Thursday, November 13, 2008

Antes tarde...





Por algum motivo tecnológico (a falha de conexão da Rio Orla, um pique na tomada barroca que descolei ao lado da sala de imprensa, uma desconectada no meu modem Tim), o comentário sobre a Cia. Marítima deixou de ser postado. Por um lado, até foi bom, porque deu para sacar como a grife tem adeptos, pelo menos entre os leitores deste site, porque recebi muitas reclamações.
Desculpem, e leiam hoje, quase uma semana depois.




Cia. Marítima, de túnica

fotos Ines Rozario

Mariana Adans e Patrizia Simonelli fazem o estilo, Benny Rosset lidera a Cia. Marítima. Vamos para o desfile sabendo que será mais uma marcha de tops louras e lindas, mecanicamente vestindo várias peças cada uma. Não pensem que hesito em ir, sentar em qualquer fila – outra característica da Cia, não estar nem aí para a imprensa de outros estados, fora de Sampa -, porque como a marca é ligada a um poderoso grupo têxtil, especializado em Lycra e arredores, há sempre uma inovação tecnológica incluída. Desta vez, é a malha Innovation, os fios tintos e os tecidos eco-tecnológicos, além do louvável fato da Rosset não usar água potável para fins industriais e ter conseguido reduzir a emissão de gases carbônicos e sulfurosos. Só isso, já obriga a admirar o trabalho da marca.
Só que desta vez – ó surpresa! -, em meio à marcha de tops como Fernanda Tavares, Geanne Albertoni e Isabeli Fontana, ao som de Roberto Carlos (gostei, é diferente) e na cenografia em preto da Daniela Thomas e do Felipe Tassara, surgiram túnicas e minivestidos em renda tecnológica, tipo guipure. Curtas, longas, brancas ou pretas, foram destaques cobiçáveis para os dias de sol ou as noites de festa.

Ah, em matéria de biquínis e maiôs, há correntes nas laterais dos biquínis, combinando com as pulseiras de prata do Guerrreiro, repetem-se as boas estampas estilo Pucci (por que não repetir, se são boas?) e bizarros biquínis de renda branca. Ainda estou acho que estes seriam melhores como lingerie. Agora, viram prévias da migração da calcinha e sutiã para o beachwear, estilo que deve pegar em uns três anos.
Foi um dos melhores desfiles da Companhia do Benny. E dos menos pretensiosos da carreira da marca. Os ares do Rio, a maresia do posto seis, sei lá, algo assim, fizeram bem.

Intervalo / assediado pelos fotógrafos e repórteres, na platéia, o lindão Murilo Rosa, marido da Fernanda Tavares / Benny, atenção a um detalhinho que cresce na luz da passarela. Algo está errado quando uma modelo passa o tempo todo segurando o maiô na passarela, para o decote não cair. Preferível retirar esta peça (não a modelo) da apresentação. Não me refiro à modeo que está de biquíni, na foto desta coluna / mais uma vez, muitos chapéus panamá entre os convidados e na equipe de apoio. Uma repórter perguntou à Betty Lago se era um chapéu de palha. Betty, que há anos enfeita e protege a cabeça com este tipo de acessório, respondeu, quase ofendida, “palha? o que é isso, menina? É panamá, feito à mão!” / O estilista Gustavo Lins, mineiro residente em Paris, estava adorando as férias no Rio e estar no Rio Summer. Mas confessou-se um pouco decepcionado com as coleções. Apesar de não ter visto todos os desfiles, até a tarde de sábado destacava apenas a Salinas e a Iódice. Ele quer mostrar sua moda no Brasil. O que já vi, vale a pena ver. É um dos precursores do Novo Minimalismo que voltou à moda internacional / E a Claro, que quase não aproveitou o fato de ser a patrocinadora do título do evento?