Monday, January 12, 2009

Lilica, profissional

Tem que reconhecer que a marca premium do grupo Marisol ganhou em profissionalismo com a participação no Fashion Rio. A Lilica Ripilica tem mostrado que evolui direitinho, segue tendiencias e compõe um mercado muito especial, próximo do setor de luxo da moda adulta. Nesta coleção, inspirada por um conto de Machado de Assis, até cristais Swarovski enfeitam barras e botões! Continua um desfile meigo, fofo e todos estes adjetivos delicados. Continua com as menininhas engraçadas, que divertem pela espontaneidade com que desfilam, se achando as Giseles. Uma ou outra se destaca, porque tropeça ou anda de cabeça baixa.
A roupa é xadrez, listrada com cotelê na gabardine, os vestidos têm debruns largos na cintura alta, os casacos são em tricôs, em comprimentos longos ou curtos. Até um pouco do espírito Chanel passa, nos casacos em jacquards. Nos acessórios, destaque para as botas e os allfinetes de segurança com pingentes prata.

Intervalo / Giuliano e Rafaela Donini, donos da Lilica, curtiram o show na fila A, sem serem perturbados / Tambeem, estavam ao lado do Marcos Paskin e da Fabiana Kherlakian, pais da Alicia Prudente, uma das filhas de celebridades que estavam no elenco / a ruivinha Brenda, modelo profissional de nove anos, da agência Desirê, tira de letra a sessão de escova e maquilagem. Já é a terceira vez que desfila para a Lilica / a Débora Borges, da equipe de estilo, volta amanhã para Jaraguá (Santa Catarina) e logo embarca para a China, onde vai pesquisar e produzir novidades para o próximo verão / sessão ninguém merece: as pedrinhas do caminho que leva das salas de imprensa até as tendas de desfiles. E as águas que teimam em sair das tendas, no caminho até a sala Ipanema. Tem que ir de tênis, não dá para ir de rasteira e sujar os pés

Santa Ephigênia, africana
O Luciano Canale me enganou bonito. Quando vi o convite, com africanas vestindo saias longas e turbantes, pensei que vinha mais uma interpretação em estampas e algodões. Qual! O Luciano fez um desfile sóbrio, elegante, quase clássico, um sobrevôo de África como leu, impressionado, no livro África Fantasma, de Michel Leiris. São vestidos estreitos, com volumes nos decotes, calças pregueadas e com punhos, formas em Y, secas e tecidos diferentes. Ou texturas, melhor dizendo, já que os couros são peles de peixes, em vestidos e sapatos; os bordados trocam os paetês pelas conchinhas e madrepérolas. O colorido fica em torno dos arenosos, dos cinzas e beges, com relances de verde-lima e azul-bebê. Nas cabeças, chapéus de penas e couros da Muggia. Outro acessório, o colar, foi tratado como peças tribais, em acrílico. Nos braços, dezenas (dezenas é exagero meu, claro) de braceletes também em acrílico. Looks muito bonitos.

Intervalo / estou eu, anotando o que o Luciano falava no camarim. Quando me pego escrevendo “pára, é para fora! Olha a foto!”. Era o Luciano gritando para a modelo do outro lado do camarim, orientando como vestir uma roupa. Tivemos que rir, claro / ele não revela a autoria dos colares, a resposta é sempre “um fornecedor nosso”, para várias pessoas que perguntavam / é sempre um privilégio ver estas cenas, de bastidores. De perto, na luz fria e sem graça do camarim, a coleção estava linda / uma história de Fashion Business, da Maria Florista, que confeccionou as flores de brinde do pólo sul fluminense. É a Maria Aparecida Ribeiro, que aprendeu com a mãe esta arte. E a mãe, por sua vez , aprendeu quando se teve um acidente de carro, perdeu a visão de um olho, ficou hospitalizada e outra senhora, na cama ao lado, que fazia flores, ensinou as técnicas. Aparecida, agora com 68 anos, mora em Barra Mansa, criou cinco filhos, três deles com curso superior. Há dois anos descobriu que tinha um câncer no pescoço, e sua fisioterapia de braço foi martelar e moldar as flores. Recuperada, continua a fazer suas lindas flores.

Walter Rodrigues, de terninho
Outra visão discreta, elegante e sóbria do inverno. O pretexto de seguir uma contradição de masculino/feminino produziu vestidos femininos, feitos em tecidos masculinos, como a casemira. A tecelagem Texprima lançou a new casimira mescla, o microchiffon, o berkeley densyty, tecidos que viraram vestidos com lapelas, terninhos com flores douradas aplicadas nos ombros e modelos com repuxados de um lado, lindos. Grazi Massafera abriu e fechou, e a pele branca da loura realçou o destaque da coleção, as segundas-peles com estampas de tatuagem, reeditadas de outros invernos, agora com estampa digital.
Viviane Orth usou longo preto com lapelas, Marta Antônia valorizou o vestido em guipure com aplicacão de cristais multicoloridos e barra de plumas.

Intervalo / os sapatos desenvolvidos pela PUC do Rio Grande do Sul podiam ter ficado para a coleção de verão / na saída, Rosamaria Murtinho me acompanhou até o lounge do JB, e mostrou sua bolsa Chanel 2.55 marinho, lindinha. Rosamaria está de cabelos naturalmente encaracolados, quase sem maquilagem, ‘ah, não estou gravando nem trabalhando em nada agora, posso dar um tempo nas escovas”, comentou. E ficou mais jovem, assim / outra que está igual, lindona, é a Magda Cotrofe

2 comments:

lucianacony said...

Bom dia,

Só para acertar: O nome da agência é Desir e não Desirê.
Realmente as meninas foram muito fofas, mas não acho que estavam se sentindo como a Gisele, até porque, como a minha filha de 5 anos que desfilou também (e muito bem por sinal), ainda não se liga neste tipo de referência. Só sabe pq falam para ela. Na minha humilde opinião, elas desfilam do jeito delas mesmo, cada qual com o seu estilo. Abraços

freefun0616 said...

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