Sunday, January 18, 2009

Osklen, de hoodie

Oskar Metsavaht investe no que dá certo, e forma o DNA da Osklen. Portanto, o inverno será abrigo dos cinzas, pretos e brancos, cores marcantes nas suas vitrines pelo mundo. A peça-base é o hoodie, o blusão com bolso frontal e capuz (hood, em inglês), declinado em cortes e proporções diversas. O bom da coordenação de estilo da Juliana Suassuna, a partir das propostas do Oskar, é que há modelos para quem gosta do slim e para quem adora o oversize. À primeira vista, não é o glamour óbvio, mas é uma moda que tem uma imagem poderosa, meio fora dos padrões. Resumo, é o cool, qualidade indefinida, alvo de cobiças internacionais, que a Osklen significa no mundo da moda. Está cercada por todos os lados, desde o ecologicamente correto, que desenvolve artigos em couro vegetal, até o conceito distante, aquele que se dilui na passarela, mas impregna a coleção. Quem diria, que um hoodie ou um blusão de placas negras pudesse encarnar um sinal de novo Renascimento, uma época de renovação pela arte, ciência e filosofia?

Intervalo / será que vi direito? Não prestei atenção no camarim, mas acho que as pulseiras da Osklen eram de fios telefônicos / ótimos, os óculos cobertos com tricô, da Lunetterie / é muita vendedora: no terceiro trimestre de 2008, a Natura tinha 804 mil consultoras no Brasil e 112 mil no exterior / em vez das tendas no Bryant Park, Valdemar Iódice vai mostrar a coleção no giga show-room de 500m2. Um desfile para imprensa e outro para compradores. Poder!