Tuesday, June 05, 2007

Layana Thomas

Um bela evolução, da Layana. A garota que sempre deu um toque cult na coleção, conseguiu unir o estilo ao lado artístico que tanto preza. Vestidos secos, de alças retas, em bege e branco; calças retas, abotoadas na frente e com cintura no lugar, modelos com aberturas definidas, geométricas, nas costas. Quase tudo, em branco, gelo, bege, a cartela prevista para o verão. Mas há um toque fácil de gostar, de imaginar circulando nas ruas e points da cidade. Este é o verdadeiro segredo da moda, contar uma história e ser entendida por quem assiste ao desfile ou compra as roupas. Querem saber a história da Layana? São as obras do Hélio Oiticica (criador das capas Parangolés), da arquitetura de Paulo Mendes da Rocha e da arte de Aluízio Carvão (pioneiro nas geometrias). Mesmo quem não sabe de nada destes mestres, vai gostar da tradução da Layana.

O melhor: cor!cor! em meio aos cinzas e beges do dia, surgem os braceletes quadradões em vermelho ou laranja. Cenográficos ou ousadias para quem tem braço fino e longo

A ver: um blazerzinho creme, com uma microssaia, tão tristinho em meio aos modelos recortados, com falsas listras, cheios de detalhes como botões e alças

Rodapé: gostei da Layana, dei sorte porque cheguei atrasada e sentei no chão, no lugar dos fotógrafos. Melhor posto é difícil, só a fila A quando fica logo abaixo do pit dos fotógrafos / bonitas as sandálias de verniz da Layana. Tem com saltão e plataforma ou rasteiras.