Tuesday, February 27, 2007

Christian Dior

De vez em quando o fato de trabalhar há algum tempo traz vantagens. Ver o desfile Dior e saber que muitas peças lembram as maravilhas assinadas por Thierry Mugler e Claude Montana nos anos 80 é um privilégio de gente como eu, Costanza Pascolato, Marina Sprogis, Marcio Madeira. O que não diminui o mérito atual de John Galliano, autor da bela coleção vista hoje, na tenda montada no jardim das Tuileries, em Paris.
Tailleurs em couros precisoso, com mangas de peles tingidas nas mesmas cores dos couros, dos sapatos e das bolsas, marcaram a passarela que saía de um cenário com escadaria em curva. Muito alta-costura, muito rico, com bordados em prata e pedras nas mangas, barras das saias e ombros, tinha a cartela cheia de verdes, fúcsia, pink, lilás e ameixa. Os cabelos longos e ondulados lembravam Jerry Hall nos desfiles de Thierry Mugler, que lembravam as estrelas de Holywood nos anos 40 / 50 – Rita Hayworth, Lauren Bacall, Veronica Lake.
Muito bonito, muito aplaudido, houve quem jurasse que Gisele estava anonimamente no elenco. A menina tinha até o jeito dela andar, olhando de vez em quando para o chão. Mas no final, quando John Galliano veio cumprimentar a platéia, achei que estava com uma cara meio sem graça. Vestia terno de risca-de-giz e boina marinho.

Intervalo/ as cores brilham nas passarelas, mas será que vão entrar nos guarda-roupas? A roupa da platéia continua sendo preta. Muito mais prática, ainda mais neste clima de chuva e frio / um bom endereço para pechinchas, tipo pontas de estoque da Adidas e Puma, é o boulevard Bonne Nouvelle. Tênis desde 15 euros, peças da coleção Stella McCartney para Adidas, botas diversas (feias, muito feias e algumas bonitas e bem bonitas) desde 8 euros. Metrô Bonne Nouvelle

Jean-Paul Gaultier

Homenagem à Escócia, com direito a xadrezes dos clans tradicionais (amarelo e preto, vermelho e preto, verde, preto e branco), saias kilt curtas e longas, capas com mochilinhas acopladas nas costas. As capas têm costas com pregueado em cauda, arrematado por laço na cintura. Este mesmo laço enfeita casaquinhos de veludo roxo. Meias trabalhadas, sapatos amarrados de verniz preto e bolsas em peles, são detalhes que reforçam o espírito escocês. Claro, as gaitas de foles eram ouvidas sutilmente, e uma dançarina abriu e fechou o show. Para acentuar a inspiração, as cabeleiras eram ruivas. Carol Trentini ficou muito bem de cabelinho cor de cenoura.

Intervalo / no Brasil, Bryan Adams apresenta as fotos que fez da coleção Zephir, da H. Stern. No dia seis de março, no hotel Emiliano, em São Paulo / E Karina Steremberg lança o inverno da Ka, na quinta-feira, dia 1º, na Forneria, no Rio

Monday, February 26, 2007

Luz na moda

Iesa Rodrigues

Depois da campanha contra a anorexia das modelos, deve sair o protesto contra a tortura dos saltos altos e dos efeitos cenográficos que exigem esforços das meninas que vivem nas passarelas do mundo. Pelo menos a platéia ficou nervosa com a dificuldade do elenco de Viktor & Rolf de caminhar e carregar armações metálicas (espero que de alumínio, que é leve), com três a oito spots de lâmpadas brancas e uma caixinha de som, que forneciam luz e música diferentes para cada garota.
Os holandeses Viktor Horsting e Rolf Snoerens continuam assinando lindas camisas brancas, bons casacos pretos e revivem tecidos lindos, como o tipo cloquê, de um casaco preto. Para disfarçar o encaixe das armações, inventaram mangas enormes, golas gigantes e amarraram xales em torno dos tubos das lâmpadas. As músicas, em volume baixo, variavam, consegui identificar a ária na corda de Sol, de Bach. Isto é, cada modelo era um desfile à parte.
Foi mais um show de Viktor & Rolf, com uma visão prejudicada pela pequena sala do Carreau du Temple, na região da Republique, em Paris. Mas vai reforçar a imagem ousada deles, e divulgar os dois perfumes lançados pela L’ Oréal, o FlowerBomb (feminino, já à venda no Brasil) e o Antidote (masculino, em lançamento na Europa)
Fraco: o empurra-empurra na entrada. Dispensável
Forte: as camisas brancas, o vestido em cloquê preto

La Tulle

A coreana Cho Sung Kyong convidou para o elegante salão do hotel Westin, perto da Place de la Concorde, depois do desfile chamou para um pequeno brunch, com finger sanduíches, docinhos mínimos, champanhe e refrigerantes. Tudo exatinho, gostoso e sem parecer sedução. Afinal, não seria por um biscoito de camarão que os convidados diriam que a roupa é sublime. Aliás, pode nem ser, mas tem o valor de uma alfaiataria impecável, vista nas calças curtas e longas, nos casacos com pregueados nas costas. Um jeito meio jazz-band dos anos 40, interessante. Muito paetê preto ou cinza em minivestidos, muito preto e branco em casacos xadrezes. Os tecidos lembravam as escolhas de Andrew GN, quando vieram os pied-de-poule dourados ou estes xadrezes com brilhos em preto e branco. Apenas três estampas movimentaram a seleção: papoulas lineares em preto e branco, elos em rosa, verde e azul, mais flores em preto e branco.
Fraco: calças, principalmente os jeans, com o cós baixo demais.
Forte: adorei um modelo que tem duas tiras de cristais ao longo das laterais das pernas. Vi na passarela e usado por um dos assessores de imprensa. Versão cintilante do estilos Adidas
Fortíssimo: os sapatos, lindos. Da própria Cho. Um deles, o clássico Brogue feminino bicolor revisitado, idêntico ao que a Swains faz, há uma década, no mínimo.

Luiz Buchinho
Pela primeira vez – não vale o que vi em São Paulo, em 99 –consegui assistir ao desfile deste estilista do Porto. Sempre acompanho seus trabalhos nas revistas lusas, mas só agora vi na passarela em Paris. É o quinto solo do Luiz, que faz moda há 16 dos seus 37 anos, vende na terrinha e em varios paises da Europa. Tem um estilo elaborado, apesar de aparentemente simples. Porque é quase todo em malha cinza, com entalhes de lurex cobre e estanho nas sanfonas, ou de couro nos recortes de mangas. As formas sem definição e o aspecto amassado ajudam a dar uma impressão de roupa confortável, fácil de usar. A trilha é dos geometrismos de Balenciaga by Gesquière, mas Buchinho suaviza o resultado final, mesmo encurtando bastante as saias. Parece que as minis são quase obrigatórias, a julgar pelos desfiles da semana.
Fraco: o balonê ou bolha nos vestidos em malha cinza. Virou banal
Forte: as parkas longas, o contraste das calças saruel com as peças utilitárias. E o próprio Luiz Buchinho, simpático e sem pretensões

oscar

Duas referências importantes levam a crer que este será um ano de cores neutras na moda. A primeira, mais técnica e nem sempre acertada, é o estudo das tendências oficiais, que há mais de um ano apontam os cinzas e beges como os pontos fortes das cartelas; a segunda referência, bem mais acessível para o público que consome moda, é o tapete vermelho da cerimônia do Oscar.
Desde o elegante longo bordado em tom Nude, da vencedora Helen Mirren, até o bege-acinzentado da esfuziante Jennifer Lopez, as diversas versões de cores neutras foram iluminadas pelo brilho de bordados nos mesmos tons. Um bom exemplo, o cinza metalizado, de decote assimétrico, de Cate Banchett. A alta-costura predominou, tanto em vestidos sob medida, novinhos, como o branco de babados com faixa preta, de Valentino para Cameron Diaz, como na busca de originalidade de Renée Zellweger, que preferiu um modelo vintage da Dior. A desvantagem deste tipo de arqueologia da moda, é que não há ajustes tnao perfeitos como num vestido novo, que pode ser refeito no ateliê.
As formas são ajustadas, longas, admitindo pequenas caudas e muitos efeitos drapeados ou nervurados. Para os homens, a tradição do smoking contou com um lado mais livre, nas variações do clássico paletó de lapela de cetim usado com gravata longa. Ou com uma gravata larga, de brocado, vista no ícone de moda, Adrien Brody, ator e modelo de Ermenegildo Zegna.
Drew Barrymore vestiu John Galliano, Penelope Cruz estava de Chanel tomara-que-caia, mas há sempre quem discorde das escolhas da maioria. Em vez de bege ou cinza, Nicole Kidman preferiu o vermelho , de decote assimétrico; Sienna Miller, um azul-lagoa e Gwineth Paltrow um difícil modelo sereia em salmão-escuro. A pequena Abigail Breslin também podia escolher algo menos enfeitado do que o vestido rosa, com flores aplicadas junto ao decote de alcinhas.
No conjunto, Jennifer Lopez deu show de renovação pessoal, com cabelos mais curtos, glamurosamente ondulados – um dia, nossa Juliana Paes podia chegar lá. Mais em matéria de glamour, Beyoncé Knowles reforçou a imagem de ícone da estilo da ala jovem, com seu vestido dourado, assinado por Elie Saab.

Sunday, February 25, 2007





Iesa Rodrigues
fotos Ines Rozario
A semana de lançamentos de inverno começou hoje, domingo, em Paris. Nem parece que a próxima estação será a Primavera, porque as vitrines continuam fazendo um replay em preto e branco, algo em cinza, igual ao ano passado. Mas uma diferença existe: as formas estão mais marcadas, a cintura, mais fina. Sem o geometrismo evasê do ano passado, apesar da manutenção das pernas de fora, com saias curtas.
Nas passarelas, outra continuação: os franzidos e repuxados, favorecidos pelo emprego dos jérseis e sedas. Bem menos preto do que no inverno passado, a cartela tende mais para os acinzentados e azulados. Os brilhos e vernizes permanecem, assim como as botinhas de cano curto.



A inspiração em roupas de dança e a lembrança dos anos 60 devem dar uma base para as coleções de inverno. Pelo menos na maquilagem, que inclui até o desenho das pestanas inferiores, como usavam as modelos inglesas Twiggy e Penelope Tree.



Na segunda-feira, a grande expectativa é o desfile de Viktor & Rolf, a dupla holandesa que sabe criar uma atmosfera especial no cenário, na música e na caracterização das modelos. Afinal, desfile é para isso, para dar uma moldura de teatro, glamour ou loucura para uma atividade que sem estes atributos seria apenas a indústria da moda.


Nas fotos, momentos dos desfiles da africana, vinda das ilhas Comores, Sakina M’Sa, e do coreano Lie Sang Bong, que também interpretou bem a fusão da cultura coreana e o estilo europeu, quando mixou a trilha de anos 80 com tambores coreanos, que aos poucos dominaram a sala, abafando o rock ocidental.


No Oscar
Daqui a pouco, as estrelas disputarão as estatuetas douradas. Há muito tempo não se via uma premiação com tantos candidatos competentes. Nesta 79ª edição do Oscar os indicados vão ganhar um mimo bacana: uma Havaiana com 10 estrelinhas de ouro branco, com miolo de brilhantes e mais estrelas no solado, em vez do desenho tradicional, que parece arroz. Para os colecionadores, que já estão com os olhos brilhando, aviso que esta edição é limitada, especial para os indicados ao Oscar. E cada sandália foi avaliada em US$ 1.500

Wednesday, February 21, 2007

O lado brasileiro nos aviamentos da Premiere Vision


Jairo e os botões da Casquinha


Muita renda, muitas texturas, uma riqueza de tramas e estampas que parecem bordados, são as propostas do salão Premiere Vision, que se realiza em Paris até o dia 23, sexta-feira. Exige uma meia hora de viagem de trem RER (reseau regional, o equivalente a um metrô linha 2 no Rio), no mínimo, um dia inteiro dentro de seis salões estilo Riocentro ou Anhembi. Mas vale a visita,profissionais de moda do mundo inteiro consideram o salão como uma espécie de farol do futuro. Claro, nem sempre o anunciado acontece na data prevista, mas o fato de reunir os maiores fornecedores do mercado dá muita credibilidade ao que expõem como tendências.

Tanto é importante para os grandes profissionais do metier, que logo na entrada encontrei Andrea Saletto e Hiluz del Priori. Esta já foi adiantando “a feira não está grande coisa, mas nós viremos nos três dias”. Imaginem se estivesse boa! Os temas principais rodam em torno dos básicos contemporâneos: a sedução, o esporte, a alfaiataria e o equilíbrio. Tons de branco e cinza predominam, iluminados por verdes claros e rosas-bombom. As oncinhas continuam!

Além de visitantes e compradores, os brasileiros comparecem também como expositores. Desta vez, conversei com quem estava no Modam’ont, o setor destinado aos fornecedores de aviamentos. Um exemplo, o grupo que faz parte da Assintecal, associação que reúne 130 empresas ligadas a indústrias de couro, calçados e artefatos. Como o Casquinha, ou o Jairo de Andrade, que interessou compradores ingleses, loucos para usarem seus botões de madeira em sapatos. E a uma equipe da Dior, que fez um pedido de quatro páginas. O gaúcho Jairo produz botões para o século 21. Segundo ele, “um tempo de geometria, matemática, que são bases do conhecimento. Mas ao mesmo tempo, o mundo está descompassado. Assim, os botões têm espirais, representando um estado confuso, perdido. Ou vêm com pedaços de metal entalhado, como algo meio destruído. Para nós, mesmo o lado estético da moda tem que ter um conteúdo”, contou Jairo.


Os tags de fibra de banana da Tecnoblu

Mais adiante, a Tecnoblu, fábrica de etiquetas e tags (etiquetas retiráveis) de Blumenau, também tinha o que celebrar. O presidente, Cristiano Buerger acabou de fechar um acordo de representação com a Union Knopf, marca de botões alemã, capaz de lançar mais de 800 produtos por coleção. Além de lindas – atualmente, predominam os botões de quatro furos, em cores e gradações variadíssimas -, estas coleções são apresentadas em cartelas primorosas, que induzem às tendências do momento. Eles têm fábricas na China e na Polônia, fazem tingimentos exclusivos e personalizados e serão vendidos de forma bastante fechada no Brasil. “Vamos marcar hora e dia, com os clientes especiais. Levamos os produtos até eles, e vamos personalizar o máximo cada produto”, anunciou Cristiano, que acredita que a palavra do momento é personalizar, é a identidade. Para tanto, pretende manter a Tecnoblu dentro de Blumenau (Santa Catarina), origem da marca que atualmente faz sucesso na feira francesa graças aos tags de fibras de...banana! “A Diesel continua com a sede em uma cidadezinha da Itália, a Abercrombie se mantém no interior dos Estados Unidos, a Zara está no interior da Espanha. Nós vamos ficar em Blumenau, e estamos acrescentando à fábrica uma outra unidade, que é o Estudio Tecnoblu, dedicado à criação. A equipe, além dos nossos designers (como o Julinho, craque da Tecnoblu), conta com grafiteiros e um designer industrial. Fizemos uma parceria com a Lal Têxtil e a Renault Tecidos, no estúdio, que vai além da própria Tecnoblu”.
Só esta evolução de uma empresa que vive de fazer etiquetas e se lança agora no mercado de botões, com produtos de primeiríssima linha, valeu a visita. Mas discordo da Hiluz, quando ela diz que a Premiere Vision estava meio mais ou menos. Achei muito boa, com idéias femininas e bonitas, e com a vibração de bons negócios.

Tuesday, February 20, 2007


Este prédio azul-real abriga um dos mais interessantes backstages que visitei. Ou seria um making of? Trata-se do lugar onde é feita a avaliação sensorial dos produtos de maquilagem da L’ Oréal, em Chevilly Larue, a meia hora do centro de Paris. Na visita feita com um grupo brasileiro, as novidades foram muitas, as tecnologias, surpreendentes. Mas o alerta de notícia tocou alto quando uma das pesquisadoras relatou os resultados do grupo que se apresentou ontem pela manhã.
Eram homens de 20 a 40 anos, que declararam usar no mínimo três produtos de maquilagem diariamente. O corretivo, uma eventual base, rímel discreto e lip balm, aquele batom-hidratante, tipo bálsamo.
Atualmente, cerca de 0,5% da população masculina francesa usa este tipo de produto.
Dois detalhes que chamam a atenção, principalmente de quem já está fazendo muxoxo de preconceito em relação aos pesquisados: primeiro, não eram gays. E segundo, não foi um pesadelo conseguir voluntários para esta reunião.
A divisão luxo da L’ Oréal já tem uma linha completa de make masculino, na grife Thierry Mugler. Desta avaliação que nem foi fechada ou divulgada, deve resultar uma coleção nas marcas Lancôme ou Biotherm.

E por que estes senhores passam minutos em frente ao espelho, aplicando cosméticos? Porque querem parecer melhores, não porque querem exibir que estão usando maquilagem.

Comentário: vamos lá: para que serve um corretivo? Passado de leve, bem espalhado na pele, atenua olheiras e manchas.
E um rímel? A aplicação em um tom escuro, grafite ou marrom, garante um contorno mais definido nos olhos. Algo no gênero Johnny Depp como o pirata do Caribe. Alguém aí acha Depp gay?
O lipbalm hidrata e dá brilho nos lábios. Melhor do que a aparência ressecada, lembrando papel.
A base? Bem, por mim, a base pode ser dispensada, porque sempre – mesmo nas mulheres -, tem um efeito artificial.
Como para as mulheres, convém não exagerar na quantidade ou no colorido. Um homem maquilado em excesso sempre vai lembrar aquela cena do filme Morte em Veneza, em que Dirk Bogard vai ao barbeiro e se maquila, pinta o cabelo de preto, horrível.

Em volta / no embarque para Paris encontrei a Mônica Lerina, assistente do Antonio Bernardo. Ela foi para Munique, participar da Inhorjenta, um dos maiores salões de Jóias e relógios da Europa. No mostruário, destaque para o ouro rosa, lindo / Uma tripulação excepcional no vôo Air France 443 de segunda-feira, dia 19. Há muito tempo não via comissários tão gentis / Mas como é longo, este vôo.../ Paris está com sol, temperatura em torno dos 10 graus. Casaco de couro resolve. Só não trouxe o meu, porque não posso passar mais uma semana aqui, com ele, dia e noite. / no dia seis de março abre a expo Decifrando o Cabelo, no Sesc Pompéia, em São Paulo

Friday, February 09, 2007




Carlos Miele completou a primeira dezena de desfiles em Nova York. É um feito respeitável, mais ainda por ter na fila A editores importantes como Carine Roitfeld, da Vogue Paris, Suzy Menkes, do International Herald Tribune e Hamish Bowles, da Vogue America.
A partir de um olhar para suas inspiradoras, as Divas, as mulheres internacionais, Carlos mostrou 35 looks na tenda dentro do Bryant Park – outro forte sinal de prestígio na Olympus Fashion Week –na tarde de quarta-feira, dia sete.
Nota-se uma guinada em direção a “divas” realmente mais internacionais, já que Miele acrescentou mais tons escuros. Além do predominante preto, há berinjela, marinho, verde-esmeralda nas texturas dos cetins, jérseis, tafetás , couros de crocodilo e nas peles de vison. Deve ser a adaptação ao gosto de quem realmente precisa de roupa de inverno, e prefere cores mais neutras do que a eufórica cartela tropical. A carreira internacional obriga a estas mudanças, que só têm o risco de perda da identidade.
Em todo caso, Miele continua com um estilo sensual, ultra-feminino, mesmo quando troca os enviesados pela alfaiataria em couros. Até o DJ era francês, mais uma prova que o tempo dos batuques e cocares já passou.

Monday, February 05, 2007


É Carnaval
Desde sábado a cidade engarrafa nos lugares mais imprevistos. São os blocos e bandas que ocupam os espaços, e confirmam a posição como a maior diversão do Carnaval carioca. Hoje abre a Fotofolia, exposição assinada por Kedson Kede, Ricardo Marques, Nei Lima, Ane Bispo, Carla Vieira e minha amiga Christinne Hansen, a turma do Espaço da Foto. As fotos carnavalescas ficam expostas até dia 25 de fevereiro no Espaço Cultural Bar Ernesto (rua da Lapa, 41)

Visita francesa
Hoje, segunda-feira, Christine Lagarde, Ministra do Comércio Exterior da França visdita o Sebrae/RJ para debater estratégias de cooperação entre Brasil e França. Na mesma ocasião, será lançado oficialmente o salão Ethical Fashion Show Rio, parceria com o Moda Fusion, que deve acontecer no final de 2008.
Modelos da Cidade de Deus vão apresentar a moda produzida pelas Ongs Devas e Vida Real, da Favela da Maré, Ação Comunitária, da Cidade Alta e Coosturat, de Campo Grande.
Tomara que a ação não páre por aí, com um desfile embalado a funk, com muito rebolado. Uma coisa é a cultura popular, outra, é a moda. As comunidades fazem boa moda, que não precisa ser apresentada como peça típica. As meninas da Cidade de Deus aprenderam a desfilar direito, podem deixar a dança para outro tipo de celebração.

Em New York
Começou a Olympius Fashion Week, em New York. São quase 200 desfiles, entre oficiais e off. No dia sete, quarta-feira, Carlos Miele desfila na tenda The Promenade, no Bryant Park, às 13h.
Além da agenda estourada, outro problema é sair nestes dias de sol e céu azul, com temperaturas abaixo de zero. Dá vontade de avançar nas passarelas e se enrolar nos casacos todos. Ou ficar no quentinho do hotel. Mas onde fica o vício da moda? Pode chover, nevar, ventar, que estarão todos lá, a postos.

Sunday, February 04, 2007







Semanas de Moda sempre dão uma ressaca. Peguei uma gripe daquelas, era óbvio: metade dos convidados estava tossindo e fungando. A moda pegou.


O bicho da hora é o avestruz. Das fazendas de criação direto para nossas bolsas. Um exemplo, a coleção 2007 da Victor Hugo.

Além das liquidações, temos inaugurações de todos os tipos.

Abre a Pink Chic, no rastro das Pseldas e Clube das Meninas. A nova loja tem lingerie, spa, café, girls lounge e sensual store. Se metade das propostas é em inglês, dá para desconfiar que rolam misterinhos do universo feminino
Pink Chic: shopping Downtown, bloco 4 loja 115. Tel (21) 2496-3668)

Musselines, georgetes, shantungs de seda, brocados e rendas estão com descontos de até 70%. E mais: o pagamento pode ser feito em 10 vezes iguais! Na Nuance, desde o dia 6 de fevereiro, terça-feira
Nuance: Av. Ataulfo de Paiva, 1.060 –A. Tel (21) 2512-5959
Av. N. Sra. De Copacabana, 774. Tel (21) 2548-8991


Mega-liquidação no Estúdio Vintage! As peças Vintage, com 50% de desconto; a coleção de verão, 60% e sapatos e bolsas, com 70%. Até acabar o estoque.
Estúdio Vintage: Alameda Lorena, 871 / Jardim Paulista. Tel (11) 3082-5466

Muniz e Sonia Zilberberg não param. Na segunda, dia 5, inauguram oficialmente a linda Celina Design, no CasaShopping, a pretexto de lançar a exposição de Roberto Marinho.

O pessoal que já circulava nos anos 70 deve lembrar do coquetel de camarão e dos profiteroles do Real Astoria, no Leblon. O restaurante volta à ativa, agora em Botafogo. No cardápio, cozinha internacional com acento espanhol. A partir do dia 8 de fevereiro.
Real Astoria: Av. Repórter Nestor Moreira, 11, com serviço de valet



Vejam só: quem concentra seus gastos (ou concentrou, já que a promoção tinha a ver com as compras de Natal) no cartão Diners Club International está recebendo o DVD Music for Montserrat, um showzão. Outra boa deste cartão é usufruir as salas vips, principalmente nesta época de vôos atrasados