo prejudicam o empenho de acompanhar a promissora semana de moda de Hong Kong, que apesar destes detalhes, parece mais atraente do que se acontecesse em Beijing.

Programação

Dia 6, segunda-feira:
11h30: desfile da SCARF (Supreme Corean Artist Fashion Show)
13h45: Cross Vision, desfile da New Mission da Hong Kong New Design Force
15H: seminário da WGSN, com tendências para 2010 e além
17h: desfile lost in Paradise
17h: seminário da Peclers Paris para inverno 2010/2011

Dia 7, terça-feira:
11h30: desfile Day and Night, de Espen Salberg
14h: desfile One love, da Kinji Company
14h30: seminário sobre branding de marcas, da Associação de Designers de Hong Kong
16h: seminário com zoom nas tendências da moda feminina para inverno 2010/11
17h: desfile da School of Continuing & Professional Studies CUHKSCS


Dia 8, quarta-feira

14h30: seminário sobre o modelo da Fast Fashion na Ásia
16h: palestra sobre tendências em acessórios, por Andrea Praet
20h: desfile Cross Vision, parte 2, da New Mission da Hong Kong New Design Force


Dia 9, quinta-feira
Dia dedicado a visitar os expositores do salão