Thursday, January 31, 2008



Carnaval

Esta Carmen Miranda é estilizada pela A Modista, de São Paulo. Mas o ateliê fecha no Carnaval



Make: as sombras Color Dose Yeux, da Lancôme são cremosas, mas não escorrem. São à prova d’água (e suor), têm cores ótimas para olhos coloridos no Carnaval e vão continuar na moda depois. Custam R$ 73 na Polimaia (Barrashopping)
.
Em Salvador: as estampas de penas de pavão vistas na coleção do Victor Dzenk, no desfile no Copa, serão vestidas por Preta Gil (que estava na platéia do desfile) no Expresso 2222, trio elétrico do Gilberto Gil (o ministro que veste Prada), no domingo.
A malharia paulista Dalutex desenvolveu as estampas para o mineiro Dzenk se exibir na baiana Preta. Moda é assim, uma Babilônia

Saldos

Imperdível, o bazar da Q-Vizu, da Renata e do Alan Grimberg. As camisetas bem-humoradas, com frases divertidas, entram em saldo de 14 a 17 de fevereiro, com preços de R$ 19 a R$ 49 (Rio Sul, Barrashopping e Ipanema 2000)


Umas graças, as vitrines de saldos da Checklist e da Eclectic.

Para quem curte roupa de qualidade para academia e praia, vale aproveitar os descontos da Track & Field. Uma peça tem desconto de 10%; duas, 15%, e assim cresce o abatimento, até chegar a sete ou mais peças, que rendem um desconto de 40%. Bom, né?


Em Paris
Mais um endereço para conferir, no circuito parisiense. É a designer de jóias Deborah Bressan, que mal abriu um espaço em Ipanema, já se instalou no ponto quente de Paris, no premier arrondissement, onde fica o Louvre, a Colette, a Comédie, o Carlos Miele...Vamos ver a Deborah, no 8, rue Saint Florentin
Quem não pretende viajar agora, pode ver as jóias da Deborah na rua Visconde de Pirajá, 547, em Ipanema



ViSITE:
Vá no www.guccilovesny.com, para ver como é a nova flagship da marca na Quinta Avenida, em Nova York, saber os endereços favoritos dos estilistas Frida Giannini e Mark Lee, até postar uma foto em frente a algum destes points citados. As melhores fotos ganham uma bolsa Gucci loves NY, edição limitada.

Agenda
O Dragão Fashion Brasil já anuncia sua data: será de 31 de março a 5 de abril, com intensa programação reunindo moda, artes plásticas e cinema, no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza
Quatro salas de desfiles, lounges de empresas, galeria de arte e praça de alimentação com sete ambientes vão marcar os nove anos de DFB. A Santana Textil e a C & A são os patrocinadores

Ainda não conheço o Dragão, mas gosto dos trabalhos de Mark Greiner e do Efrain Almeida, que vi em eventos da Santana Têxtil.
O lançamento do Dragão 2008 será no dia 12 de fevereiro, no espaço Mariana Furlani Arte Contemporânea (Rua Canuto de Aguiar, 1401, Meireles – Fortaleza (CE)
Informações: + 55 (85) 3261.3656

Peninha
Alexandre, um dos cabeleireiros mais famosos do mundo, autor de coques incríveis nas cabeças de Grace Kelly e a franja de Cleópatra de Elizabeth Taylor, que se transformou em empresário, assinou coleções de pentes e prendedores de cabelos. Era o Alexandre de Paris, como ficou conhecido. Deve estar penteando as anjas no céu, morreu em princípio de janeiro, aos 85 anos.

Monday, January 28, 2008


Victoria Beckham está nua nas camisetas de Marc Jacobs. O modelo faz parte de um movimento do estilista e de seu sócio, Robert Duffy, para levantar fundos para um grupo de luta contra o melanoma, da Universidade de Nova York. Desde que mudamos para a Califórnia, notei como é importante preservar a nossa pele e dos nossos três meninos do sol. O câncer de pele é um problema grave, e quero ajudar a deixar as pessoas conscientes que é preciso se proteger, contou Victoria para o jornal WWD.
A camiseta entra nas lojas Marc Jacobs nesta semana, por 35 dólares.



Não foi na Parson's em N.Y., na Saint Martin's em Londres ou no curso da UFMG em BH que aprendi o muito do pouco que sei no que se refere a ouvir a voz, entender a alma e dialogar com os panos. Agora que completo 25 coleções, vasculho a história de minha formação e vou até o meu primeiro emprego, numa loja de tecidos.


Neste momento movediço, em que tudo no mundo muda de lugar o tempo todo, coisas e profissões se extinguem e tendemos a guardar a memória dentro de uma caixa, na última prateleira da estante do quarto de despejo. Nunca escondi de ninguém que a memória é o meu prato predileto. Sendo assim, nesta estação investigo este universo em extinção, quando o cheiro emanado do corte de algodão e do linho ou o emocionante barulho empapelado do tafetá no ar, junto a fitas métricas com os números quase apagados, nos proporcionavam a experiência mágica da busca da construção do personagem principal nas mãos dos homem comum.

Com certeza, em pouco tempo a loja de tecido será coisa do século passado. E já hoje, no lugar das preciosas fazendas, quinquilharias chinesas ocupam as prateleiras mudas sem alma, expulsando para o esquecimento o exercício de autonomia sob o próprio corpo na escolha do tecido e do feitio prontos para o batizado, a formatura, o casamento e a festa.

Ronaldo Fraga


Este foi o texto de apresentação da coleção que fechou a edicão de inverno 2008 da São Paulo Fashion Week. Quando soube que o tema era a loja de tecidos, tremi: pensei que meu querido Ronaldo ia se render à cópia, lembrar uma coleção alheia, a primeira do Antonio Marras para a grife Kenzo. O pai do Marras tinha uma loja de tecidos, o cenário era como uma prateleira, cheia de peças coloridas, por onde as modelos circulavam.

Mas a história era diferente. O Ronaldo trabalhou entre algodões e tafetás – só quem conheceu de perto, lembra do perfume dos tecidos e do barulho que faziam ao serem cortados. Eu também gostava disto, e imaginava os vestidos que podiam ser feitos.
O cenário do mineiro era muito mais poético que o francês, com roupas de tule branco (lindonas) sobre um gramado verde. As roupas exibiam uma maestria de corte inédita nas coleções dele, com requintes de golas e modelagens dignas de ateliês.Ao mesmo tempo, era visível a homenagem às lojas, com amostras de tecidos sobre os vestidos e pedaços de aviamentos presos de um lado de alguns modelos, além dos rabiscos típicos de um molde antigo, de papel.
Foi um belo fecho para a semana paulistana, só não diria que foi de ouro. Porque acho que foi de tecido, matéria-prima desta nossa paixão que é a moda.

Foto Ines Rozario


Resumo das semanas
Como previsto, dei pouca atenção ao próprio site, estava às voltas com coberturas para o Oi e o Terra. No lado prático, havia a velha confusão de falta de internet. Se no Rio, o tempo era curto nos intervalos, em SP, a sala de imprensa tinha poucos cabos de rede e o sistema wireless era um tanto irregular. Ah, vou postar tudo de madrugada, no hotel!, planejei, animada, no primeiro dia. Em vão: no hotel Slaviero da Alameda Campinas, a equipe é um amor, super-atenciosa. Mas a internet, não quer nem saber. Nem paga, funciona, se muitos hóspedes estiverem conectados. Imaginem, cada quarto com um notebook a mil. Foi isso. Mas tinha que falar do Ronaldo. E vou falar de todos, porque o inverno está longe, e estas coleções vão dar o que falar (e escrever) quando chegar o frio.

Tuesday, January 22, 2008

Ciao, Valentino



Hoje, quarta-feira, dia 23 de janeiro, Valentino Garavani pretende dar adeus à moda. A despedida será na grande tenda montada no jardim do Museu Rodin, em Paris, com direito a celebridades hollywoodianas na fila A: Gwyneth Paltrow e Uma Thurman estarão a postos. O estilista de 72 anos tirou fotos com todas as funcionárias do ateliê de Roma, muitas estarão também assistindo ao último desfile do mestre. Segundo ele, não será um evento triste, porque ele está feliz da vida. Pretende viajar, e adivinhem para onde vem, logo de cara? Pois é, no que entregou as chaves do negócio para o grupo que comprou a grife, embarca para o Rio, onde passará o Carnaval.

Valentino sempre foi o estilista das mulheres ricas e poderosas. Ficou famoso quando fez o vestido de noiva, em renda e plissados, de Jacqueline Kennedy para casar com o grego Aristóteles Onassis. Nos anos 80 ainda desfilava fora da agenda parisiense, mas fazia seu show em um pavilhão do Bois de Boulogne ou nos jardins dos Champs Elysées, em horário de cair da tarde, Quando acabava o desfile, servia champanhe, salmão e cascatas de camarões, como era moda na época. As editoras francesas não ficavam na fila A, ele preferia as americanas.
O brasileiro Cacá de Souza trabalha como assessor internacional da marca. Foi ele quem divulgou o trabalho de Valentino nos Estados Unidos, junto às atrizes de Hollywood.
Seus desfiles enfatizam a beleza feminina, o elenco, sempre com beldades. Gisele desfilou muito para ele, assim como Nadja Auerman, Claudia Schiffer, Linda Evangelista.
É o momento elegante e rico das semanas de moda parisienses. Vamos ver se Elie Saab ou Andrew GN conseguem substituir Valentino, são dois criadores que transitam no caminho do glamour e da roupa cara.

Pessoalmente, devo a Valentino a certeza que queria trabalhar como repórter de moda, como analista de desfiles e coleções, quando assisti a um desfile seu em uma Fenit, no fim dos anos 60. Era uma série de maxicasacos em cores fortes, como laranjas, amarelos e vermelhos, as modelos deslizavam na passarela, como bailarinas russas e usavam chapkas, barretes de pele nas cabeças.
Tenho a impressão (ou a esperança) que aconteça o mesmo que aconteceu com Kenzo Takada, que deu uma festa para 3 mil convidados na La Villete, em Paris, anunciou que ia se aposentar e sair viajando pelo mundo. No dia seguinte, já ligava para a amiga relações públicas, reclamando que estava entediado, queria voltar para a moda.

Como reconhecer um Valentino
Pelo vermelho, forte e brilhante
Nervuras na cintura de vestidos e casacos
Rendas e laços
Casacos brancos, coisa de rica,que pode se dar ao luxo de mandar para a tinturaria especializada
Drapeados na cintura
Alguns babados, que não são de rumbeiras

Sunday, January 20, 2008

Samuel Cirnansck

Esta é uma prova da evolução de um estilista. Nos primeiros desfiles, era um autor estilo Lino Villaventura, mas com mais ênfase no figurino, na roupa conceitual, cheia de babados, saias, corseletes, bordados, um show. Bom para artistas, figurinos de época, apresentadoras de eventos, que ficavam lindas com as criações deste artista de ateliê. Mas aos poucos, conseguindo patrocínios mais ligados à indústria, Samuel vai limpando o estilo. Não deve ser difícil: quem faz demais, tem o que reduzir. Para o inverno, usou os xadrezes escoceses em saias repolhudas, volumosas e curtas, com tops rebordados em prata. O mesmo adorno enriqueceu um terno de black jeans e os decotes de vestidos longos, soltos. Há vestidos secos, estreitos, com cintos de couro, tudo em preto, alguns com decotes tomara-que-caia, outros com mangas em dobras. Ou, no mesmo estilo, o tomara-que-caia em renda preta sobre fundo branco.
Continua bonito, empolgante para a platéia, que aplaudiu de pé a noiva, também uma princesa britânica, ao som das gaitas de foles da banda Breogan. Para vibração maior da platéia delirante, Samuel veio como um noivo escocês, de bolsa de pele e metais niquelados na roupa, e beijou a noiva.

Thursday, January 17, 2008

Tereza Santos

Tereza faz tricô. Cria peças em tricô, é o que ela sempre demonstrou fazer muito bem, desde os tempos da Patachou. Agora, ela adentra outros territórios, principalmente o couro, porque as tecnologias de beneficiamento começam a surgir no Brasil. O resultado é notável (em todos os sentidos), nas calças boca-de-sino, em couros envelhecidos de alta qualidade, no colete com trabalho vazado, primoroso, e nos bolsões giga, que remendam peles, chamois, couros, tecidos, tudo. É um estilo jovem, um pouco na levada hippie, mas requintado. Na faixa da marca Balmain, mas em versão muito diferente, com o talento da Tereza.
Deste jeito, o tricô ficou até meio relegado a segundo plano, apesar de impressionar a variedade dos fios da Fides, valorizados nas suéteres com entalhes de pontos e texturas diferentes. Bom, para vestir é meio estranho, mas vale como conceito.

Intervalo / papos tecnológicos obrigam a uma revisão de vocabulário. Um top de viscose é lavado com ozônio; o gobelin é retinto, um courom pode ser craquelê. E o couro comum, tão nosso conhecido, vira pele de boi. As calças são flared pants / descobri que evento emagrece. As calças caem na cintura. Muito mais divertido do que spa / e a Vivienne Westwood, que não queria perguntas sobre punk, nem vida pessoal? Todo mundo quer ser mainstream, quando se faz dinheiro, a rebeldia acaba.

Cori, com recordações

Ícones dos quarenta anos de atividade da Cori, uma das marcas de prêt-à-porter paulistano, foram revistos e reaproveitados pela dupla Dudu Bertholini e Rita Comparato, que susbstitui Alexandre Herchcovitch. Calças pantalonas de alfaiataria foram as melhores peças, em meio as minichemises pretos, os estampados em cores vibrantes sempre atenuados por spencers e paletós pretos, que dão o tom de inverno. Grandes pulseiras e brincos com formas geométricas de Hector Albertazzi e os escarpins classicões completaram. As pelerines e casacos duffle-coat também lembraram os idos dos anos 60. Talytha Pugliese participou do elenco, de pulôver de paetês pretos. Bruna Sottili vestiu a pantalona cinza com jaqueta perfecto, de couro.

Intervalo / Max Fivelinha estréia no dia 21, às 21h55, o Max Fashion Mix, com cultura, música, clipes e muita moda. Às quintas-feiras, Max fala de uma década especial, vestido como naquela época. No Rio, pega no canal 16, a MixTV / faz muito calor nas salas e na sala de imprensa / e não há lugar para todos os notebooks. Como fechar on-line? / Estou também no www.terra.com.br, logo após cada show
Era tanta referência, que o Fause decidiu fazer um desfile duplo, com a passarela dividida em duas por um painel de tule branco. Marlene Dietrich, Hamlet, México, e sabe Deus o que mais, mal coube no espaço de tempo restrito. O que se viu: minivestidos e ponchos em listrados multicoloridos, rendas brancas em barras que saem por baixo de uma bata preta, ou como toucado, no look folclórico, de saia preta com flores bordadas. O rosa típico do Fause aparece em blusas. As flores também enfeitam os ombros de vestidos curtos, assimétricos como túnicas gregas. Aliás, havia rosas vermelhas sobre as cadeiras da platéia.
Na complementação, botas de cano longo. Para quem já curtia moda, estas botas lembram os modelos calçados pelas chacretes, dançarinas do programa do Chacrinha, na TV.


Intervalo / na van, Goretti, da Paraíba, me conta do sétimo salão do artesanato, que ocupa uma tenda de 2.400 m2, com 4.200 artesãos expondo evendendo maravilhas em rendas renascença, labirinto, crochê, metal, papel jornal e flandres, na praia, em João Pessoa, até dia 10 de fevereiro / gente, que falta faz uma ficha técnica em papel. O Fause só tinha a ficha no site da Alice Ferraz. E quem está sem computador / antes do desfile, Claudio Pessanha, ex-Zoomp, aparece todo feliz, agora é diretor comercial do atacado das marcas que integram o novíssimo grupo I’M / Contou que em junho Renato Kherlakian lança a grife RK masculina

Wednesday, January 16, 2008

São Paulo Fashion Week edição inverno 2008

Fórum, mais Tufi Duek

Na linda casa da rua Noruega, no Jardim Europa, coexistem figuras em murano e bonequinhos dos Beatles. Sinal do jeito Tufi Duek de ser, capaz de agradar com as calças jeans de cintura alta e de ser pretigiado nas vitrines do mundo pela roupa mais fina. Foi justamente com esta roupa de categoria que ele abriu a semana, na própria casa. Com o tema da rosa e a palavra bonita, tirada da música, vimos ao sol de meio-dia, embaixo de um toldo transparente, a bela seleção de vestidos em preto e branco, alguns modelos em francamente pink (como definiu o release) ou em vermelho-coração. Um estilo feminino, sedutor, onde ora as rosas são aplicadas sobre uma saia ou um casulo, ora estampam vestidos longos, com a flor estilizada assinada por Paulo von Poser. Pode ser uma rosa negra arrematando um decote nas costas; algumas rosinhas enfeitando o calcanhar de uma sandália. Ou o vestido montado em pregas na diagonal, como um botão. Quando bordadas em paetês, as rosas ficam de luxo, mas sempre em preto e branco.
Tiffany Johnston, da MAC delineou os olhos de preto; Saulo Fonseca fez os coques semidesmontados. Os óculos de sol têm hastes duplas, e as modelos portavam minibolsas, daquelas com espaço para um batom e uma chave. Nem o celular cabe. As botas-meias peep-toe são impressionantes.
Um conceito romântico, para grandes ocasiões. E para as grandes vitrines do mundo.


Intervalo
Então, cá estamos no hotel Slaviero, que tanto me animou com a notícia que teria internet wi-fi gratuita e acabou que era só para abrir e receber e-mails de texto, e olhe lá. Mas tem uma equipe boa e rápida, que ajuda no que pode / corria na platéia que o Tufi só abriu a casa, com endereço no convite e tudo, porque pretende vender. Ficou muito grande, depois que as filhas saíram /no elenco, lindonas como a Guisela Rheim, exclusiva da Forum; a carioca Renata Klem, Drielly Oliveira / Na platéia, Lenny Niemeyer, de saia preta com flores bordadas Dolce & Gabbana, avisando que vai participar do Fashion Rio de verão, como do evento organizado por Nizan Guanaes, de alto-verão. “Um em junho, o outro, em novembro, dá certo”, comentou / Fiorella Mattheis, toda de Forum, linha Navy. Só os óculos eram Bulgari

Tuesday, January 15, 2008

Pré-inverno lá de cima




Enquanto em São Paulo pensamos nos estilos de inverno 2008, no hemisfério norte também são lançadas as prévias, ou cruise collections do inverno 2008/2009. Olivier Theyskens mostrou vestidos delicados, com detalhes como fitas, em tons acetinados, para Nina Ricci; John Galliano apostou no vestido-casaco com ar retrô, meio figurino do filme Doutor Jivago, em versão curta (à esquerda)
Mas em matéria de visual, pelo menos de divulgação, o que impressiona mais é o look preto e branco da dupla que assina Proenza Schouler. Curto, seco, jovem. Certíssimo (no alto, à direita, de óculos escuros).

Comentário: reparem a importância de dois acessórios, no look Proenza Schouler. Sem as meias foscas pretas e os óculos escuros, esta roupa perde metade da graça.
Corram para as Casas Lupo, em busca deste tipo de meia. As rendadas não existem, ou são raras, mas as foscas já estão lá. Eventualmente, até as Americanas vendem. Quanto aos óculos, nossas óticas estão equipadíssimas. A Diana Reis, da Lunetterie, acerta sempre o modelo ideal para cada rosto.

Dando a partida na 24ª São Paulo Fashion Week


Pistas dos convites

Uma imagem barroca, em preto e branco, em tamanho poster, convida para o desfile da Iódice, que depois parte para a Semana de Nova York. Bem bonito.




O aspecto gráfico dos convites de desfile anuncia o que será o conceito da coleção. Para começar, a maioria chegou em preto e branco. Pequenos como cartões de visita (Alexandre Herchcovitch masculino e feminino), com formas geométricas em texturas greaficas brilhantes e opacas (André Lima, normalmente o rei da cor). Lino Villaventura (sem foto) é todo branco, será que vai repetir a cartela do verão, quan do todos os vestidos eram branquíssimos?

Já a Cavalera avisa que saltos altos não combinam com sua apresentação às margens do rio Tietê. Mas é cada idéia! Será que mostrar roupas ao lado do esgoto vai vender mais?


Na Triton, o brasão-convite relembra que a primeira marca do Tufi nasceu em 1975,


Talvez a Raquel Zimmermann venha, provavelmente, a Alessandra Ambrosio. Mas tem outra musa no pedaço. É a Vivienne Westwood, pioneira no movimento punk, autora de sapatos ousados, que vem lançar um modelo injetado da Melissa.

Mas reparem que a Westwood tanto faz botas loucas, altíssimas, que derrubam as modelos nas passarelas ou modelos bem caretas, de salto médio, super bem-comportado.

Sunday, January 13, 2008



Wagner Moura troca palcos e estudios por sapatos novos, na Couromoda


Esta semana, mais moda

Temos a Couromoda, no Anhembi e a São Paulo Fashion Week, na Bienal e adjacências. Em seguida, rumo a Gramado, para ver a Fenin. Nesta feira, que prioriza a moda masculina, há novidades além de roupas e acessórios: a ExpoVest deve anunciar a saída da direção da TexFair, a feira de Blumenau. Pode ser boato, mas provavelmente nascerá outra feira, assinada pela ExpoVest, o grupo mais competente no ramo, no Brasil.
Onde eles forem, vale ir atrás.

Agenda da São Paulo Fashion Week

Dia 16 Quarta-Feira
12h15 Forum Tufi Duek
15h00 Fause Haten (feminino)
16h30 Cori
18h00 Alexandre Herchcovitch (feminino)
19h30 Patrícia Viera
21h30 Osklen

Dia 17 Quinta-Feira
11h00 Tereza Santos
15h30 Maria Bonita
17h00 Animale
18h00 Jefferson Kulig
19h15 Zoomp
20h30 V.Rom

Dia 18 Sexta-Feira
12h45 Reinaldo Lourenço
15h30 Giselle Nasser
17h00 Mario Queiroz
18h00 Huis Clos
19h00 Uma
20h00 Triton
21h30 Lino Villaventura

Dia 19 Sábado
11h00 Raia de Goeye
14h30 Iódice
16h00 Lorenzo Merlino
17h00 Fabia Bercsek
18h30 Zigfreda (cancelou)
19h30 Fause Haten (masculino)
21h15 André Lima

Dia 20 Domingo
11h00 Cavalera
12h30 Carlota Joakina
15h30 Wilson Ranieri
17h00 Erika Ikezili
18h00 Neon
19h00 Samuel Cirnansck
21h00 Ellus

Dia 21 Segunda-Feira
11h00 Gloria Coelho
15h00 Simone Nunes
16h00 Amapô
17h00 Alexandre Herchcovitch (masculino)
18h00 Priscila Darolt
19h00 Do Estilista
20h30 Ronaldo Fraga

Cobertura
Nossa cobertura será aqui; versão impressa, no Jornal do Brasil e on-line no site do Terra. Se deixar de assistir a algum desfile, certamente será o que está previsto para instalar a platéia em um barco no rio Tietê.
Nos eventos paralelos, a jornalista Felicia Maia lança seu livro sobre os estilistas de Belém do Pará na livraria dentro do prédio da Bienal.

Couromoda
A 35 ª Couromoda acontece também nesta semana, no Anhembi (São Paulo) com atrações além de acessórios de couro e sapatos esportivos. Na terça, dia 15 às 15h (deve ter alguma numerologia nisto), o Wagner Moura, ator baiano de cinema, teatro e TV, estará no estande da Kildare, pronto para conversar sobre sapatos favoritos, seus trabalhos e a repercussão do filme Tropa de Elite.
Wagner é o ícone da campanha 2008 da Kildare (para achar fácil dentro do pavilhão: avenida G, 60).

Muito boa esta iniciativa da Kildare. Demonstra empenho em sair de uma posição acomodada, conformada com o hesitante mercado de calçados masculinos. O homem brasileiro tem poucas opções de sapatos. E gosta de tênis, chinelo, no máximo um sapatênis. Contratar um ator famoso como vitrine pode abrir novas possibilidades de estilo. Mas Wagner, Gianechinni, Fábio não fazem milagres: a coleção tem que ser boa, ficar bonita e confortável na hora do consumidor escolher e calçar, na loja.

Saturday, January 12, 2008

AcomB
Beto Neves trabalhou, trabalhou, quase desanimou, e afinal conseguiu montar a colecão da AcomB – A, de Ação Comunitária e B, de Complexo B, a marca do próprio Beto. Concentrou o estilo nas estampas de casinhas, montanhas e mares, uma vista bem carioca; usou o talento das bordadeiras nos decotes com listras multicoloridas, lembrando as raízes africanas. Alinhavou tudo com a experiência de alfaiataria, na Complexo B. E juntou com a garra das moradoras da Cidade Alta, da Maré, do Degase, meninas que sonham em ser modelos como Gisele ou estilistas como Marcia Ganem ou Isabela Capeto, mestras no artesanal.
Em geral, dá medo do resultado, em um evento oficial, cheio de analistas e críticos impiedosos na platéia. Pode ser que alguns narizes tenham se retorcido, por oposição a misturar moda, este assunto seríssimo, que às vezes se distancia da realidade, justamente com a pobreza, a vida real, a falta de sofisticação. Pode ser, mas se a apresentação de Kina Mutembua e a orquestra de Berimbaus foi um pouco longa, ainda assim foi inegável a vibração que trouxeram à sala. Abriram caminho para os minitailleurs, as saias rodadas, as batas com golas bordadas, o vestido com listras bordadas, cada uma assinada por uma menina, vestido pela Kate, mulata eleita como a personagem da coleção pelo Beto.

A trilha com Elza Soares (by Zé Pedro) resumiu o espírito da AcomB: dar a volta por cima, quero ver quem dava. Este grupo deu a volta por cima de muita coisa, na vida. Do Beto, às meninas do Degase e das comunidades. Para elas, um sapato que cai do pé, na Passarela, é chutado longe , para não atrapalhar a pose em frente aos fotógrafos.

Intervalo / tem uns momentos meio malas nos desfiles. Como os convidados que comentam o desfile inteiro, tiram a concentração de quem tem que analisar as peças / ou os animados, que batem os pés, com força, ao ritmo da música / e por fim, os que, mal acendem as luzes, perguntam o que se achou. Querem o quê? Dá vontade de dizer – odiei.
No seu melhor desfile, com o colorido que mostrou no primeiro, ainda como Teodora, Rita Wainer veio cheia de cores (azul, rosa, vermelho), pingentes brilhantes, maquilagem com traços prateados e roupas soltas. Este inverno coloridão tem vestidões em malha, echarpes enroladas nos pescoços, meias curtas com sandálias, suéteres com corações e cardigãs com brilhos. No final uma das modelos entra de vestidão, colarzão e uma arara de pano em cada braço. Pode ser uma boa analogia, a do colorido de arara.

Intervalo / o calor continua, nada de chuva / Alessa promete não atrasar muito. Motivo simples: deve entrar ao vivo no GNT. Uma pena, porque sempre se espera algo meio festivo, meio...meio...atrasado do último show da semana / lindas, as jóias da Luna no lounge do JB. E o melhor catering é da Coleções, porque tem a assinatura Garcia & Rodrigues e dos sorvetes Itália. O casadinho de maracujá é uma loucura.
DTA
Regina e Ermínio Vidal forneceram um dos melhores momentos do Fashion Rio de verão, em junho. Na coleção de inverno contaram com a criatividade de Luiz Claudio e Martiello Toledo para desenvolver o enredo de danca de todos os ritmos. Do ballet ao break, o que resultou em minissaias de babados, com camiseta de aula de ballet e cardigã cinza, como as bailarinas vestem no dia-a-dia; calças em moleton mais amplas; echarpes de teclado na trama, legging tipo Adidas e vestidos com rosas montadas nos tecidos das saias e vestidos. Para os homens, calças e coletes em riscas ou listrados garrafeiros, com bem menos expressão do tema dançante. Boas calças jeans boca-de-sino, jaquetas com entremeios franzidos. Outras variantes de calças propõem modelos mais largos, de barra estreita ou de gancho baixo. Muito preto, violeta, magenta e o brilho presente nos miniboleros de visual paetê.

Intervalo / corrida para a Colcci, de van para a Gambôa, um dos bairros mais antigos da cidade. É um galpão restaurado, onde Carlos Pazzeto produziu uma pista como passarela, fazendo alusão ao conceito à la carte, que falava de comidas do mundo inteiro. Daí, que em vez de malas, eram as modelos as donas da esteira rolante / empurra-empurra na entrada, clássico de quem quer parecer um show disputado. Espera de uma hora do lado de fora, idem. Fazer o quê? Todos querem ver Gisele, ooops, a Colcci
Melk Zda

A Noiva Cadáver como tema rendeu vestidos delicados, com vazados e pespontos, bordados e degradês, como roupas antigas de épocas românticas. O pernambucano sabe lidar com o luxo despojado, que permite tecidos amassados e sedosos. São minis usados com sapatos de guerreiras, com tiras quase até os joelhos. Pode parecer de mau gosto, pela exxplicaçnao do estilista, mas os vestidos em tons de rosa-magenta e lilás remetem aos tecidos de forrar caixão que vemos nos filmes americanos. Há muitas flores amassadinhas, laços murchinhos, em geral em preto. No final, entretanto, vestidos brancos dão versões perfeitas para noivas bem vivas.

Intervalo / a cada manhã, uma dúvida. Vai de carro ou de taxi? Desfiles fora da Marina devem sempre ter manobristas, para estacionar os carros da imprensa local. Ir de taxi dá insegurança de não saber como será a volta para casa, quase meia-noite. Teremos taxis na saída da Marina? Ou vamos andar até as pistas do Aterro, para conseguir um? Quanto tempo demora a van que circula até o estacionamento subterrâneo da Cinelândia? Já entraram em um estacionamento destes, tarde da noite? Queremos manobristas! / diga-se de passagem que até nisso o Victor pensou. Tinha uma equipe super-eficiente
Mara Mac
Sem dúvida, um dos desfiles mais importantes do Rio. Mara MacDowell consegue contratar a diretora de teatro Bia Lessa, que traz idéias para o espetáculo, sem medo de interferir na visão da roupa. Desta vez, até que interferiu um pouco, tantas eram as ações no espaço. Tinha boca-de-cena com pedaços de corpos nús em nichos, ator vestido de preto, lendo um livro ou uma carta, atrizes que sentavam no chão e colavam pedacinhos de papel em cadernões, bolsas que eram largadas nos cubos espalhados pela passarela e meia dúzia de jogadores de papel encarapitados no alto da tenda. Bastante informação, concorrendo com os looks de calças meio zuavas e malhas listradas, as combinações de roxo com café ou castanho, os tricôs cinzas, com destaque para o usado por Drielle. Ou o vestido solto laranja, as amarrações. As estampas aparentemente de arabescos representavam os neurônios, já que o tema da coleção tinha a ver com a mente feminina, seus sonhos em devaneios. Mara Mac orienta a clientela na continuação de formas arredondadas, como nos vestidos com tiras soltas. Um ponto importante é o aspecto amassado nos tecidos, um toque de conforto que dispensa trabalho feminino. No final, Carol Franceschini puxou a fila de modelos portando guarda-chuvas luminosos, vestindo capas com palavras estampadas.
Bonito espetáculo, que dá brilho à semana. Mesmo com tanta performance. Ué, mas Galliano também faz verdadeiros shows e acho imperdíveis. Depois, a roupa fica visível no show-room e nas vitrines.
Aliás, devo confessar que sinto muita falta dos desfiles que o Gringo Cardia montava para a Salinas.

Friday, January 11, 2008

Rio Moda Hype, no calor

Primeiro sucesso: as bolsas da Oi! Cada uma de uma cor, com uma estampa, lindonas. Depois, o primeiro grupo do RMH:
Melca Janebro: a cearense se apresenta pela segunda vez, com vestidos de palas, macacões curtos, com botinhas de salto, borboletas douradas sobre o jeans escuro de saias e jaquetas. Toques de luxo nos entalhes de renda caramelo. E de originalidade, na bolsa feita com embalagens de uvas Malbec, Pinot Noir e Cabernet.
Fernanda Yamamoto: variantes de modelos pretos com drapeados e panos coloridos sóbrios. Por baixo, segundas-peles rendadas cobrindo até os dedos, ui, que calor. Sapatos com gáspea no tecido das roupas
Renata Veras: Elton John provocou calças e leggings com estampa de onça, blusão branco, capitonê com cristais Swarovski. Dos anos 80, veio o couro envelhecido das saias e da skinny com cristais.
Noemy: a santista Noemy Gesteira foi a mais conceitual do primeiro dia do RMH. Looks simples, com formas geométricas, uma folha preta na testa, à guisa de chapéu, uma sandália com salto reto anabela de acrílico .
Stefania – Stefania Rosa usou preto, branco e vermelho, em layers nos casacos curtos, sobre leggings pretos. Acolchoados e panejamentos podiam ter mais expressão, faltou algo, talvez tirar os leggings, já bastante vistos até nas grifes grandes
AdPac –os integrantes do grupo Tobu, de parkour (pessoas que se recusam a andar pelas ruas e calçadas, preferem os telhados) roubaram a cena, pulando pela sala. Quase ofuscaram os looks inspirados no gatinho da Adriana, o Mafaldo. Mas foi bom, o melhor deste primeiro RMH.

Thursday, January 10, 2008

Virzi al mare

Muuuito bonito o desfile. Desde os cabelos das meninas, com mechas quase brancas (como no tempo em que os surfistas clareavam os cabelos com parafina), até a barra manchada das calças, o tema do surfe pegou uma onda boa. Mas de moda, a Marcella Virzi sabe mais ainda. São importantes os bordados turquesas nos decotes, cintos e vestidos. E olhem que não gosto muito de turquesa! O quimoninho de seda preta, também impecável. O jogo de pregas de alto a baixo, com uma parte virada, mostra o avesso dourado. As mangas cortadas com dobras, ótimas. O paletó preto com forro de onça em preto e branco. Muito boa, a onda da Virzi, que agradeceu os aplausos com o bebê no colo, de calça camuflada , super-surfista.

Intervalo / rola um boato de protesto de modelos. Alguma discriminação contra morenas, negras, homens, cariocas, ninguém sabe ao certo. Guiga Soares resume a situação, com a experiência de décadas em produção. “Tudo é questão de mercado. Se são as louras, que todos os estilistas querem, vai dar loura na maioria. Não pode pegar sol, tem que ser magra e alta, tem que tratar do cabelo. Tem que escolher entre ser a gostosinha do pagode ou a modelo de passarela. É assim, para ser profissional”. Tá certa.
Santa Ephigênia, nova fase

Luciano Canale deu uma volta por cima, pelo menos profissionalmente. Fez a primeira coleção solo, depois da morte do parceiro e sócio, Marco Maia. Seguiu o combinado durante uma estadia no quarto 1201 do elegante Hotel Alvear, onde se hospedaram em junho de 2007: Eva Perón seria a musa da Santa Ephigênia para o inverno. Uma escolha que inclui vasta seleção de fontes, já que Evita fazia questão de se impor também pelo visual, era uma das maiores clientes da casa Dior.
Com estas bases, Luciano, ao lado de Mylene Peltier (ex-Rygy), criou saias rodadas, marcou as cinturas, enfeitou com poás, flores e paetês, completou com belos arranjos de cabeça de Dennis Linhares e vertiginosos sapatos de Roberta Wright, mais as turquesas de Francesca Romana Diana. Aparentemente, um estilo classicão, restrito a festas e tapetes vermelhos. O segundo olhar revela casaquinhos de tricô dourados, busas em listras em tons de café e bege, blusas com jabôs em estampa de oncinha, maravilhosas estampas de rosas aquareladas e pantalonas capazes de valorizar qualquer silhueta requintada, pelos cortes certeiros (que prometem não transformar as mortais de menos de 1,70m em espantalhos).
Quem acompanha meus comentários ao longo de algumas décadas (só este site já prepara um vestido de debutante, vai fazer 15 anos daqui a pouco), sabe que sou completamente contra peles de animais na moda. Hoje, vendo os coletes e jaquetinhas do Luciano, com entalhes sutis de pele na frente, tive que abrir uma brechinha no meu “completamente”. São peças irresistíveis. Quem sabe, ele faz algumas em pele sintética?
Foi renovador, dentro das tendências (alfaiataria, cintura, preto e branco), foi coerente com o tema e principalmente foi fiel à Santa Ephigênia. Estava tudo lá: a devoção às musas, o glamour rico, o ar de ateliê e a admiração por mitos da moda, como a dupla Dolce & Gabbana, Yves Saint-Laurent e Dior. No final, Luciano agradeceu os aplausos, fez reverência para Regina Guerreiro e vestiu a camiseta I love Marcos. Perfeito, profissional, e nada piegas.

Intervalo / na fila A, todas as amigas e fiéis clientes: Ana Sillos, Tanit Galdeano, Madeleine Saade, Verinha Bocayuva, Patricia Tanure, Miriam Kimelblat, Beth Pinto Guimarães, as lindonas, prestigiando Luciano / humm, deu vontade de sair correndo e comprar um CD de tango. Piazzola, Caetano, Gardel, foi uma trilha e tanto do Zé Pedro / Está um calor daqueles, principalmente na sala de imprensa. Culpa do clima, da precariedade do ar condicionado...e dos vários Macs (inclusive o meu) ligados quase 24 horas / hoje tem palestra da Alfaparf, no Fashion Business / ah: o endereço da cobertura pela Oi é:

Wednesday, January 09, 2008

Fashion Rio dia 8 de janeiro 2008






Segundo dia, a coisa fica séria. Às 11, corrida para Copacabana, para o Copa (o hotel famoso), missão assistir ao Victor Dzenk. Sabem quando tudo é planejado direitinho, e dá certo no conjunto? Pois foi assim, desde a ambientação nos salões que parecem dourados durante o dia, até o aproveitamento em detalhes de toda a tradição que o hotel mantém acesa. Victor usou fotos antigas e convites de bailes para fazer estampas – foram cerca de mil imagens digitalizadas, segundo Ronit Fischer, da Dalutex, que estampou as malhas, sedas e jérseis de rayon. Shows de Marlene Dietrich e Carmen Miranda viraram estampas de minivestidos, penas de pavão simbolizaram os bailes de carnaval e a boca dos Rolling Stones representou o show recente, na praia em frente ao hotel. Muita saia curta, franjados de miçangas e cristais, jaquetas de couro sobre vestidos delicados, um belo show de estilo e de conceito.

Intervalo / enquanto o prosecco Canchiolli rolava no brunch, o mensageiro David Dssadti dava entrevistas, por ter sido o acompanhante de Guisela Rheim na passagem de um longo, com a mesma estampa das malas que o David levava, no tradicional carrinho dourado de hotelaria / Eloysa Simão avisava que o Minas Trend Preview já vai antecipar o verão, de 1 a 5 de maio / Ela recomenda uma visita à multimarcas de Zezzé Duarte, que leva para BH peças de Matthew Williamson / Regina Lundgren vai comprar mais Victor Dzenk / Narcisa Tamborindeguy estava de sandálias Burberry, calça Seven, túnica Neon e cordão Lucia Lima / aliás, Lucia fez peças para as novelas atuais: colares para Marília Pera e faixa para Letícia Birkheuer

Novos talentos: Giulia Borges e Luciana Galeão
As duas pesquisaram formas, cada uma deu uma versão pessoal. Giulia deu um resultado garotinha, com cavalinhos de crinas coloridas nas estampas de saias e vestidos, detalhes de pregas e dobras decorando costas de saias, frente de camisas, corações em lugar de bolsos. Luciana desenvolveu mais a técnica de mosaicos que sempre apresentou, dentro de um conceito de geometrias e figuras afros, “sem fetichismos” como ela define. Fez longos em azul-marinho e verde-claro, com os mosaicos de peças feitas com madeira de reflorestamento. O elenco quase todo louro dava a impressão de turistas vestidas com roupas étnicas. Mas uma bela negra deu a referência original, no último quadro.

Intervalo / falando em madeira de reflorestamento, sabiam que o pauzinho do picolé Itália é também feito com estas madeiras? / na sexta-feira abre o portal www.rodadamoda.com.br, organizado pelo Inbracultmoda, do Robert Guimarães e do Fernando Molinari / muito rabo-de-cavalo na passarela. Que significa: cabelos longos no inverno, de novo / Ou muito aplique da Fiszpan

Apoena, romântica
Lencinhos bordados pelas portuguesas, oferecidos aos namorados que partiam da terrinha, foram copiados em bordados ingênuos ou motivaram novas pesquisas de tricôs de máquina com bordados em ponto de cruz por cima, corações desenhados viraram aplicações metalizadas. As moças que bordam e tricotam moram em comunidades na periferia de Brasília, e aprendem a encaixar seus talentos nos conceitos da moda contemporânea, graças ao empenho da Katia Ferreira, espécie de Tetê Leal (da Coopa Roca, no Rio) do cerrado. Não é feito fácil, esta adaptação, mas algumas peças comprovam que é possível. Alguns exemplos, nas blusas com laços, no suéter rosa com corações, na calça com pespontos formando príncipe-de-gales e no incrível trabalho de flores bordadas em ponto chato, no bolero e na saia retinha.

Intervalo / já havia visto de perto algumas peças desta coleção da Apoena, na SIMM, a feira de moda de Madri. Só assim, foi possível identificar as diversas formas de trabalhos manuais empregados / As artesãs vieram de ônibus para o Fashion Rio. Isto é, parte delas, porque são mais de 600, no total

Mara Mac, devaneando

Após quatro décadas de trabalho, depois de ter sido da equipe de grandes lojas, pioneira na Praça Nossa Senhora da Paz, em loja com azulejos e madeiras escuras, bem no espírito da época, com o nome Mariazinha e depois mudado para Mara Mac, esta profissional dá exemplo de capacidade de renovação. Isto nunca significou reinventar o foco, tentar conquistar à força uma faixa etária abaixo ou acrescentar outros negócios, como restaurante ou galeria de arte. Simplesmente, Mara aposta na sua clientela, que não é fixa nem corre o risco de envelhecer as propostas. Pelo desfile, que concentra um esforço de produto e marketing, nota-se que a curva de prestígio é ascendente, cada vez mais eficiente. Desta vez, a direção de Bia Lessa seguiu o conceito de refletir os mistérios da alma feminina, seus sonhos e devaneios. Piso com textos manuscritos, painel com nichos mostrando partes de corpos despidos, papel picado caindo do teto da tenda, um espetáculo, com as melhores modelos do evento e mais Michelle Alves, pela campanha do Bloqueio Não, da Oi.
Roupas fluidas, em camadas, sempre parecendo confortáveis, com aspecto amassado, macio. Calças com pespontos de reforço nos joelhos, manguinhas avulsas cobrindo o colo, nos decotes, as combinações de castanhos e roxos, os arabescos que estilizam neurônios, em roxo, laranja e marrom.
Este tipo de descrição é pouco, Mara MacDowell atualmente faz um desfile daqueles que tem que ser visto ao vivo, para curtir todos os detalhes. Antes da apresentação, para aliviar as dúvidas e dores da alma feminina, Mara presenteou as convidadas com pílulas tranqüilizantes...de chocolate (“nada como um chocolatinho para amenizar a espera de um desfile”), e quase no final do show, a trilha deu a solução para as nossas incertezas: a música dizia o básico All you need is love.

Intervalo / estas performances da Bia me deixam com algumas dúvidas existenciais. A primeira personagem foi um rapaz de preto, lendo um livro. “Hummm, deve ser Freud, Klein, Jung, algo assim, para entender o mulherio”, pensei. Depois, as modelos deixam as bolsas sobre os cubos da passarela, abandonadas. Será que estes queridos acessórios são deprimentes? Nossa, cada bolsa mais linda. Vai acabando a coleção, caem os papéis picados do teto, com texto que parecia algo jurídico ou de diário Oficial, e meia dúzia de modelos-atrizes sentam no chão e começam a colar os papéis em cadernões. A esta altura, desisti de seguir a história, achei tudo lindo, emocionante...e super-usável a partir de março, quando o outono vier.


O look viajante da Gisele, na Colcci.

Monday, January 07, 2008

Pronto! Começou a maratona do Fashion Rio!


Coletiva tem um encanto estranho para mim. Fico sabendo coisinhas que rendem muitos comentários durante pelo menos seis meses. Que as exportações fluminenses cresceram
12%, que o Brasil é o único país com produção verticalizada, que o amigo da Fernandinha Torres comprou uma canga no camelô de Copacabana e ficou impressionado ao ver que a adorável canga com estampa de biscoito Globo era feita na...Indonésia. Eloysa Simão, sempre falando muito bem, justificou a tecnologia como mote desta edição, Flavia da Justa anunciou que a Marina da Glória está toda Wi-Fi, ôba! Quem dera que todos os eventos internacionais tivessem esta preocupação.
Eloysa Simão, recém-chegada de Barcelona, onde viu de perto o sucesso das marcas Desigual e No es lo mismo, contou que agora o importante é trabalhar em conjunto, já que estas marcas têm jovens de várias partes do mundo na criação. “Estamos no mundo da cooperação”, concluiu. Vestia quimoninho curto da Anik Batik, calça garrafeiro Lanvin e bolsa Anya Hindmarch.

Intervalo / corrida para a sala de imprensa, que ainda não tinha visto como funcionava. Sabem como é, nunca se acredita muito nestas promessas maravilhosas, de wi-fi gratuito, sem senha, desbloqueadão. E não é que é? Que sonho, poder escrever e enviar até do banheiro / na platéia, Valéria Delgado, do Senai Moda, toda contente com seu Blackberry. “Ainda acho complicado, porque não tive tempo de estudar”, comentou. / outro companheiro de trabalho e viagens, o Cesar Vasquez, também na coletiva/ no caminho, correndo, o Robert Guimarães antecipa que o desfile da AdPac terá um grupo fazendo parcour na sala. Vai cair gente de todos os lados / Fernando Pimentel, mais um nômade que circula em todos os lugares, feiras e salões, resumiu com precisão a situação da moda brasileira. “O mercado financeiro internacional está de olho. Muitos investidores andam comprando marcas por aqui. Deve estar bom, não?” / Sinceramente, sempre achei que a melhor parte de nossa moda, além de todas as qualidades, é o mercado consumidor. Que gente para gostar de novidade!

Lilica, fofa, porém séria

Lindo, o show da Lilica Ripilica. A referência na hora do chá rendeu uma coleção impecavelmente apresentada, de jumpers de veludo, blusinhas de floridos vitorianos iguais aos das meias cor-de-rosa, calças jeans com laços no bolso, sapatinhos de pulseira e botinhas estilo Ugg melhoradas. Muito cinza, rosas em vários tons, detalhes em cristais Swarovski em vez dos tradicionais broches das inglesas. Muitos babadinhos nas costas de saias, lembrando idéias da Vivienne Westwood, alguns balonês e casacos tipo blusão de esqui. Tudo coordenado, perfeito, digno da vitrine da loja de Milão. Para completar, os docinhos boiando no fundo em led no telão.

Intervalo / na platéia, vi o Beto Carrero, outro baseado em Santa Catarina, como a Marisol, dona da Lilica / Gianne Albertoni cantava a musiquinha do final, em francês / Quanto à minha própria prévia, esqueci o mouse, o band-aid, e de listar organizadamente os e-mails para onde serão enviadas as matérias. Em compensação, lembrei de um ítem fundamental no verão carioca: guarda-chuva!

Sunday, January 06, 2008


É amanhã, o Fashion Rio!

A verdadeira prévia

Na bolsa: notebook, cabos de rede, de energia e o mouse (prefiro do que a almofadinha do aparelho); câmera pequena, caderninho, dois celulares (ainda estou fora do rádio), dinheiro para estacionar, documentos, pen-drives, convites, crachá, agenda de telefones tipo Filofax (o que significa grande e pesada). E batom, claro. Em clima mais prático, um envelopinho de lenços de papel, para momentos de emoção (como deve acontecer no desfile solo de Luciano Canale, o primeiro da Santa Ephigênia sem o Marco Maia, que faleceu recentemente) ou para eventualidades, como falta de papel nos banheiros. Esta foi trash, não?

Editoras de grandes revistas européias se preocupam com os sapatos que devem calçar para fazer bonito na primeira fila. Para elas, o desespero de fechamento ocorre algum tempo depois, porque o timing de revista é diferente. Portanto, podem arrasar de saltos altos durante a semana de desfiles.
Quem cobre on-line ou para jornal diário é que tem este planejamento lá do primeiro parágrafo. Porque é uma verdadeira missão de guerrilha, correr de uma sala de desfiles e escrever a análise do que viu, no calor ainda da passarela (aliás, do frio, porque o ar condicionado congela nas salas). Ou tem um dead line implacável às 19h, quando deve enviar o texto para a redação. Impossivel pensar só nos sapatos e bolsas, se a criatura parece em transe, escrevendo mentalmente o texto, o tempo todo, enquanto liga para a assessoria que demora a liberar entrevistas com as estrelas da temporada. E seleciona as fotos, conversa com alguma suposta celebridade, que nunca viu mais gorda.
Gorda? Ui, esta palavra não existe nos eventos de moda.

Do lado de fora da passarela acontece de tudo: a conhecida que é assaltada a caminho de um desfile externo, quase perde a mão. O manobrista que se recusa a estacionar o carro, porque está lá só para trabalhar para os convidados. A imensa fila para os táxis, no final do dia. Os almoços corridos (quando há almoço), o pneu que fura na volta para casa, o carro que passa sobre o pé de uma das editoras, na saída de um show, a caixa de som que cai na cabeça de outra, em um jardim-passarela. E a caneta, que se desfaz ou fica sem tinta, no meio de uma entrevista? Ou a câmera de 18 mil dólares, que sai voando da mão do proprietário e cai lá na frente dos fotógrafos, no pit? Ou o cartão da câmera digital que queima e apaga todas as fotos do dia?

Mas ninguém dá importância a estes percalços. Fazem parte da agenda, e são parecidos no mundo inteiro. Do Rio a Paris, esta é a prévia de quem trabalha como jornalista nos glamurosos eventos de moda. Parece estressante? Pode ser, mas perguntem a quem se credencia se preferia estar na praia. De jeito nenhum, porque há uma espécie de mania, de paixão que leva a preparar a bolsa, o sapato, os óculos e os equipamentos para uma semana que vira um privilégio para esta turma de adeptos viciados em...em...sei lá se é em desfiles, se é em moda, se é meramente em notícias de estilo e beleza.

Ih, estava esquecendo de mais um ítem: leitor de cartão!

Nesta 12ª edição do Fashion Rio, assino também a cobertura do site da Oi. Conforme o pique, este blog e o site devem ter um formato diferente. Poderá ser um geral no fim do dia, se não der tempo de postar logo após cada show.
Juro que estou torcendo por muitos atrasos...só assim cumpro todas as pautas.

O desenho foi feito com lápis de cor da série High School Musical e o Kids gigante triangular, da Bic. mais a caneta Uni Pin 0,2.
Na bolsa, parte do equipamento que se prepara para esta semana, o notebook está lá dentro e a câmera tirou a foto.

Thursday, January 03, 2008

Faltam 3 dias para o Fashion Rio!



Carol Rossato, garota do couro jovem, usa a pele de coelho e o couro de cabra coloridos no conceito Art Deco misturado com Paul Poiret da coleção, que desfila na quarta-feira, dia 9, às 16h.
Na cartela, cores sóbrias como o preto e o café combinam com laranjas, verdes, azuis e carmins. Cortes mais soltos contrastam com as skinny sugeridas no passado, que deram fama à Caroline. Mas há cinturas marcadas, graças à leitura do pós-guerra.
O lado decorativo fica por conta dos mosaicos e colagens de couro, que lembram vitrais. Destaque para a amplidão das golas e mangas

Diaulas Novaes vem de Sampa para completar as cabeças da Drosófila e Redley. Ele assina os chapéus dos looks, com a etiqueta Madame Olly, ateliê criado por sua mãe
Temos que ter tempo de visitar o Fashion Business. Além de desfiles bastante objetivos, sem excessos de conceitos, o salão tem a participação da Cosmoprof, o evento líder no setor de beleza, que se realiza em Bolonha (Itália). No Fashion Rio, o espaço deles será point de lançamentos da Taiff, empresa brasileira (que eu jurava que era italiana!), que vai mostrar entre outros produtos o Secador Compacto, com nanotecnologia e emissão de íons negativos, seja o que for que isto representa para nossos cabelos. Vamos conferir.
Lá fora
Nos Estados Unidos, o estado de Minesotta está banindo o mercúrio das fórmulas de cosméticos e perfumes. Caramba, gente: é cada coisa que nem sabemos que usamos, com efeitos que ignoramos. Que nem o sorvete de flocos da Kibon, que agora alardeia no rótulo que tem 70% de leite na composição: e antes, tinha o quê?

A Rainha prestigia a moda de seu Império. Stuart Rose, principal executivo da Marks & Spencer ganhou o título de Sir, como já aconteceu com Sir Phillip Green, da TopShop. Melhor ainda, a colega Glenda Bailey, editora da Harper’s Bazaar virou Oficial da Ordem do Império Britânico, assim como o estiista Jasper Conran e a dupla Karen Miller e Romy Fraser, dos produtos Neal’s Yard. Enquanto isso, por aqui, a moda ainda é considerada atividade meramente comercial.

Wednesday, January 02, 2008

Emprego! Emprego!

Quem estiver de bobeira em Nova York no dia 8 de fevereiro, pode tentar uma entrevista de emprego na Fashion Career Expo, feira promovida pela primeira vez pelo WWD, o melhor jornal profissional de moda do mundo.

Exigências: quatro anos de graduação e dois anos de experiência; dois anos de graduação e quatro anos de experiência ou cinco anos de experiência, sem estudo nenhum. Estágio e trabalho no varejo não contam como experiências
Quando: dia oito de fevereiro, sexta-feira, das 10 às 15h
Onde: no Gotham Hall, no 1356 da Broadway, esquina com a rua 37, em Nova York
Como: são entrevistas com representantes de marcas de moda e vários setores do métier

Vejam na página www.wwd.com mais instruções, há possibilidades de agendar ou pré-reservar horários.

Tuesday, January 01, 2008

Faltam 5 dias para o Fashion Rio

Na 11ª edição do Fashion Business, que se realiza de 8 a 12 de janeiro, o Pólo de Moda Leste Fluminense vai reunir várias marcas, com coleções seguindo o tema Body & Art. Estas são as grifes que integram o Pólo:

Érika Facuri
Releitura de influências da Art Nouveau, associação de linhas retas e curvas, com motivos florais, em uma cartela de cores sombrias, aplicações de tecidos, jogo de paetês e patchwork, em tecidos como cetim, tafetá, algodão e sarja.

Soho
A SOHO resgata momentos da História, como a liberação do corpo feminino e a descoberta de novas formas de expressão. A alfaiataria se mistura a tecidos nobres e femininos, como os voiles empapelados, os tecnológicos, o street wear e à feminilidade das mulheres do estilista Paul Poiret, com laços, drapeados, volumes, brilhos e pedras

Ganesha
Arte e cor falam por si pelo jogo entre madeira, metal e resina nos acessórios de design contemporâneo. A coleção Ganesha se inspira nos quadros de cores únicas do pintor austríaco Gustav Klimt, em particular “El beso”.

João Paes Leme
Em sua primeira participação no Fashion Business, o estilista João Paes Leme aposta nas bolsas grandes de couro, em estamparias metalizadas de répteis e dégradés de tons fortes. João se inspirou no seu brasão familiar, originário da nobreza brasileira. Os metais também nos remetem à era da monarquia em bolsas dignas de serem usadas por grandes damas.

Rib
Luz e sombra, texturas variadas, colagens, estampas artesanais sobrepostas a tie dyes e dégradés, pinceladas de cor, acompanham os jeans, justos, quase neutros, com detalhes de cor nos pespontos e novas formas nos bolsos. Casacos femininos podem e devem ser usados como vestidos.

Zack
A Zack aposta no mix de malhas com brilho e moletons para a confecção de casacos, calças e shorts. Vestidos e saias, com efeitos de fluidez, são os pontos fortes da coleção e reúnem jérseis, tricolines estampadas e acabamentos de quilt exclusivo. A cartela de cores anda nos brancos, roxos, laranjas, gamas de azuis e verdes e diversas matizes de cinza.

Faltam 14 dias para o São Paulo Fashion Week
Já causa sensação o hotel Slaviero, eleito como base da imprensa dos estados: não por causa da localização nos Jardins, nem pelo conforto dos quartos. O lance é a promessa de conexão rápida, com WiFi, ôba.

Além de desenvolver estampas especiais para as coleções da Cantão e Victor Dzenk, que desfilam no Fashion Rio, a Dalutex será uma das apoiadoras do São Paulo Fashion Week