Thursday, August 30, 2007



Esta é a semana do SIMM - Salão Internacional da Moda de Madri. Primeiro, o evento abre com desfiles de estilistas vindos da América Latina, no lindo e enorme pavilhão das feiras, o Latino America Fashion. Quem veio hoje, quinta-feira, agradou. Vejam só:

Primeiro, a Vero Ivaldi, da Argentina. Cortes assimétricos, saias meio desconstruídas, uma gola longa e pontuda, a outra normal, nos colarinhos das camisas. Bastante conceitual, com sapatos em verniz de cores vivas e saltos cônicos. As meias claras eram dispensáveis, mas os chapéuzinhos-solidéus do final arremataram bem os looks em preto e branco. Gostei dos recortes inesperados, cobertos com tecidos transparentes, uma boa idéia. E muito, da estamparia de nuvens, chapéus coco e maçãs verdes, atendendo à inspiração no surrealista Magritte. Mas repito: é moda conceitual, de "assimetrias matemáticas e irregularidades calculadas", como definiu a estilista.


Depois, a colombiana Olga Piedrahita. Um estilo modernão, ousando tecidos e não-tecidos (estes, literalmente, já que o non-tissu, que parece papel, foi incluído em vários looks), plástico-bolha, telinhas esportivas. Aviõezinhos em estampas localizadas e broches em alfinetes deram uma história, mas não esconderam o ótimo corte dos paletós listrados cinturados, nem a harmonia do cinza/preto/vermelho/branco. Muito boa a ala final de sutiãs com alças pretas largas e bojos rabiscados com costuras.
E Olga é bacana, toda de preto, com sapatos masculinos, cabelo mechado





Por último, correndo depois para pegar o vôo para o Brasil, a nossa Simone Nunes. Egressa da Semana da Moda, do Amni Hot Spot, Simone já participou duas vezes do show-room no hotel Crillon, em Paris. Agora, teve a boa oportunidade de desfilar na porta de entrada das grandes vendas para a Europa, que é Madri. "Para mim, tudo tem funcionado, porque sou nova. Sei que tenho que começar a dar outros passos. Tenho um show-room no Japão, com um representante. Os japoneses olham uma coleção durante três anos, para ver se o estilista mantém uma coerência, se a marca resiste. Depois, começam a comprar, e não param mais." Simone não vai participar da feira espanhola, porque já tinha um compromisso no Brasil, no domingo.

O desfile foi especialmente bem, porque o elenco era local. Em São Paulo, as modelos eram garotas, jovens e esguias, em Madri, elas devem ter mais de 18 anos e não são magras demais. Resultado: a coleção ganhou um visual mais sensual e feminino.

Amanhã, quem desfila, também vinda do Brasil, é Gloria Coelho.

No Brasil, a platéia da moda se prepara para o 3º BFF - Brasilia Fashion Festival, na semana que vem. Em seguida, a capital será palco (ou passarela) do Brasília Capital Fashion.

Sunday, August 26, 2007

Pistas do verão 2008
A temporada da moda do verão 2008 começa nesta semana, com a realização do SIMM (Salão Internacional da Moda de Madri). Mas já estão chegando os convites para os lançamentos da semana Mercedes Benz de Nova York. Sempre reparo que os convites prenunciam cores, texturas e aparências da estação. Basta ver o convitão da Rosa Chá (à esquerda) que desfila na tenda The Tent, no Bryant Park (entrada pela Sexta Avenida esquina com rua 41, no sábado, 8 de setembro, às 14h: o envelope é um amarelo-limão, o cartão tem uma folha em prata, com letras em relevo e outra em vegetal transparente.
Está tudo aí: a gama dos amarelos, as transparências e os metalizados.

Fofices escolares



Mochilas voltaram à moda. Para as menininhas, aliás, nunca saíram, e agora ganham detalhes em homenagem ao universo cor-de-rosa das garotas. A Republic.Vix, marca da Chenson, especializada em malas de viagem e mochilas, lança coleção de produtos teen e infantis na Feira Escolar, que se realiza nesta semana.
Para a ala teen e adulta há modelos com compartimentos para notebook. Entre as licenças, destaque para a linha As Menininhas e as Pampered Girls.
Vejam mais em www.chenson.com.br
Serviço
Escolar Paper Brasil 2007 – 21ª feira internacional de produtos, serviços e tecnologia para escolas, escritórios e papelarias
De 28 a 31 de agosto, das 13 às 21h, no Anhembi (São Paulo).
Info: (11) 6226-3100


Falando em feira e salões, quem estiver lendo o site neste domingo, saiba que o evento de noivas e casamentos no hotel Sheraton Rio está o máximo, o maior movimento, cheio de palestras e boas idéias. Mas acaba hoje, domingo, 26, às 22h.

Saturday, August 25, 2007




Cori com Camila, Copa sem Cláudia


No desfile da Cori, durante a edição de verão da São Paulo Fashion Week, Camila Pitanga estava meio forte demais para aquelas roupas justas de couro. Agora, no catálogo clicado pelo Vicente de Paulo, no Copacabana Palace, ela está impecável. Maurício Ianês fez o styling, Ucho Carvalho, a direção de arte e o elegante Daniel Hernandez deu os retoques de beleza. Na coleção, destaque para o vestido verde, bem feminino. E para a luz, sempre maravilhosa, do Copa.
Foram fotografados dez looks, em cores marcantes: laranja, azul, tons de pele e estampas, em tecidos naturais e jeans.


Uma nota puxa outra, e do Copa se sabe que o salão Crystal assume o espaço, que nos anos 70 era ocupado pelo mestre Renault. E Marcelo Borges será o host à altura do local.
A amiga Claudia Fialho saiu do hotel, e continuou feliz. Ganhou happy hour de despedida da chefia e deve dar boas notícias em breve. Será que o hotel novinho, lá no Arpoador, pescou o talento da Claudia?
Esta foi a última coleção do Alexandre Herchcovitch para a Cori. Foram cinco anos de belos desfiles, o primeiro deles, inesquecível, com Villa Lobos na trilha e lindos casacos vermelhos, laranjas, aquela cartela herchcovithiana.

Wednesday, August 22, 2007



Cantão faz festa no Leblon
Hoje, 22 de agosto, começa o verão, pelo menos nas vitrines da Cantão. Começa oficialmente, porque as cores e estampas entraram ontem em algumas lojas, uma delas, a do shopping da Gávea, meu posto de observação prioritário da moda carioca.
A coleção Cores ao Mar decorre do desfile que lembrava a chita e suas origens indianas. O que significa: muito colorido, muito floral, alguns madras e muito algodão, tecido ideal para o calor.
A festa será ao lado, em frente e dentro da Cantão Leblon, e terá exposição de fotos da campanha, música a cargo do DJ Jonas Rocha e também flautinhas e violões, mais um democrático telão para que os passantes também possam assistir a imagens da coleção, vista no Fashion Rio, em junho.
A festa liderada por Tommy, Leila e Renata Simon, mais a equipe de estilo que tem Yamê Reis à frente, o Guilherme Gaspar inventando o jeans e a Thaissa Inglês fazendo milagres de modelos e preços nos sapatos, celebra também os 40 anos da marca, uma das mais jovens do Brasil.

Festa do Cantão: na loja do Leblon (Av. Ataulfo de Paiva, 566, quase esquina de José Linhares), a partir das 20h. E nem pensar em desistir, só porque o dia está frio e chuvoso

Historinha: Há 40 anos, dois casais de namorados abriam a primeira Cantão 4, no fundo de uma galeria na rua General Roca, na Tijuca. Ou no fundo da galeria do Condor Largo do Machado, era sempre no fundo, um espaço todo branco, como era mania nos anos 60. O conteúdo: miniblusas de malha sanfonada listradinha, multicolorida, calças boca-de-sino, minissaias jeans, muitas pulseiras e colares de miçangas, bolsas a tiracolo, para atravessar no corpo. Camisetas em todas as cores, em tie dye e batik. Nem hippie, nem patricinha, era a cara da universitária carioca.
Os casais se separaram, o nome perdeu o 4. As várias fases passaram por uma linda casa em Laranjeiras, onde aconteciam desfiles internos com o encanto de um desfilão oficial. A marca virou rede, com lojas em todos os shoppings e ganhou uma irmã (ou irmão, já que era predominantemente masculina, surfista), a Redley. Este nome veio por acaso, durante uma viagem do Peter (marido da Leila, um dos 4 do início, sócio até hoje) com o Tommy, pela Califórnia. O carro parou em frente a uma placa ou outdoor com um nome, Reedley. Dali, saiu o nome perfeito para uma nova linha de tênis, que virou mania no Rio. E deve ter provocado a abertura da CellSoft, fábrica de calçados que exporta pés-de-pato até para a Austrália, faz as sandálias Zoobees e os famosos tênis estilo iate de solado branco, que voltaram com tudo.
Atualmente a Cantão faz parte da agenda do Fashion Rio. Esta campanha e a foto do convite têm a top Guisela Rheim como estrela.


Sunday, August 05, 2007


C i n e m a í n t i m o

Em vez de Angelina Jolie, a modelo Priscila W (da Blue Models) encarna a agitada Lara Croft, na mostra A lingerie no cinema, que abre hoje, domingo, no lounge Amni Rhodia, no salão Lingerie Brasil. Priscila veste peças da Scala.
São 14 fotos de Cristiano, com direção de arte de Jorge Morabito e beleza por Alessandro Tierni

O cinema dedica cenas memoráveis ao uso da lingerie. Basta lembrar de Sophia Loren, de corselet, tirando as meias; de Brigitte Bardot e seus sutiãs de rendinhas, de todas as cenas estilo Cabaré, com dançarinas de cinta-liga.

Lingerie Brasil: de 5 a 7 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo

Mal acaba a Lingerie Brasil, começa a Fevest, de Nova Friburgo. Além das coleções de roupas íntimas e moda praia, vale subir a serra para curtir o frio que anda fazendo por lá.
De 7 a 9 de agosto, no Country Clube de Nova Friburgo, a duas horas do Rio de Janeiro

De 4 a 7 de agosto: Outra feira importante, a 45ª Feninjer (Feira Nacional da Indústria de Jóias, Relógios e Afins), segue o molde da famosa feira da Basiléia (Suíça), o máximo em artigos de luxo. Uma das notícias é a venda da Sector Group pelo grupo Morellato. A Sector responde pelas operações no Brasil dos relógios Sector, Philip Watch, Pirelli, Moschino e Roberto Cavalli.

Saturday, August 04, 2007





Tem que ver a Farm

Poucas vezes recomendo assim, tão abertamente, um endereço comercial. Mas a Farm da praça Nossa Senhora da Paz merece, pela qualidade do projeto, a graça da coleção e principalmente pela coerência profissional.

O projeto: assinado por Bel Lobo, surpreende por eliminar o andar térreo, dispensar vitrines e permitir modulações infinitas no subsolo. De março até julho deste ano todas as tubulações foram refeitas. As colunas espelhadas refletem a luz do dia, é um ambiente tão bonito à noite quanto de dia.
Quem vai provar roupas, entra em cabines com quatro canais de música, com opções entre dance/house, slow music, mpb e estilo Farm. Telinhas funcionam como lookbooks da coleção.
São 300m2 de espaço, com cantinho para a ainda tímida linha Home (caderninhos, canecas, camisolas e necessaires), um grande balcão para a caixa, onde a clientela se serve de biscoitos Globo e trufas, enquanto espera a vez de pagar. Ao lado, embaixo da escadaria, outro balcãozinho onde são montadas sandálias Havaianas, com palmilha exclusiva (R$ 34), do 33 ao 39.



A coleção: tinha que ser algo especial. A abertura da loja foi recheada com modelos favoritos da Katia, resultados de uma viagem com toda a equipe de estilo para a Tailândia. Um colorido que já virou típico da Farm, com muito verde, roxo, preto e branco. Tem saruel de cotelê com fios prata, saruel estampado (R$ 139);


um look com camisa xadrez (R$ 208), coletinho trabalhado (R$ 345); camisão branco (R$ 102); minissaia jeans (R$ 142) e legging (R$ 45)
As regatas de alcinhas custam R$ 42, as ribanas, R$ 26, são ítens de coleção para as cariocas.
Pode ser que as turistas achem ruim saber que no Rio uma peça que custa R$ 139 deve chegar aos outros estados por R$ 164. Esta diferença de preços deve envolver frete, impostos, estes detalhes. Bem, mais um motivo para vir fazer as compras na bela flagship da Farm de Ipanema, Rio de Janeiro.

A história: nas muitas conversas com Katia Barros e Marcelo Bastos ouvi a história da marca. Marcelo era sócio do Nésio, pai da Katia em uma distribuidora de revistas. Katia era consultora de grandes firmas. O trio decidiu mudar de vida, e trabalhar com moda. A primeira experiência foi um franquia da Mercearia, marca paulistana. Mas a loja vendia pouco, não tinha a cara do Rio, e Katia começou a confeccionar peças que ela mesma inventava. E que vendiam, mais do que as coleções da Mercearia.
O próximo passo foi fechar a franquia. Pagaram o que deviam, ficaram praticamente quebrados. Quando conheceram a Babilônia Feira Hype, Katia decidiu que era ali que iam vender. Levou uns quatro modelos de body para o Robert Guimarães e para o Fernando Molinari. Este foi o começo da marca (que nem nome tinha, nesta época. Para elas, Farm lembrava a rua Farme de Amoedo, em Ipanema, tinha a ver com Mercearia, era um nome fácil), dentro de um box de 4 metros quadrados. Logo, havia filas antes da feira abrir, uma kombi fazia as vezes de estoque, no estacionamento. Para atender às trocas e a quem queria comprar nos intervalos da Hype, abriram uma salinha na rua Francisco Sá, em Copacabana. Mais filas nos elevadores do prédio, que ficava no posto 6, completamente fora do circuito de compras.
Este foi o começo muito curtido, muito divertido para Katia, Marcelo e Nésio. Sem estas primeiras batalhas, a Farm não teria a estamparia própria, não bateria recordes de vendas no shopping Iguatemi, de São Paulo, nem estaria abrindo filial em Barcelona.
É uma história marcante na moda brasileira.

Wednesday, August 01, 2007




Copa, Panamá e PAN

Enquanto escrevo estas três palavrinhas, noto que elas têm algo em comum. No mínimo, a dupla de letras PA. Descobri hoje que tem mais. Conto por tópicos:

Tommy Hilfiger abriu o office da América Latina no Panamá. Onde Chanel já tem seu posto há muito tempo. De lá, antes de se aposentar, Liliane Mercer dirigia o marketing da América Latina, controlava as ações duty free, e respondia aos proprietários, da família Wertheimer, no Canadá.
Hilfiger recebe imprensa e seus assessores latinos nesta semana, com evento de lançamento de coleções e apresentação de relatórios e desempenho das equipes de marketing e assessorias. A Atitude é a responsável pela PR (press relations) no Brasil.

Entre os lançamentos, o que chegará primeiro é o perfume Tommy Girl 10 (amadeirado e floral, bem sexy, que celebra 10 anos da grife Tommy Girl), que deve estar nas vitrines brasileiras no próximo sábado, dia 3.












Copa
é a empresa aérea afiliada da Continental Airlines, que sai do Rio às 3h20 (da madrugada), com um bravo 737, que depois de um vôo de sete longas horas, com serviço de café da manhã, chega a Panama City.

Os jogos pan-americanos do Rio foram um sucesso, os brasileiros se encheram de medalhas. Mas há poucos vôos para os atletas da América Central voltarem para casa.


O Panamá ficou famoso depois que os Estados Unidos abriram lá o canal que encurta o caminho do Atlântico para o Pacífico e vice-versa. A zona franca atraiu grandes empresas, como a Chanel e a Hilfiger.
Por outro lado, aumentaram as dificuldades para entrar nos Estados Unidos, conseguir o visto é quase uma gincana, e mesmo que seja apenas uma escala, se parar nos EUA, ele é obrigatório. Daí, qual é o novo hub das Américas, que fica bem no meio do caminho do mundo? O Panamá!
O Panamá está IN, segundo a colega Suzete Aché. “Vai ter Casa Cor lá, este ano”, avisou Suzete.

Onde todos estes dados se encontram? Na madrugada de hoje, quarta-feira, quando um lote de pacientes passageiros, sei lá, uns 40, ficou em terra, no overbooking da Copa. Embarcou a maioria dos atletas, ainda restaram uns poucos e alguns fotógrafos da imprensa latina. Ficaram pessoas que seguiam para Cuba para fazer cirurgias, tirar férias na Costa Rica, comer tacos com guacamole no México...e ir ao evento do Tommy Hilfiger.

Sinceramente, nem reclamo. Os pobres dos atletas esperavam há horas, a empresa é pequena, sem vôos diários. Acho que quem tinha motivos médicos devia ter embarcado. Para Hilfiger, talvez tivesse sido melhor marcar o vôo na véspera, para garantir a presença dos convidados. E a volta, no mínimo, no sábado, para dar tempo de respirar.

De qualquer maneira, teremos as novidades. Porque a Kika, o Sebastian, a Bárbara e o incansável Fabrício, da Atitude, garantem.