Monday, May 14, 2007


Calvin Klein na sua

Está aberta a temporada de lançamentos. Pouco antes dos grandes eventos Fashion Rio e São Paulo Fashion Week começam as festas e feiras. No dia 29 de maio abre a TexFair, cada vez maior, quase sendo dividida em duas. E quase saindo de Blumenau. Arrisco uma opinião: seria muito melhor construir um hotel de business, para quem vem à feira, como foi (tardiamente) feito para a Fenit. É maravilhoso se hospedar ao lado do pavilhão de exposições – a não ser para a galera que prefere cair na night das cidades. A TexFair conseguiu ter um prédio excelente, em breve pode ganhar um anexo, e sair da cidade onde nasceu teria duas desvantagens, a meu ver: primeiro, deixar a região onde nasceu e cresceu. Em segundo lugar, ficaria mais difícil ter o acesso aos líderes das marcas. Imaginem se um empresário da Malwee, da Marisol ou da Karsten pode se ausentar de Santa Catarina por quase uma semana!

Os lojistas de perfumarias e licenciados de outras linhas da grife Calvin Klein se mandaram para Buenos Aires, para acompanhar o lançamento quase simultâneo com Europa e USA da Ckin2U, novidade da marca que é conceituada pelo grupo americano van Heusen. Na perfumaria, a licença é da Coty Prestige, que produz também Davidoff, Jennifer Lopez, Kenneth Cole, Marc Jacobs, Sarah Jessica Parker e Vera Wang, entre outros.

Foram quase 90 brasileiros, voando de todas as grandes cidades, enfrentando os aeroportos fechados por causa das chuvaradas. Mas chegamos a tempo de almoçar no Casa de Lila, em Puerto Madero, onde até a gordura da carne é saborosa, de ouvir as explicações sobre a nova linha, que se refere à geração conectada na internet, adepta dos chats, dos encontros instantâneos, da falta de compromisso. “As relações via internet são assim: quando o namorado sai do MSN, ninguém chora”, foi a definição para o que se chama geração technosexual, a que vai adotar o Ckin2U (Ck into you, ou CK na sua, parodiando a linguagem de chat).
À noite, uma festa urbana, em espaço com jeito alternativo, a Cidade Cultural Konex (Sarmiento, 3131), onde bandas como a Mataplantas, Francisco Bochatón ou El mató a un policia motorizado (é isto mesmo, a banda se chama Ele matou um policial motorizado) se apresentam aos sábados. Festa com cerveja no gargalo, djs, dvds de campanhas dos perfumes, bolinhos de queijo servidos em cones de papel, uma delícia. Do lado de fora, no pátio, grafiteiros preenchiam painéis com logos CK, reforçando o conceito jovem.
No dia seguinte, foi o tempo de fechar mala, dar uma voltinha até a Florida, subindo pela Suipacha, e seguir para o aeroporto. Ckin2U está lançado.

O produto

A perfumaria Calvin Klein se divide em Casa Calvin Klein, onde ficam os perfumes modernos, contemporâneos e sofisticados e Casa CK, focada no público jovem, urbano e casual.
Uma retrospectiva confirma o talento da marca em detectar estilo de vida. Em 1994 saiu o CK one, de uso compartilhado, era feminino e masculino. Na campanha, as figuras eram assexuadas, o importante era estar no grupo.
Depois veio o CK be, que significava a importância de ser. Ser bom, ser mau, ser. A musa era Kate Moss.
Agora vem a turma conectada, capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo, gente criativa, viciada em internet. Para estes, é o CK in2 U.
Além de três tamanhos de embalagem com a textura do iPod, as linhas são completas, com creme de corpo, after shave, desodorante. A versão feminina tem fragrância floriental, fresca, com grapefruit, orquídea doce e âmbar.
A masculina cheira a lima, tangerina, cacau e amadeirados, é um oriental Fresh.

Na internet, vale ver o www.whatareyouin2.com


A viagem
Dei uma de esperta. Como o vôo São Paulo/Buenos Aires era às 10h30 da manhã, fui na véspera, para não perder o horário. Sábia decisão, porque caiu uma chuva daquelas apocalípticas no Rio, todos os vôos atrasaram, etc. Passei uma noite no hotel Tryp Meliá, de Guarulhos, depois do trajeto de uma hora de Congonhas até Guarulhos, conversando com o Ricardo, motorista que sonha mudar para o Porto, em Portugal.
O vôo de ida contou com uma ótima tripulação, bons ventos, céu quase sempre limpo nas três horas de viagem. Com exceção, claro, do Uruguai, que sempre sobrevôo com nuvens pesadas. Um almoço decente, com massa e pudim. A mesma escolha na volta, com a diferença do pudim ser de pão, com direito a uma passinha. A companhia, TAM, o avião, o Airbus, o mesmo da ponte aérea. E na volta, foi vôo direto, para o Galeão, com escala sem sair do avião, em Guarulhos.
A hotelaria portenha deu um salto de qualidade. O hotel Emperador, próximo a Puerto Madero e ao centro – vai-se a pé à Calle Florida, ainda um bom point de vitrines e compras, tem o nível dos bons hotéis americanos, com cama dupla, bancada espaçosa no banheiro, mesinha de trabalho e internet grátis. Tinha que ser, já que não levei notebook. Não ia dar certo, porque as tomadas argentinas parecem com as inglesas, mas formam um desenho triangular, com buracos de tracinhos.
Já foi difícil achar pilhas AA para a câmera, imaginem um adaptador para este padrão.
A foto mostra a rua em frente ao hotel, para exibir o dia lindo, que tinha temperatura de 12 graus (à noite, dois graus), e os táxis da cidade, em amarelo e preto.

O táxi para o aeroporto de Ezeiza custa cerca de US$ 20. Um dólar vale uns 3 pesos. No câmbio do aeroporto pagaram 2,65. Algumas lojas aceitam reais (poucas).

A cidade
Buenos Aires é um destino ótimo para este inverno. A cidade está linda, a comida continua deliciosa, a bebida cai bem , (não sei como eles fazem o suco de laranja, mas pela segunda vez provei os melhores por lá), o tango está em alta. Um casaquinho de cashmere custa em torno dos 70 pesos (20 e poucos dólares), um tapete de boi, 400 pesos. Um peso compra um café, o pão medialuna, tradução argentina do croissant francês, completa bem o cortado (café pingado).

Nas lojas, vi festas de lançamento, com muitas clientes em volta dos bordados e drapeados de Gabriel Lage, boas malhas na Claroscuro e roupas em cores alegres, na Profumi, todas na avenida Pueyrredon. Uma caixa com seis alfajores Havana, que é uma rede de lojinhas especializadas neste doce, custa 11.20 pesos; com 12, sai por 21,90 pesos. Mas bom mesmo é o biscoitinho coberto de chocolate que acom panha o café. Uma das Havanas fica na esquina de Santa Fé e Suipacha. Ao lado, uma perdição, uma lojinha só de placas, taboletas, ímãs de geladeira, com gravuras antigas e frases bem-humoradas. Irresistível.


Mais moderno, no conceito multimarca, é a MU, ou Materia Urbana, onde se destacam as coleções em malha em preto, cinza e bege, do estilista Maurício Damus,(na foto) que já morou em Búzios. Preços variam de 100 a 500 pesos. Na subida da Suipacha, quase chegando à Florida. (Suipacha, 1.025) ou vejam em www.materiaurbana.com