Tuesday, October 30, 2007

Brasil, Japão e Alemanha





Um encontro que deveria ser um workshop, e acabou tendo boa interação com a platéia foi o resultado da apresentação da marca Ampelmann no auditório do Senac Rio, em Copacabana. O alemão Markus Heckhausen contou a história de sua marca, a Ampelmann, de Berlim e o nipo-americano Nobu Yukiogata, do Oestudio, falou sobre o trabalho do estúdio e seus mais de 30 funcionários, aqui no Rio. Markus contou sobre a grande sacada de ter apostado no revival do bonequinho dos sinais de trânsito de Berlim Oriental.



Depois da queda do muro, em 1989, a Alemanha passou pela crise de absorver as duas Berlins em uma só. Uma das vítimas a ser substituída era o boneco dos sinais, que começou a ser retirado e jogado no lixo. Markus observou que seria um modo de melhorar a auto-estima dos alemães ex-orientais, inventar objetos com valor de design com os bonecos. Há dez anos, começou a criar luminárias, toalhas de banho, camisetas, jarrinhos (que chama de Cavaleiro da Rosa), livros, uma linha de roupa de bebê. Abriu lojas, foi elogiado pela imprensa por ter recuperado um símbolo da cidade.
Claro que os sinais de trânsito voltaram a ter os bonecos de chapéu. E a marca Ampelmann cresceu, com produção praticamente toda feita na Alemanha oriental, o que ainda por cima resolveu parte do problema de desemprego do lado ex-comunista. Forminhas de biscoito, saca-rolhas, balas de goma, tudo foi criado. As bolsas são lindas – dá logo vontade de ir a Berlim para comprar uma.
“Agora pensamos no projeto da Ampel Land, um centro temático, com café, galeria, loja e uma fundação. Um restaurante italiano, porque a bandeira da Itália tem as cores do Ampelmann, verde e vermelho. Talvez depois um clube, um hotel, uma companhia aérea... “– completou, brincando o elegante alemão.
Já Nobu, lutando para falar português, explicou que parte do sucesso do Oestudio se deve ao brainstorming feito com a equipe. “Os jovens são essenciais, para renovar as idéias”. E falou principalmente da importância de estudar o POV ou point of view, o ponto de vista de um produto, do cliente e da própria criação no design. Confessou-se encantado com o projeto Ampelmann, que surgiu de um símbolo e virou uma marca importante. “Como crescer sem vulgarizar uma marca, como é o branding de vocês?” perguntou ao alemão.
A resposta foi simples.
“Crescemos de acordo com o mercado. Há uma demanda por novos produtos, e se não atendermos, outros atenderão. Então, tratamos de crescer, sempre prestando atenção no risco da monotonia, da repetição”.


Ana Lavaquial, gerente de moda e beleza do Senac, encerrou a noitada, que passou do horário marcado (era 21h, passou das 21h30), sinal de sucesso. Do lado de fora, a vitrine com alguns produtos Ampelmann foi admirada pela platéia a caminho do trânsito carioca. Sem Ampelmann nos sinais.

fotos Ines Rozario

A Alemanha é meio low-profile como lançadora de moda. Mas devemos algumas idéias aos estilistas e designers germânicos. Vejam a lista:
Birkenstock, as sandálias de solado de cortiça, anatômicas.
Adidas e Puma, as duas marcas dos irmãos Das, dos melhores tênis que existem
Street Fashion: esta mistura de roupa de skate, jeans e rua virou moda oficialmente nas seções de roupas jovens das lojas de departamentos alemãs
E para quem achava que Dr. Scholl, o dos tamanquinhos,era alemão, aviso que era americano.

Monday, October 29, 2007



Natura com maracujá


Em fevereiro deste ano visitei os laboratórios da L’ Oréal, perto de Paris. O tema principal das pesquisas era a ação anti-envelhecimento. Vi processos e resultados, assisti a apresentação que mostrou como a pele enruga e perde a firmeza. Tudo é motivo de estudo e experiências com voluntárias, que se prestam a fotografias tipo antes e depois dos tratamentos. Impressionante e convincente.

Hoje, em outubro, soube que a Natura também está empenhada na luta contra o envelhecimento da pele, durante um almoço no Olympe, restaurante do chef Claude Troisgros, no Jardim Botânico (Rio de Janeiro).

Ana Paula de Oliveira, integrante da equipe de pesquisas da marca comentou a apresentação que mostrava que o mercado dos cremes de beleza (isto é, de consumidoras que querem usar este tipo de tratamento) é de cerca de R$ 806 milhões, 82% dos quais estão na venda direta, via consultora.

O envelhecimento da pele se deve a três fatores básicos:
1. o intrínseco, infelizmente é o genético, que define em quanto tempo aparecem os sinais
2. extrínsecos, principalmente a radiação solar, além da poluição
3. estilo de vida, quer dizer o estresse, cigarro, alimentação

No aparelho Vision, instalado nos laboratórios da Natura, em parceria com a Universidade de Santa Catarina, detectam-se via fotos com vários tipos de lâmpadas, os chamados microdanos: manchas, processos microinflamatórios e porfirinas (que são resíduos diversos). Destes, os piores são os processos microinfamatórios, justamente os que são combatidos pelos flavonóides de passiflora, extraídos da Passiflora alata, espécie de maracujá doce, plantado em São Paulo.

Enfim, Ana Paula mostrou os potinhos azulados do novo Chronos, instalados em uma das mesas do restaurante, a cor combinando com os agapantos da decoração. Para o dia, o produto tem FPS 15 e proteção anti UVA. Por que tão baixo o FPS? Segundo Ana Paula, os filtros em geral têm baixa fotoestabilidade à luz do sol, “Um fator mais alto dura pouco na pele”, acrescentou. Para a noite, a fórmula com ceramidas de maracujá evita que a pele se desidrate. Mais uma vez, a linha vem com especificações para 30, 45 e 60 anos. A novidade é a bula eletrônica, em miniDVD, cheio destes detalhes técnicos. Hum...miniDVD não roda no meu MAC.

A linha Chronos atende a peles secas até um pouco oleosas. Bem pouco, porque não é um produto para as muito oleosas. Pela primeira vez ouvi alguém explicar que estas peles podem desenvolver uma acne cosmética, devido ao uso de produtos indevidos. Aprendi por experiência própria, estes danos do parabeno no filtro, do álcool nos tônicos, etc.

Os preços da Chronos são R$ 69,80 pela embalagem regular e R$ 55,80 pelo refil.

A Natura tem um centro incrível, todo informatizado e robotizado, em Cajamar / São Paulo, uma fábrica em Belém onde é feita a massa dos sabonetes, inteiramente vegetal. Em Paris, na praça da Cruz Vermelha, há um centro avançado para tratamentos de pele e pesquisa de embalagens, as consultoras começam a trabalhar por lá. Em breve, o Rio ganhará duas Casas Natura, locais dirigidos às consultoras, onde elas terão mais contato com os produtos, vão tirar dúvidas. O México é um mercado forte para a Natura.

Um produto comprado demora entre 48 e 72 horas para ser entregue. Em alguns casos, as comprinhas chegam de barco, como na Amazônia. Na maquilagem, o hit ainda é o batom, o batom Zip foi um sucesso que virou um desafio ser produzido para atender aos pedidos. Mas são os perfumes, masculinos e femininos, que puxam a fila dos best-sellers da marca.

O cardápio
Parecia uma cena do fime Ratatouille, cada prato vinha empilhadinho, delícias que iam sendo desmontadas pelos convidados. Para começar, um frozen gazpacho, com legumes na plancha, queijo de cabra St. Maure (devem ser super-cabras, capazes de produzir este quitute) e tapioca com caviar. O prato principal, um cherne com banana d’água caramelada, molho de passas, cebola, limão, ervas e purê de batata baroa. De sobremesa, uau, um cheesecake com goiaba confit, sorvete de goiaba e petit sablé. E com o café, um crocante de chocolate. Super chef Troisgros.



Ronda da Ines


Pode ser o DNA, a genética, o que for. Agora, é a minha filha, Ines Rozario, que sai em busca de novidades. A linguagem mudou, porque ela prefere fotografar, mas depois conta tudo. Hoje viu a renovação da Chifon, na loja de Ipanema. A coleção tem batas, vestidos estampados (R$ 94), cache-coeur longuete, calças básicas, jeans. A loja está uma graça, arquitetônicamente, bem iluminada. (rua Visconde de Pirajá, 592, entre Aníbal de Mendonça e Henrique Dumont, no finalzinho de Ipanema)


Atravessou a rua e se encantou com a lojinha do Estação Ipanema. Os produtos são ligados ao cinema, desde almofadas a roupas de bebê, cestinha de papéis a bandejas de vários tamanhos, com imagens de Audrey Hepburn, Amelie Polan, Beatles. Boas idéias de presente, com preços em torno dos R$ 50







Mais adiante, a HomeGrown, espaço com vista para o Cristo (os sócios designers abriram uma janela em uma parede), e prateleiras com peças da Addict, Zapping, Lanho, Irie, Cuba, bolsas da Taís Leão (R$ 130), vidros soprados por Marcos Chamusco, resinas de Silva Lima, e uma mesa de camisetas em promoção, por R$ 40. (rua Maria Quitéria, 68, 3ª andar, esquina de Visconde de Pirajá)





Mais um comentário meu (Iesa), sobre o Marco Maia, da Santa Ephigênia: lá do céu, ele deve ter ficado feliz de ver suas queridas clientes colunáveis, lindas, muitas vestindo peças de suas coleções (como Rosamaria Murtinho, de jaqueta jeans bordada) na sua missa. Não vi todas, mas sei que lá estavam Tanit Galdeano, Fernanda Basto, Madeleine Saade, Ana Sillos, Waleska Fragoso, Tania Caldas, Bebel Malzone, Patricia Tanure e as filhas, Suely Stambowsky, Liz Machado, Marcela Virzi, os amigos Napoleão Lacerda, Ivan Filgueiras, enfim, aquela fila A maravilhosa. Que vai prestigiar o Luciano Canale, sem dúvida.

Saturday, October 27, 2007

Roberto Cavalli acessível




Assim como StellaMcCartney, Karl Lagerfeld e Victor & Rolf, o italiano Roberto Cavalli
Fez um apanhado de sucessos e lançou sua coleção para a rede sueca H & M, verdadeiro ninho de pechinchas da moda.
O que não quer dizer marketing pobre: a apresentação em Roma, foi um festão em estilo rock ‘n’ roll, com direito a tapete vermelho e estrelas do cinema, como estão na foto a Halle Berry e Sharon Styone (esta virou arroz de festa, está em todas) da música. As modelos Erin Wasson e Jessica Stam mostraram os vestidos de chiffon de seda com estampas de feras, o longo dourado plissado (na foto) os minis com pérolas e paetês e os smokings femininos, na linha slim. A coleção inclui roupas masculinas, com destaque para os paletós de smoking, para usar com jeans e tambeem para as camisetas de luxo.


É uma coleção formada por grandes hits de Cavalli, muitos que já freqüentam os tapetes vermelhos das grandes festas e premiações. “Mas o estilo de Roberto Cavalli inclui também uma atitude otimista e positiva. Trata-se de curtir as boas coisas da vida, com uma boa dose de glamour”, declarou a diretora de estilo da H & M, Margareta van den Bosch.

O que são estas peças, que talvez estejam na faixa dos 40 euros na H & M? Vestidos com estampas de onça misturada com tigre e zebra; plissados em metalizados ouro, prata ou cobre. Preto na linha masculina/feminina, calças jeans de corte sexy, com decorações ricas.

Roberto Cavalli , mais um estilista nascido em Florença (Itália), assim como Gucci, Pucci e Ferragamo, é um dos estilistas italianos mais reconhecidos do mundo, graças ao estilo sexy e feminino de suas coleções. Mas não é só isso: sua identidade reside na estamparia, muito mais luxuosa do que qualquer seda ou lamê, pela qualidade técnica e quantidade de cores na impressão. Ele assina também uma linha em jeans, com calças e jaquetas decoradas. Nasceu em 1940, estudou Belas Artes e começou a trabalhar na moda criando peças em tricô com padrões de flores. Mas o que deslanchou a carreira foi a técnica que inventou de pintura e o patchwork em couro, que vendeu para Hermès e Pierre Cardin. Nos anos 70 estreou com a marca própria no Salão do Prêt-à-porter de Paris. Quando sentiu que era hora de enfrentar as passarelas, escolheu Milão como cidade de lançamento. Até os anos 90 Roberto Cavalli era definido como autor de estilo sexy, que agradava apenas às mulheres de gosto perua, sempre um pouco over. Mas elas ficavam bonitas, vestindo Cavalli, e este argumento básico deu fama ao italiano que casou com uma beldade, a Miss Áustria, Eva Doringer. Desenhar uma coleção para a H & M é uma espécie de consagração atualmente. Parabéns, Cavalli.

Cidades de estilistas
Florença é berço de criadores, principalmente em couro. Hamburgo, na Alemanha, deu Karl Lagerfeld e Jil Sander para a moda. Antuérpia rendeu todo o grupo de belgas, de Dries van Noten a Walter Beirendonck. Londres manda John Galliano, Alexander McQueen, Stella McCartney, Matthew Williamson.
São points com especializações marcantes, no caso de Florença, que é do couro. Ou com ótimas escolas de moda, que enfatizam a criatividade, como a Belas Artes de Antuérpia e a Saint Martin, de Londres.

Tuesday, October 23, 2007

A ronda da terça-feira

fotos Ines Rozario


Existe um mecanismo humano movido a deveres, missões, obrigações. E agendas! Quando vi a agenda desta terça-feira, decidi que acompanharia o máximo do dia. Prova que acredito em tudo o que sai no site. Vamos lá:

17h: Regina Lundgren: depois de um almoço-reunião no Doce Delícia de Ipanema (imperdível a sobremesa Romeu e Julieta de lá), as curvas da avenida Niemeyer até o Fashion Mall, em São Conrado. No Espaço Lundgren, ou melhor, no território Lundgren, que cresce a olhos vistos no shopping as novidades foram:

A coleção de outono da Fendi, completa com acessórios, a bolsa Palazzo, que celebra o quase um século da marca; o perfume Palazzo, lançado depois de muito tempo sem fragrâncias novas (preços de R$ 208 a R$ 406); as bolsas de logo em tela, saindo do padrão clássico do jacquard (bolsas Fendi desde R$ 1.500). Uma história: a multimarcas parisiense Colette pagou para ser a primeira vitrine que vai celebrar 10 anos da bolsa baguette, em março de 2008. Regina adianta o esquema da vitrine: toy arts nas mesmas cores das bolsas, que chegaram a ter 3.700 versões!


O Espaço vende também marcas nacionais, com Victor Dzenk liderando os hits. Agora fazem sucesso também as noivas da carioca-paulistana Emmanuelle Junqueira. São vestidos de renda, com véus em seda, “para quem casa na praia, em casa”, contou Emmanuelle, que começou justamente fazendo seu próprio vestido, há nove anos. Regina completa o look casadouro com o kit noiva, composto de buquê-pulseira, véu e terço da Rosana Bernardes.

Perto das lindas malas Samsonite internacionais está a vitrine das canetas e lapiseiras Graf von Faber-Castell. Feitas de madeira certificada, com banho de platina nos metais, honram a qualidade da indústria alemã. Há lapiseiras que já vem com várias borrachinhas e apontador; outras são da série limitada de Henry David Thoreau. A marca é de 1761, conta com assistência técnica e tem preços desde R$ 936. Detalhe: a própria Regina só escreve a lápis, e sempre comprou as lapiseiras da Faber-Castell.
Voltando à Fendi: Regina Lundgren e o marido, o Zito (Jorge) se orgulham de, mesmo com todos os altos e baixos do comércio e das importações, serem os únicos, juntamente com os representantes de Moscou, que foram mantidos em 10 anos da marca italiana. E há uma razão para a revitalização atual: a Fendi agora faz parte do grupo LVMH.


De novo, a avenida Niemeyer, rumo ao shopping Leblon. Cláudia Simões foi a primeira parada, para ver os vestidos com estampas de jardins de Burle Marx, os vestidos de seda com sanfonas em malha (vejam o preto e branco, na Ana Paula Barbosa),

as regatas de paetês. “Tudo agora brilha”, anunciou Cláudia. Nas vitrines, amigas e clientes, em fotos do Vicente de Paulo. Nos cabides, bons preços, como o vestido de malha com alças de lurex, por R$ 159. O hit, o vestido preto com paetês em nesgas, custa R$ 550. Alguns modelos curtos, outros quase nos joelhos. “As clientes já pedem o comprimento midi”, comentou a estilista, que também vestia regata de paetês, com calça de linho metalizado.


No mesmo andar da Cláudia, Raquel Chreem recebia no lojão da Alberta, com vitrines amazônicas, em defesa das florestas. Dentro, nas prateleiras e vitrines, muita coerência.

Os brincos da paulistana Beth Tokitaka são de prata com pendentes de penas caídas de pássaros exóticos. A bolsa-carteira da marca própria é double-face, com um lado em couro dourado e outro, em tilápia. “Tudo que é pele aqui, é de bicho que se mata para comer, e se aproveita a pele ou o couro também”, avisou Raquel, que recebia Christiane Torloni, Anna Capaldi(na foto, de saharienne), Beth Pinto Guimarães e outras maravilhosas.

Recomendo dar uma olhada nos vestidos feitos com sedas com estampas assinadas por Christian Lacroix e nos modelos desenvolvidos no Oriente, em tule com pérolas e contas em forma de gotas (preços entre R$ 1.500 e R$ 2.000). Nas prateleiras, bolsas Valentino, Yves Saint-Laurent, Givenchy, Donna Karan...mas gosto de ver que, como na Daslu, a coleção com a marca própria é muito boa. Raquel, na foto, de vestido verde, exibia o colar de correntes e cristais,com a etiqueta aparente, da Alberta.

A última parada no shopping Leblon foi na Sarah Chofakian. Ela ainda estava chegando, mas um compromisso a mais na nossa maratona forçou a pedir ajuda à Adriana Pedroso, estilista da equipe da Sarah. Adriana mostrou as bolsinhas da linha divertida, em forma de joaninha, elefante, cachorrinho, trevo ou coruja (desde R$ 198); as sandálias rasteiras com formas de gato, coruja. Os sucessos da Sarah aqui no Rio são as sandálias em prata velha; os modelos coloridos, com salto grosso fachetado, as rasteiras e os sapatos em couro natural manchado, com salto 5, “a cara do verão do Rio”, comentou a Adriana. Dá para notar que os sapatos da Sarah Chofakian vêm com uma qualidade de material e de design; parecem confortáveis, graças à forma, em geral arredondada.

Enfim, ainda deu tempo e ânimo de ir ao encontro de confraternização que a Marina Barros promoveu no 00, na Gávea. Como nesta semana acontece a feira ABAV, no Riocentgro, o evento máximo do turismo no Brasil, Marina recebeu o time de representantes e assessores da Flórida, incluindo Tampa, West Palm Beach, Miami e Orlando. Para 2008, teremos novos parques, mais shoppings e prédios modernos no lugar dos antigos, em Downtown Miami. Bom, para mim, qualquer motivo justifica uma ida a Miami.

Monday, October 22, 2007


foto Ines Rozario

Nosso querido Marco Maia nos deixou hoje, dia 22. Ele era a parte mais falante e entusiástica da marca Santa Ephigênia, um estilo com a cara do Rio. Ao lado de Luciana Canale, Marco criava a roupa que as colunáveis adoravam, com todo o luxo e elegância, mas também sabia inventar camisetas com imagens de santos, deusas indianas, que chegaram a ser vendidas na Babilônia Feira Hype.
Marco começou como estilista na Pomme et Canelle, marca que tinha uma loja na galeria 330 da rua Visconde de Pirajá, nos anos 80, auge da moda de Ipanema. Suas roupas coloridas e leves foram uma prévia da Santa Ephigênia, fundada em 1999 junto com o arquiteto gaúcho Luciano Canale.
Mesmo no difícil mercado de moda requintada, Marco e Luciano sempre se empenharam em mostrar modelos muito próximos da Alta-costura, em desfiles performáticos. Recentemente, vestidos em veludo de seda tinham pinturas inspiradas nos jarros de Gallé, com paisagens do Rio. Os sapatos eram muito altos, e tinham espelhos embutidos em orifícios no salto anabela. “Se alguma modelo cair, ela pode se olhar e ver se está bonita, no espelho do salto”, brincava Marco, bem-humorado. O último desfile, em junho, durante o Fashion Rio, foi no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, uma bela coleção de vestidos drapeados, com arranjos de folhagens nos cabelos e pingentes de frutas tropicais.Deste desfile é a foto, com o Marco à esquerda, agachado ao lado do Luciano.
As amigas e clientes prestigiavam, aplaudiam de pé na fila A. Beth Pinto Guimarães, Waleska Fragoso, Tania Caldas, Tanit Galdeano, todas as lindas e chiques da cidade, que vão sentir a perda do amigo e estilista sempre pronto a tornar suas adeptas mais bonitas ainda.

Friday, October 19, 2007


Agenda

Continuam os agitos da moda na próxima semana. Daqui até o Natal, temos eventos quase diários

outubro

dia 22, segunda-feira
às 20h: abertura da expo Gatos & Sapatos, de fotos de Paula Klien, retratando Adriane Galisteu, Yara Figureiredo, Alinne Moraes, Dado Dollabella, Juliana Galvão, Mel Lisboa, Grazi Massafera, entre muitas estrelas, com styling de Marina Franco e produção de Candé Salles.
Aberta ao público dias 23 e 24 de outubro.
Onde: IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil (Beco do Pinheiro, 10, no Flamengo)

dia 23, terça-feira


17h: Regina Lundgren convida para nos deslumbrarmos com a coleção Fendi, com as linhas Festa, roupas, bolsas, acessórios, sapatos, gravatas, óculos e perfumes. E mais, as novidades da DSquared, John Galliano, Miss Bikini, Bally, Samsonite e várias marcas nacionais inovadoras, como a Carmelitas, Astrid, Juliana Jabour Gold, Marcelo Quadros, Thais Gusmão, Rosana Bernardes, Rockstier, Drifter, Tereza Xavier, além das criações da própria Regina Lundgren. A estilista Marcella Sant'Anna estará presente
Espaço Lundgren: São Conrado Fashion Mall
Estrada da Gávea, 899 lojas 308/309


18h: Rachel Chreem apresenta modelos de Valentino, Emilio Pucci, Givenchy, DKNY, Issa London, na Alberta, no shopping Leblon.
Alberta: shopping Leblon (av. Afrânio de Melo Franco, 290) Rio de Janeiro

19h: Cláudia Simões lança a coleção de verão, com estampas e cores inspiradas nos jardines de Burle Marx. E mais exposição de fotos com amigas e clientes, como Luiza Brunet, Amanda Lee, Beth Pinto Guimarães, Maninha Barbosa, Virna e Paula Severiano Ribeiro. No dia da festa, que será na loja do shopping Leblon, 15% das vendas serão destinadas à instituição Creche Morro da Boa Vista
Cláudia Simões: shopping Leblon (av. Afrânio de Melo Franco, 290), lojas 308 e 309 / Rio de Janeiro


Na mesma noite, Sarah Chofakian também estará no shopping Leblon, mostrando seus novos (e lindos) sapatinhos na sua loja

Os maiôs e biquínis bacaninhas da Miquelina ganham festa de lançamento com a curadoria da Hospedaria Carioca, apoio do Koni e da Devassa, no Quartier Ipanema.
A partir das 19h
Miquelina: rua Maria Quitéria, 77 loja 222 / Ipanema (Rio de Janeiro)

Uma festa, por quem sabe dar festas de moda. Milton Carvalho convida para celebrar a coleção da Rapsódia, na Boox, a partir das 22h
Boox: rua Paul Redfern, 37 / Ipanema (Rio de Janeiro)

A agência 40 º Models & Acting faz três anos, e Sergio Mattos lança seu blog, tudo na festa no Baronetti, a partir das 23h
O blog do Serginho é: www.blolog.globo.com/sergiomattos
Baronetti: rua Barão da Torre, 354 / Ipanema (Rio de Janeiro)

dia 25

Alessandra Klarnet e Alessandra Wolff lançam o alto verão da Allez Allez, das 11 às 21h
Allez Allez: rua Redentor, 150 sala 202 / Ipanema (Rio de Janeiro)
Tem manobrista

Saad celebra o lançamento da linha de perfumes e maquilagem Saadíssima, na suíte presidencial do hotel Fasano, em São Paulo
Hotel Fasano:rua Vitório Fasano, 88 (São Paulo)
Saad (11) 2197-8900

Dia 26
Lançamento do livro infantil Sol da Esperança, de Leonardo Boff, falando de Natal, histórias, poesias e simbolos. Bom presente natalino, principalmente autografado pelo autor. Preço: R$ 39. Na Livraria Cultura, em São Paulo, a partir das 19h
Livraria Cultura: Market Place Shopping Center (São Paulo)



Último dia da exposição de fotos Bienal B, com trabalhos de Clara Ungaretti, Letícia Lampert, Liomar Arouca, Sandra Simões, entre outros. Na Fotogaleria Virgílio Calegari. Na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre
www.bienalb.org
Casa de Cultura Mario Quintana: rua dos Andradas, 736. A galeria fica no sétimo andar / Porto Alegre (Rio Grande do Sul)


Dia 30
Evento Moda como fator de desenvolvimento econômico, no Senac Rio, em parceria com o Instituto Goethe e a AFEBA (Associação Fluminense dos Ex-Bolsistas da Alemanha). A grande atração é a dupla Bárbara Ponn e Markus Herckhausen, estilistas da Ampelmann, a marca inspirada pelos homenzinhos dos sinais luminosos de trânsito de Berlim
Senac Rio: rua Pompeu Loureiro, 45 / Copacabana (Rio de Janeiro)

Até o fim de outubro
Até dia 30 as obras com recortes a estilete de Analu Prestes estão na exposição Alumbramentos 2, na Way Design. São 16 trabalhos, com interferências de cor. Tipo tem-que-ver
Way Cultural: Rio Design Leblon / Av. Ataulfo de Paiva, 270 lojas 106 e 107 / Leblon (Rio de Janeiro). Tel. (21) 2259-0357

Até dia 31 fica a expo Expedição Rios Voadores, com fotos e instalações que remetem às viagens do casal Gérard e Margi Moss, em um aviãozinho (que faz parte da mostra). No shopping Leblon, com patrocínio da Richards
www.richards.com.br/expedicoes
Shopping Leblon: avenida Afrânio de Melo Franco, / Leblon (Rio de Janeiro)

Até 31 as crianças curtem a exposição Aventuras de Donna Chita, assinada por Jorge Duarte, na Donna Chita
Donna Chita: rua Visconde de Pirajá, 444 loja 108 / Ipanema (Rio de Janeiro). Tel: (21) 2523-2883

Novembro

Dia 03
Mais um lançamento do livro de Leonardo Boff, Sol da Esperança – Natal, histórias, poesias e símbolos. Desta vez, na 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Esquina das Histórias, no Cais do Porto, às 16h

de 6 a 11: salão Mega Gestante e Bebê. Apesar do nome meio feio, é boa oportunidade de descobrir fornecedores de berços, cestinhas de utilitários, decorações artesanais, moda e palestras sobre maternidade.
Onde: Riocentro (Rio de Janeiro). Atenção ao horário, das 14 às 22h
Realização www.reluk.com.br (21) 2436-7079

Wednesday, October 17, 2007

Mr. Wonderful está de volta!

Depois de um intervalo de 12 anos, Luiz de Freitas reapresentou uma coleção digna dos tempos de glória da sua grife masculina, a Mr. Wonderful.A história confirma a vantagem de ser fiel a Santa Edwiges, a padroeira das causas impossíveis: a empreitada festiva no palco do cinema Odeon BR, em plena Cinelândia, no Rio de Janeiro, aconteceu graças à nova sócia, Rita Maria Menezes de Oliveira, filha de uma das costureiras do próprio Luiz de Freitas, ainda dos tempos da marca feminina Belui. “Estamos com ateliê na Praça Tiradentes, com sala especial para a alfaiataria. E pretendemos abrir lojas no Rio e São Paulo, e chegar a Miami, em breve”, anunciou Rita, ao mesmo tempo que apresentava a tia, Teresa Morgado, também da equipe do grande estilista.
Já contei do currículo dele, de como voltou à moda, depois do intervalo em que assinou comissões de frente da Mangueira e fez figurinos de espetáculos.

Agora, a moda. Antes do desfile, Luiz estava feliz, “Sempre fui muito mais ligado à arte moda do que à moda business. Agora, finalmente, posso trabalhar sem ter que responder à pergunta “quanto vendeu hoje?” comentava, enquanto dava os retoques no elenco de modelos da agência Exarc, ao lado do stylist Claudio Parreiras.
A coleção seguiu temas da moda, com absoluta originalidade. O Mr. Wonderful ganha opções de ternos ajustados, soltos, sem mangas, com entalhes de cor no paletó, de calças curtas ou pantalonas. Se preferir dispensar a formalidade, Mr. Wonderful tem túnicas com arabescos ou ternos mais clássicos – porém feitos em tecidos preciosos, adamascados, em dourado, azul, amarelo ou prata. Sem falar nos festivos paletós em lamês listrados, que evocam noites em cassinos de Las Vegas. Quanto aos temas, foram em torno dos brancos, pássaros – a camisaria com flamingos em xadrez vichy terá adeptas femininas na certa -, geométricos, roqueiros, circo, adamascados, executivos, estrelas e brilhos.

Luiz de Freitas, aos 65 anos, renasce para a moda brasileira, depois de ter vestido estrelas como Prince, Gaultier, Versace e Nureyev, enquanto teve uma das lojas mais bonitas da cidade, em Ipanema. “Comecei na moda muito antes da palavra básico. Ela, a palavra e a moda dos básicos, me agrediam muito, logo a mim, que sempre apostei no novo e no diferente”, contou Luiz no filme de apresentação. O desfile aberto por Leda Nagle, durou meia hora apenas – devia haver bis em moda. Ou pelo menos, surgiriam mais uns 10 modelos -, a platéia aplaudiu de pé e o criador apareceu, de calças listradas, toga branca e coroa de louros.


Vai vender? Não vai vender? Impossível prever, mas o que se sabe é que Luiz de Freitas tem originalidade, tanto quanto um John Galliano ou um Hedi Slimane. Há peças perfeitas para homens que não se conformam com o padrão bermudão-camisa pólo, ou jeans e camiseta. Há outras que devem atrair as mulheres, como a jaqueta com preguinhas ou as calças curtas, abotoadas na barra. É bom ter o senhor Maravilhoso de volta.

Tuesday, October 16, 2007



Jóias que ajudam

Neste mês de outubro, as vendas dos cordões da joalheria Jack Vartanian, com pingentes da coleção Consciência (com bandeira brasileira, cartão de Ética, árvore, reciclagem ou paz e amor) têm 5% destinados ao CRIA, novo instituto preocupado com a falta de participação da população em relação aos problemas brasileiros. Por extenso, é o Cidadão, Responsável, Informado e Atuante, que por enquanto começa comprando estas jóias para ajudar o CRIA.
Cada pingente avulso custa desde R$ 154; os cordões de bandeirinha ou o cartão Ética são a partir de R$ 1.428. Todos são em ouro, a maioria tem diamantes enfeitando.

Serviço

Jack Vartanian: Daslu (rua Chedid Jafet, 131 / 1ª andar; tel (11) 3841-4560)
NK (rua Sarandi, 34; tel (11) 3062-2349)
Shopping Iguatemi (av. Brigadeiro Faria Lima, 2232; tel (11) 3097-8693



Botequim novo

Mais um Conversa Fiada abre no Rio. Agora é em Ipanema, em endereço nobre. O botequim faz sucesso, e promete lotar no verão 2008.
Conversa Fiada Botequim: rua Vinícius de Moraes, 75 (a partir do dia 16 – hoje!)


Agenda
O Senai Cetiqt acertou, enfim: o 2º Seminário Internacional de Comportamento e Consumo será realizado no hotel Sheraton-Rio, no Vidigal. Um evento deve ser acessível e seguro, na medida do possível, qualidades um tanto inatingíveis no bairro do Jacaré.
Durante dois dias serão discutidas as tendências globais de consumo e produção, com palestrantes nacionais e internacionais.

Serviço
Data: dias 17 (seminário) e 18 (workshop) de outubro.
Duração: de 8h30 às 20h.
Local: Hotel Sheraton. Avenida Niemeyer, 121, Leblon – Rio de Janeiro.
Preços: A inscrição apenas para o primeiro dia custa R$ 600 para profissionais; e R$ 380 para estudantes. Para os dois dias, a inscrição custa R$ 990.
O primeiro dia é pré-requisito para o segundo dia. Estudantes só podem participar do primeiro dia.
Vagas: 350 vagas para o primeiro dia; 80 vagas para o segundo dia.
Informações: 2582-1001 ou no site www.cetiqt.senai.br.


Monday, October 15, 2007



Perfume de Kate
Pode ser que por aqui a marca Coty esteja meio esquecida, mas no mundo do alto consumo, é responsável por grandes perfumes assinados por celebridades e estilistas. Tanto que lançou Kate, perfume da Kate Moss.
Mais um ponto para a modelo, que nunca trabalhou tanto, mesmo que ao mesmo tempo freqüente as páginas de fofocas e escândalos, graças aos namoros, tentativas de deixar as drogas, fotos ousadas, etc. Que me lembre, rapidamente, Kate é musa de campanhas da Burberry, Chanel, H. Stern, começou por Calvin Klein, passou pela Ellus, enfim, um verdadeiro ícone de moda, que resiste há mais de 20 anos. Tudo, pela beleza diferente: descoberta por uma booker no aeroporto JFK, de Nova York, aos 14 anos, Kate Moss tem menos de 1,80m, nunca botou silicone, fez poucos desfiles. Mas tem um carisma que levou multidões a entrar na fila para comprar peças de sua coleção para a TopShop, em Londres.
Ela tem um estilo próprio, selecionado com roupas e acessórios das melhores marcas do luxo, combinadas sem preconceitos com modelos básicos e antigos. Vestiu, saiu na rua, foi documentada por um fotógrafo, pronto: virou moda o look.


Durou um ano a preparação do perfume. O resultado é uma fragrância floral almiscarada,com notas de pétalas de rosa búlgara. As notas de cabeça são amor-perfeito, grãos de pimenta rosada e flores de laranjeira. No finalzinho, patchouli, sândalo, vetiver e sementes de ambrette. Quem criou Kate foi a perfumista Nathalie Lorson, da empresa Firmenich. O frasco arredondado tem um jeito vintage, antiguinho, com tampa sextavada preta. O contraste da força da cor preta em relação à suavidade do rosa evoca o poder sedutor das flores e das mulheres. O frasco e a embalagem foram desenhados por Lutz Herrmann, com o logotipo de assintura, por Peter Saville e Paul Barnes.
Kate, de Kate Moss está chegando às perfumarias brasileiras por R$ 124 (30 ml) e R$ 178 (50 ml)
SAC: (55 11) 2167-2264

Agenda
Terça, dia 16: Luiz de Freitas, um dos criativos e originais estilistas brasileiros, traz de volta a marca Mr. Wonderful, no cinema Odeon. A partir das 19h
Luiz trabalha desde os anos 70, quando assinava a marca feminina Belui, forte no atacado. Fez parte do grupo Moda Rio, onde produzia desfiles memoráveis, com direito a performances de beldades como a modelo Veluma, no Golden Room do Copacabana Palace. Visionário, notou o crescimento do consumo jovem, e lançou a linha 20 Ans, com loja na praça Nossa Senhora da Paz. Mais adiante, Luiz se empenhou em mudar a imagem do homem brasileiro e lançou a Clínica de Moda, onde vendia as coleções da Mr. Wonderful. Este Homem Maravilha provocava desfiles impagáveis, com modelos descendo as escadas rolantes da galeria onde ficava a loja-clínica. "É uma clínica, porque estamos aqui para curar os homens da caretice na vestimenta", declarava na época. Fernando Gabeira era um dos adeptos da marca, que trazia cores e formas inovadoras para o guarda-roupa masculino. Até hoje seria um estilo original e ousado.
Nos bastidores do glamour dos desfiles e festas, Luiz de Freitas mantinha uma grande confecção em Pau Grande, cidade próxima ao Rio de Janeiro. As crises econômicas do país atrapalharam a trajetória da Mr. Wonderful, que chegou a ter lojas em São Paulo e ser vendida em multimarcas pelo país.
Agora, vamos torcer pela volta do Luiz de Freitas à moda nacional. Ele tem muito a ensinar, em matéria de inovação.
Vejam mais em www.mrwonderful.com.br, a partir do dia 16 às 20h

Sunday, October 14, 2007




Swarovski em todas

Os cristais austríacos não páram de brilhar. Durante a semana de moda de Paris, a equipe de imprensa divulgou as novas coleções, assinadas por Nathalie Colin. Elas se dividem no tema City Lights, que aponta a tendência para as formas facetadas, inspiradas nos prédios e no blindex das metrópoles e no padrão Couture, que lembra os ateliês parisienses, o feito à mão. São maravilhosos os colares q ue misturam cordões de prata escura com grandes cristais esverdeados. No show-room da rue Saint Honoré, 374 há ainda a coleção de Noivas. A novidade neste setor é a substituição das pombinhas por andorinhas.







Ao mesmo tempo, foram lançadas excepcionais peças que aliam a tecnologia ao luxo, em parceria com a marca holandesa Philips. As lojas no mundo inteiro receberam ou estão recebendo as pen-drives em forma de coração ou cadeado, e headphones em vários modelos. Apenas maravilhas, que valem a pena serem pelo menos vistas, e entrarem nas listas de presentes de Natal. As pen-drives custam R$ 999; os headphones têm preços entre R$ 472 e R$ 891.
Nas fotos, estão a pen-drive Peace of Mind (cadeado), a Heart Ware (coração) e o headphone Amazone, com cordão.

Nesta semana, mais uma notícia Swarovski. Grandes nomes da moda e da música participam no dia 18 da 3ª edição do Swarovski Fashion Rocks, no Royal Albert Hall, em Londres. Samuel L. Jackson e Uma Thurman serão os mestres de cerimônias do show que reunirá convidados como Giorgio Armani, Calvin Klein, Stella McCartney, Valentino e Yves Saint Laurent.
O evento acontece em benefício da instituição The Prince’s Trust.
Claro que um evento de moda tem que ter um ícone, e a escolha do fotógrafo Nick Night foi Naomi Campbell. As fotos estão aí, lindas, com styling de Jonathan Kaye, beleza por Val Garland (maquilagem) e Sam McKnight (cabelos)

Saibam mais em: www.fashionrocks.co.uk

Friday, October 12, 2007

Agenda

De volta ao Rio, vamos encarando as reuniões e projetos. E a agenda da moda nacional, que começa a se preparar para o verão e o fim do ano

Outubro
Dia 16, às 10h
A Santana Têxtil apresenta a terceira edição do Jeans Tudo nas Universidades em várias universidades do país. No Rio de Janeiro, a contemplada será a Estácio de Sá, às 10h. O tema principal é o respeito à natureza. Carol Garcia é uma das mediadoras das mesas de análises.

Esta é a lista do Jeans Tudo que ainda vai passar por outras cidades
16/10 – Rio de Janeiro – Universidade Estácio de Sá, às 10h
23/10 – Rio do Sul – Senai, às 19h30min
25/10 – Londrina- Universidade Estadual de Londrina (UEL), às 9h30min
29/10 – Florianópolis – Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), às 18h30min
31/10 – Goiânia – Universidade Federal de Goiânia (UFG), às 10h40min
06/11 – Fortaleza – Faculdade Católica do Ceará, às 20h
Site:www.santana.ind.br
e-mail:santex@santana.ind.br

Dia 16, das 18 às 22h
A revista Vogue Noiva e Casanova lançam a nova edição com coquetel em Ipanema
(rua Barão de Jaguaripe, 46. Com manobrista, senão ninguém estaciona

Tuesday, October 09, 2007




Destaques da semana de moda de Paris


Estes são detalhes importantes para o verão 2008:




Laços: Karl Lagerfeld fez laços em decotes, cinturas e amarrou os cabelos como laços nos rabos-de-cavalo, no desfile Chanel

Calças: ficam mais largas, de cintura no lugar.





Estampas florais: todos fizeram, de vários jeitos. As mais bonitas lembram telas impressionistas. Como em Stella McCartney. Balenciaga fez a confirmação

Saias: voltam à moda. Rodadas, estreitas, curtas, abaixo dos joelhos, com nesgas, em gomos.





Prata: aplicações, paetês, bordados, tecidos. Em roupas e acessórios. Pouco ouro. Nos bordados de Balmain, um exemplo

Casacos: casaquetos continuam, justos e curtos, como que encolhidos. Com basques e detalhes de amarrados e laços nas costas


Cores: branco, de Lagerfeld, com pulseiras de espetos, pelo carioca Carlos Alberto Sobral, vermelho-papoula, em Elie Saab. Muito amarelo, alguns rosas. Laranja, verde-azulado, poucos violetas. Preto e cinza.
Há uma onda monocromática, de total look na mesma cor.

Sunday, October 07, 2007





Louis Vuitton, final feliz

Atraso para abrir as portas do pátio do Louvre onde foim montada a tenda do desfile; atraso para começar o show em si. O horário que seria às 20h (no convite, às 19h30, para acomodar a platéia), acabou sendo 21h40. Mas tudo vai bem quando acaba bem, e o desfile da marca Louis Vuitton justificou a espera, acalmou as vaias e sossegou os fotógrafos, que faziam olas com as câmeras.
O teto e as paredes da tenda foram cobertos com capas de livros, de uma série “Noites de”, em várias cidades: Toquio, São Francisco, Manilha, Nova York...nem Rio nem São Paulo estavam na lista, o que pode ser considerado uma vantagem, já que os livrinhos são eróticos. Chega deste tipo de comentário sobre as cidades brasileiras.


A abertura da coleção também incluiu um fetiche sexy: modelos famosas como Naomi Campbell e Nadja Auermann entraram vestidas de uniformes transparentes, de enfermeira, com máscaras cirúrgicas de renda preta, portando as bolsas novas, trabalhadas em cores manchadas e logos. Ao som da dupla eletrônica Daft Punk, com um céu estrelado (fundo preto com leds brancas), a coleção assinada por Marc Jacobs passou colorida e feminina. Com saias pouco abaixo dos joelhos, casacos curtos, túnicas e blusas drapeadas em lamês, são todas tratadas com um toque sensual: a transparência. Sutiãs coloridos se revelam por baixo ou mostram as alças nos ombros. Outro truque fantasioso é a frente de um terno ou casaca presa sobre um vestido longo de pétalas violetas. Algumas saias, montadas em barras de cores diferentes, tém a barra da bainha aparentemente solta, mostrando um forro mais claro.


Sapatos delicados, sem plataformas, de saltos 8, em couros e vernizes multicoloridos, as meias finas em laranja, rosa, verde, algumas com costura, e os tailleurs pretos, transparentes, completaram o ar sensual, mas muito elegante, da coleção Vuitton.

Intervalo / nunca se viu um desfile tão lotado da marca Louis Vuitton. Nem os corredores escaparam da multidão /
na fila A, além do assíduo Farrel Williams, a bela Catherine Deneuve e a impecável stripper Ditta von Teese (na foto à esquerda) / Marc Jacobs vestiu terno para agradecer os aplausos. Está de cabelo curto, ralinho no alto da cabeça / foi uma semana rápida, sem exageros de locações distantes (com exceção de Galliano, no estádio Parc des Princes) / mas foi muito quente, com sol e céu azul o tempo todo. Temperaturas sempre acima dos 15 graus


Elie Saab procura seu lugar

Noventa desfiles durante uma semana, é a programação da moda parisiense. Destas apresentações, pelo menos dez por cento lideram as mudanças do estilo internacional. Os outros seguem a corrente, adaptam as inovações da temporada anterior e cumprem o papel de tornar acessíveis idéias conceituais demais dos colegas lançadores.
Na prática, estes são os desfiles com platéia restrita a compradores e clientes, com poucos jornalistas influentes. A primeira fila vira um problema, porque os lugares vazios comprometem a imagem do estilista.
O libanês Elie Saab ainda está enquadrado neste estágio. Sua platéia tem clientes fiéis como a brasileira Angelique Chartouny, ou cults, como a stripper americana Ditta von Teese. A fila A foi rapidamente preenchida por convidados de filas anteriores.
Mas a coleção tem pontos interessantes. O elenco é de primeira linha, os tecidos, de primeira qualidade, sempre. Para o verão 2008 Elie propõe cores fortes, como o verde, vermelho, amarelo e violeta, quase sempre sustentados por preto em alças ou em cintos. No cinto, está um dado presente em várias coleções: o laço. Quase todos os looks são acompanhados por bolsões e escarpins de verniz. Quer dizer, é um estilo suntuoso, que inclui saias curtas armadas em pregas e longos com belos drapeados. As estampas de flores estilizadas e rabiscos têm referências na arte de Pollock.
Existe um lugar para este jeito de fazer moda, muito feminino e luxuoso, brilhando com paetês. Elie Saab pode se encaminhar para ocupar um posto ao lado de Valentino, mestre do requinte e da beleza nas passarelas.

Na noite de sexta-feira, depois de Chanel e Castelbajac, Stefano Pilati apresentou sua coleção para Yves Saint-Laurent. Também com tema americano, de bandeira com listras e estrelas. Se estes nomes lançadores sugerem, deve virar moda.

Friday, October 05, 2007


A fotógrafa Marina Sprogis chama a atenção para estas cavas longuíssimas, em Chanel




Talvez não dê para identificar, mas este vestido tem os símbolos do euro, do dólar, da libra e da Chanel, na cintura.




Sem ser explícita, a moda de Paris se inspira na bandeira americana. Karl Lagerfeld usou o tema Noite de verão na coleção com as eternas referências na Chanel original – casaquinhos de tweed leve, vestidos pretos com saias transparentes, poás irregulares em fundo preto. Mas acrescentou listras vermelhas e estrelas, símbolos da bandeira dos Estados Unidos, como nos casacos curtos completados por microvestidos estrelados. O jeans ocupou lugar de honra, já que o desfile no Grand Palais começou pelo denim, em biquínis, trench-coats e calças de corte reto. A coleção inclui oficialmente algumas peças masculinas: calças retas brancas, cardigans de tricô – nada tão importante quanto a ala feminina. Principalmente quando uma calça jeans stone acompanha camisa e um gravatão desproporcional.

Nos acessórios, parte fundamental da marca Chanel, destacam-se os sapatos pretos ou prata, de salto arredondado, com enfeites nos saltos (flores, lacinhos) e uma idéia supostamente funcional: uma bolsinha presa no tornozelo. A bolsa 2.55, no modelo matelassê tradicional, vem em versão grande, para acompanhar a onda do oversize que domina a moda.
Outra inspiração na bandeira americana veio disfarçada em Cleópatra, gadiadores, ursinhos, marinheiros e até Cassius Clay. No meio de togas e camisetas, entraram na passarela listrada de vermelho e azul as bolsas com listras e estrelas, o chapeuzinho em forma de tampa antiga de Coca-Cola. Este foi o estilo de Jean-Charles de Castelbajac, que além dos cobiçados bonés New Era e de muitas coroas de louro decorando casacos e vestidos, mostrou blusões estilo safari, mais funcionais do que as bolsinhas nos sapatos Chanel. Porque tinham 52 bolsos! Perfeitos para um autêntico safári ou para a agitação urbana.

Outra proposta forte para o verão 2008 é a estampa. Flores manchadas, abstratas ou impressionistas, se misturam com grafismos e listrados arco-íris. Quem dá o aval é a turma formadora de opiniãoo da moda parisiense: Balenciaga, onde o belga Nicolas Ghesquiere explorou um verdadeiro jardim de estampas; Dries van Noten, outro belga, que trocou as inspirações étnicas por florais descombinados, Stella McCartney, que floriu macacões inteiros. Um sinal certo que em breve as cores alegres voltam à moda – por enquanto, o que se nota é que os vermelhos e laranjas sobraram para os saldos do verão, nas lojas de Paris. E o cinza domina as escolhas das francesas, quando se dirigem à caixa para pagar as compras de suéteres, batinhas e casacos tipo trench curtos.

Intervalo / continua muito quente em Paris. Principalmente nas salas de desfile, onde os convites viram leques na platéia / aliás, além do calor, os convidados penam com o desconforto dos bancos sem encosto, que viraram mobiliário oficial dos desfiles / O cabelo do momento é igual ao da Gisele. Louro, mechado, caindo encacheado nos ombros / Roberto Cavalli inaugurou a loja na Avenue Montaigne. A grandona, na rue Saint Honoré, deve abrir no ano que vem / Nos acessórios, a pedra facetada aparece em aplicações, enfeita gáspeas de sapatos e dá forma a carteiras / Na saída do desfile Chanel, Eliana Tranchesi anunciava planos de abrir mais lojas Daslu, uma em dezembro, no shopping Cidade Jardim (São Paulo), e em outras duas cidades. Talvez uma delas seja o Rio. O show-room Daslu no hotel Plaza Athenée rendeu bem: a loja Harrods, de Londres e a americana Scoop, compraram a coleção inteira.

Tuesday, October 02, 2007






Moda da cidade e do mundo

Iesa Rodrigues

A semana de desfiles em Paris segue confirmando algumas referências muito de acordo com o estilo de vida da consumidora contemporânea. Primeiro, a preocupação com o meio-ambiente, a escassez de água, a poluição. Depois, a inspiração nas cidades, seus arranha-céus e a nova arquitetura.
O melhor exemplo em matéria de cuidado com o planeta é da dupla Marithé e François Girbaud, estilistas que ganharam fama na década de 80 como os primeiros designers a criarem roupas funcionais. Isto é, jaquetas com mochilas acopladas, jeans cheios de bolsos para andar de moto, calças que viravam bermudas, peças completamente fora do conceito glamuroso da moda daquela época.
Agora o casal deixou de lado este estilo alternativo. A coleção está mais focada nas tendências, inclui calças slim, pantalonas, cintos largos, cores do ano que vem (prata, gelo, preto, um toque de vermelho), estampas geometrizadas e uma queda para o gênero punk, em preto com aplicacões metálicas. Mas o melhor da coleção é o fato dos processos de produção. Técnicas a laser substituem as lavagens com pedras e água no envelhecimento e desgaste do jeans, e as cores claras lembram o gelo que derrete no planeta.


colares e pulseiras Swarovski lembram estruturas de arquitetura urbana
Os prédios modernos, os reflexos dos blindex fazem parte dos acessórios da Swarovski. Cristais facetados, com reflexos irregulares ou com estruturas metálicas emoldurando grandes pedras, aparecem em colares entremeados de correntes escuras, que podem ser superpostos com gargantilhas mais curtas. Ou em braceletes poderosos, que dispensam a pretensão de parecerem jóias, mas dão a mesma impressão de luxo que os brihantes e pedras preciosas. No show-room parisiense, na rue Saint-Honoré, a coleção dos cristais austríacos, assinada pela francesa Nathalie Colin-Roblique, explora também duas vertentes importantes para a Swarovski: as tiaras de noivas e as peças que atraem os 400 mil colecionadores (a maioria nos Estados Unidos e Itália) de bibelôs de cristal, adereços de Natal e as várias linhas de miniaturas.

Rodapé / o calor de 23 graus transforma as salas e tendas de desfiles em saunas para quem veste casacos e botas / a agenda não tem Cacharel. Parece que Inácio Ribeiro e Suzanne Clements saem da marca / na edição especial do Times os países emergentes considerados consumidores do luxo são a Rússia, a Índia e a China. Reconhecem as iniciais? São os países do bloco chamado BRIC. Mas o B, de Brasil, sequer é citado / O estilo Pataugas, dos calçados meio rústicos, meio gastos, está pegando. Similar ao que faz a nossa Gooc, que usa lonas, pneus velhos nos seus produtos. Mas a loja no Barrashopping podia ser mais clean, menos floresta

Monday, October 01, 2007

Masculino, feminino, moda plural

fotos Marina Sprogis (Dior)
Iesa Rodrigues (as outras)




O vermelho-Dior com um jeito década de 20, a ala mais feminina da coleção

Masculina como um inglês a caminho da City ou feminina como uma cantora de jazz? Estas são as opções de John Galliano na coleção de primavera-verão 2008 da Dior, confirmadas pela presença de Sting na platéia e na trilha do desfile, cantando “Englishman in New York” e as flores nos cabelos das modelos e Billy Holiday em The man I love. Galliano garante a continuação das estampas de oncinha, as zebras nos trench-coats, fez muitos ternos em risca-de-giz preto e branco ou em marrom e ouro, completou calças de cós baixo com suspensórios. Mas propõe também os vestidos drapeados e com repuxados, decorados com cristais nas mangas ou nas barras em cores delicadas como lilás, pistache, rosê ou glamurosas como o vermelho-coral. Faltava a sensualidade: o verão será pretexto para exibir caleçons (calcinhas de seda, debruadas de renda) alongados como macaquinhos e regatas. Mais uma tradição da marca francesa, revitalizada pelo estilista inglês, já que a Dior foi uma das primeiras grifes a lançar lingerie em seda com rendas, nos anos 80, quando a Lycra e o estilo minimalista do underwear de Calvin Klein predominavam.

Outra inglesa apresentou seu desfile ontem. Vivienne Westwood mais uma vez não se contentou apenas com a moda, uma história de um casamento de Marilyn Monroe com um lorde inglês , morando no campo e um filme de Gloria Swanson. “O resultado me parece tribal, forte e muito rock ‘n’ roll”, define Vivienne. Além dos repuxados e drapeados em tecidos naturais, ela também nomeou a coleção como 56. Por que este número? Trata-se de um manifesto contra uma nova lei do Partido Trabalhista que segura pessoas na prisão por 56 dias sem julgamento, o dobro do número de dias da lei atual.


Michel Klein seguiu o caminho dos anos 70, com saiões, lenços na cabeça, bordados com turquesas e búzios formando quadriculados.


Martin Margiela reforçou a silhueta dos anos 80, com ombros pontudos e formas muito simples. A base é quase um maiô em preto e bege, com panejamentos caindo nas costas, óculos-faixa e sandálias-polainas.

E o russo Gaspard Yurkievich confirmou a onda das novas e discretas transparências, com o conceito Sheer Memories, cheio de voiles de seda, cetins e celofanes em preto, champanhe e vermelho.

Intervalo / as passarelas têm turquesas, laranjas, vermelhos. Mas a platéia dos desfiles continua de preto, com exceção das garotas japonesas / Luiza Marcier assistiu ao Martin Margiela, no intervalo entre idas e vindas a Bruxelas, onde montou a exposição de moda Flying Dresses, da sua marca A Colecionadora, na galeria Catherine Bastide / a cada seis meses o metrô parisiense abre uma estação nova. A linha 14 ganhou a Olympiade, depois de Bercy. Seis meses, gente, não são seis anos. Que tal a estação General Osório ficar pronta logo? / as sandálias da moda voltam a ter tiras e amarrados até os tornozelos / hoje, na Dior, Galiano não desfilou até o fim da passarela, para os aplausos / muito quente, para esta época, apesar dos chuviscos, em Paris