Saturday, June 16, 2007

Deu branco no Lino Villaventura

O trabalho do fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto, que entre outras séries, documentou telas de cinema em branco, antes do filme começar, deu o caminho da coleção do Lino. Todas as roupas, sapatos, arranjos de cabeça, meias e até os olhos foram brancos. As lentes de contato do primeiro desfile, nos anos 90, voltaram nesta semana, acentuando o ar de boneca ou de espectros românticos. É difícil descrever a complicada montagem dos looks, e o fato de serem todos brancos facilita compreender que cada centímetro de tecido ganha uma interferência especial. Os tecidos já são bastante elaborados, como o jacquard em lurex, a seda amassada ou o lezard lurex, mas na passarela destacaram-se as rendas, sedas e algodões com bordados de flores, espaços nervurados ou pregueados e o brilho dos cristais Swarovski.
Tanto trabalho se prende a silhuetas de pouco volume. Apenas nas saias há ondulações, algumas mangas são encrespadas. No geral, a linha feminina é embelezada pelas formas marcadas, pelas transparências e vazados. O chamalote requinta as bermudas. Bianca Klamt vestiu um longo inteiramente vazado com arabescos recortados, pespontados. Onde sobrou uma tirinha de tecido, entravam fileiras de cristais. Na roupa masculina também há nesgas nervuradas e camisas com palas transparentes, mas o resultado fica mais fantasioso.

Rodapé / dos convites recebidos, um dos mais nostálgicos tem forma de flâmula. A Haco, empresa blumenauense de etiquetas, desenvolveu o jacquard adequado. O que é flâmula? Uma espécie de bandeira, que até os anos 60 era um dos ítens de coleção dos torcedores de futebol e de alunos de escolas / ainda não tinha comentado sobre o hotel onde a imprensa nacional está hospedada. Temos pouquíssimo tempo para curtir, sei que vou embora sem saber o andar da piscina. Mas o Pestana, na rua Tutóia, é confortável, a equipe é atenciosa e aos domingos, durante o mês de junho, o café da manhã é tipo colonial